Resumo de IA
Este processo, em linguagem clara
- Contexto, partes públicas e situação atual em linguagem clara
- PDF para baixar e cópia por e-mail
- Resultado geralmente em cerca de 1 minuto
R$ 7,97
Publicações do processo
Comunicações públicas identificadas no Diário da Justiça Eletrônico Nacional. Esta página não informa resultado, situação processual nem partes envolvidas.
Consultar outro processo, CPF, CNPJ ou nome
2 publicações identificadas.
TRF4 · 6ª Vara Federal de Maringá · Ato ordinatório
PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL Nº 5019399-44.2025.4.04.7003/PR AUTOR: CREONILCE PAULINO PEREIRA ADVOGADO(A): MARLY APARECIDA PEREIRA FAGUNDES (OAB PR016716) ATO ORDINATÓRIO De ordem do juiz federal, abro vista às partes para cientificação, no prazo de 5 dias, acerca da SÍNTESE DA DEGRAVAÇÃO dos vídeos apresentados, produzidos pela própria parte e/ou em audiência, cujo conteúdo segue abaixo, medida esta adotada com o intuito de aprimorar e conferir maior celeridade à instrução processual. A síntese da degravação foi executada por meio do uso de inteligência artificial. SÍNTESE DA DEGRAVAÇÃO: RESUMO DA AUDIÊNCIA Depoimento da Parte Autora (Creonilce Paulino Pereira): A parte autora, Creonilce Paulino Pereira, relatou ter iniciado suas atividades rurais por volta dos 8 anos de idade para auxiliar seu pai na lavoura. A atividade era desenvolvida em regime de economia familiar em uma propriedade pertencente a Celestino, situada na região da Reserva, no caminho para Dr. Camargo. O núcleo familiar residente era composto por ela, seus pais (Benedito Paulino e Urbana Menegados Paulina) e seus seis irmãos (José Carlos, Carlos Alberto, Ivone, Zilda, Zilza e Claudete), sem a presença de outras famílias no local. Na propriedade, cultivavam café, além de milho e feijão para a subsistência da família. O trabalho consistia na limpeza dos troncos de café, capina de mato, derriça e abanagem dos grãos. Os instrumentos utilizados eram manuais, como arados e tração animal (burro), além da criação de galinhas e porcos para consumo próprio, sendo a agricultura a única fonte de renda familiar. A autora frequentou a escola rural situada ao lado do sítio (a cerca de 500 metros) no período da tarde, deslocando-se a pé, contudo não concluiu os estudos, assim como seus irmãos, devido à necessidade do trabalho infantil no campo. Posteriormente, a família mudou-se para a cidade de Orizona, onde a autora e familiares passaram a trabalhar como boias-frias em lavouras localizadas no município vizinho de São Jorge. No labor informal como boia-fria, o transporte era realizado por caminhão conduzido pelo intermediador ("gato") Laércio, trabalhando com uso de enxada em turmas de 15 a 20 pessoas, com remuneração quinzenal. A autora mencionou que, no período de 1983 a 1988, intercalava períodos com registro em carteira de trabalho em usina de cana-de-açúcar com o trabalho rural informal, afastando-se do meio rural ao aprender o ofício de costureira. Depoimento da Testemunha Manoel Silva Basto: Identificação: Manoel Silva Basto. Status Jurídico: Testemunha (prestou o compromisso legal de dizer a verdade sob pena de falso testemunho). Vínculo: Conhecido da parte autora. Contemporaneidade e Fatos Presenciados: Atestou ter conhecido a autora na cidade de Orizona e trabalhado conjuntamente com ela na condição de boia-fria em propriedades rurais no município de São Jorge, atuando na colheita manual de café e algodão. Esclareceu que o transporte dos trabalhadores (cerca de 15 a 20 pessoas) era feito por caminhão comandado pelo intermediador ("gato") Laércio, partindo de um ponto de encontro próximo a um botequim em Orizona. A jornada de trabalho ocorria das 07h às 17h, com intervalos de uma hora para almoço e uma hora para café, sem a utilização de máquinas. O pagamento era efetuado semanalmente às sextas-feiras ou a cada 15 dias. Confirmou a contemporaneidade e a presença constante da autora na colheita braçal. Depoimento da Testemunha Laercio Alves da Silva: Identificação: Laercio Alves da Silva. Status Jurídico: Testemunha (prestou o compromisso legal de dizer a verdade sob pena de falso testemunho). Vínculo: Conhecido da parte autora, atuando como motorista/administrador/intermediador ("gato") das turmas de boia-fria. Contemporaneidade e Fatos Presenciados: Atestou ter conhecido a autora logo quando ela se mudou para Orizona e passou a solicitar trabalho rural. Explicou que atuava como tratorista, motorista e intermediador responsável por organizar e transportar as turmas de boia-fria para as fazendas Paulo Missava e Achigu Missaba, no município de São Jorge (distante cerca de 15 km de Orizona). O transporte era feito em um caminhão verde modelo 350 com capota, levando de 15 a 20 trabalhadores, saindo por volta das 06h do ponto de encontro em um botequim em Orizona e retornando às 17h. A jornada no campo era das 07h às 17h, com pausas para refeição e café. O depoente era o responsável por repassar os pagamentos recebidos da administração da fazenda aos trabalhadores, efetuados semanalmente aos sábados ou quinzenalmente. Atestou contemporaneamente ter presenciado a autora trabalhando na lavoura de café, executando tarefas de capina, derriça, uso de enxada e rastelo, espalhar palha e abastecer balaios.
TRF4 · 6ª Vara Federal de Maringá · Ato ordinatório
PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL Nº 5019399-44.2025.4.04.7003/PR AUTOR: CREONILCE PAULINO PEREIRA ADVOGADO(A): MARLY APARECIDA PEREIRA FAGUNDES (OAB PR016716) ATO ORDINATÓRIO De ordem do juiz federal, abro vista às partes para cientificação, no prazo de 5 dias, acerca da degravação dos vídeos apresentados, produzidos pela própria parte e/ou em audiência, cujo conteúdo segue abaixo, medida esta adotada com o intuito de aprimorar e conferir maior celeridade à instrução processual. A degravação foi executada por meio do uso de inteligência artificial, seguindo de forma rigorosa a literalidade dos áudios que foram apresentados. CONTEÚDO DA DEGRAVAÇÃO: DEPOIMENTO DA PARTE AUTORA INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Boa tarde. PARTE AUTORA: Boa tarde. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): A senhora, pode me falar seu nome completo, por favor? PARTE AUTORA: Creonilce Paulino Pereira. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Dona Creonilce, a gente tá aqui hoje para colher o seu depoimento num processo em que a senhora tá movendo em face do INSS para pleitear a sua aposentadoria. E eu vou começar fazendo algumas perguntas pra senhora. Tudo bem? PARTE AUTORA: Tudo bem. Pode, pode fazer. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Dona Creonil, se a senhora autoriza o uso da sua imagem, da sua voz e desta gravação. PARTE AUTORA: Oi. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Sim, dona Cronice. Vamos começar ali no come lá no tempo em que a senhora começou a trabalhar na lavoura. Quando que a senhora começou a trabalhar na lavoura, dona Cronilce? PARTE AUTORA: Ah, eu tinha uns 8 anos. Aí eu trabalhava na roça para ajudar meu pai. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E quando, aonde que foi isso? Em que cidade? Em que estado? PARTE AUTORA: É ali na reserva. Indo para Camargo ali, tá? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E essa propriedade era de quem? PARTE AUTORA: Era do Celestino. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Quem que morava lá com você nessa época? PARTE AUTORA: Morava meu pai, minha mãe e seis irmãos. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): A senhora pode me falar o nome deles, por favor? PARTE AUTORA: Eh, José Carlos, Carlos Alberto, Ivone, Zilda e Zilza e Claudete e Creonice, né? Que é eu. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E dona Creonice, e o seu pai e a sua mãe moravam lá também, né? Quais eram os nomes deles, por favor? PARTE AUTORA: É Benedito Paulino e o Urbana Menegados Paulina. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. Essa nessa propriedade do seu Celestino, moravam mais famílias lá ou era só a família da senhora? PARTE AUTORA: Não, só a minha família mesmo. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E o que que vocês plantavam ali? Vocês cultivavam o que ali na lavoura? PARTE AUTORA: Era uma lavoura de café, mas meu pai plantava milho, feijão, entendeu? Para consumo mesmo nosso. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E dona Creonilce, eh, o trabalho da senhora nessa época, dos 8, né, anos, 9 anos, era importante? para ajudar no sustento da sua família. PARTE AUTORA: Sim. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E me fala um pouquinho como que era o seu trabalho ali no café, que que a senhora fazia ali no café? Me descreve. PARTE AUTORA: Ah, a gente limpava tronco de café, a gente quando tinha mato tinha que carpir, entendeu? Aí quando era época de café e a gente ajudava meu pai derriçar o café e até abar café quando era só. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Vocês chegavam de abanar o café? PARTE AUTORA: Eu sim, porque eu era maiorzinha, né? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E o trabalho ali na lavoura, eh, dona Creonil, tá me escutando? PARTE AUTORA: Eu tô, mas você tá paradinha ali, mas eu tô escutando aí. Voltou, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): tá escutando? PARTE AUTORA: Voltou. Tá escutando? Tá. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Vamos repetir então. Eh, quando você fazia esse trabalho, vinha algum adulto para refazer o que você tinha feito ou o que você fez tava feito? PARTE AUTORA: O que a gente fazia tava bem feito. Era bem feito. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá, dona Cilsils, eh, a senhora tinha uns 8, 9 anos lá em Dr. Camar? né? A senhora chegou de estudar essa época? PARTE AUTORA: Eu estudava a parte da tarde, porque aí na parte da manhã e — INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E essa escola era na zona rural ou na cidade? PARTE AUTORA: Era na do lado do sítio. Na zona rural, né? Na roça mesmo. Era do lado do sítio. Era uma escolinha. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E a senhora se recorda o nome da escola ou não? PARTE AUTORA: Não, não. Foi muitos anos, né? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. Mais ou menos. Qual que era a distância da sua casa na escola? PARTE AUTORA: Ah, uns 500 m, que era do lado do sí. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E vocês iam como pra escola? PARTE AUTORA: De a pé. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): A senhora estudou lá até que série? A senhora se recorda? PARTE AUTORA: Ah, não, não lembro não. Não lembro que ainda depois não entendo. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E dona Crionilce, eh, na sua família, você, os seus irmãos, conseguiram terminar os estudos, ir para uma faculdade? PARTE AUTORA: Não, nenhum. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Por que, dona Cronilce? PARTE AUTORA: Ah, porque tinha que trabalhar, né? Era muita criança. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E vocês usam Avam maquinários ali na lavoura para ajudar no trabalho. PARTE AUTORA: Só usava os manual mesmo que era arado, burro, essas coisas aí. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E criavam animais? PARTE AUTORA: Tinha sim, galinha e porco para consumo, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): tá? A sua família ali e na na propriedade do seu Celestino tinha outra fonte de renda ou era só da lavoura mesmo o seu sustento? PARTE AUTORA: Não, era só de lá mesmo. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Dona Crionilce, e quando que a senhora a sua família e vocês saíram dessa propriedade, foram para onde? PARTE AUTORA: Ó, quando nós saímos de lá, nós íamos para Arizona, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): tá? E foram trabalhar de quê? Fizeram o quê? PARTE AUTORA: Aí eu fui trabalhar de boia fria, né? Porque — INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): você e toda a sua família ou só você? PARTE AUTORA: A maioria dos meus irmãos que era grande, foram trabalhar. Minha mãe também. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E vocês moravam na cidade ou na zona rural? PARTE AUTORA: Nós morava na cidade. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. Agora vamos falar do Boia Fria, tá? como Boia fria. Eh, você, eh, existia algum ponto de encontro? Como que funcionava essa função do boia fria? PARTE AUTORA: Ó, o gato ia cedo, pegava o pessoal, o caminhão, aí ia pra roça e só vinha tarde. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E vocês iam para onde trabalhar? Vocês moravam em Orizona, o trabalho era onde? PARTE AUTORA: Eu trabalhava numa aqui em São Jorge, numa fazenda aqui São Jorge. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): A senhora se recorda o nome dessa fazenda? PARTE AUTORA: Ah, não, não, porque aí a gente só subia no caminhão e dizia, né? boiava. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E esse boia fria tinha, desculpa, o gato tinha algum nome? Ele tem tinha nome? PARTE AUTORA: Tem o gato. Como que era? Sim. Laércio. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Laércio. E vocês trabalhavam de quando a quando como boia fria? PARTE AUTORA: Ah, trabalhava semanal, né? Semana. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E o pagamento? O pagamento era feito quando, dona Cronus? PARTE AUTORA: Era em 15 em 15 dias. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Quem que fazia o pagamento? PARTE AUTORA: Era ele mesmo. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Quando você, na função de boia fria, Vocês usavam maquinário para ajudar ali na no trabalho? PARTE AUTORA: Usava enchada. Só só enchada. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E quantos boias frias mais ou menos iam com vocês trabalharem? PARTE AUTORA: Olha, iam um caminhãozinho cheinho, né? Era assim umas 15, 20 pessoas, eu acho, mais ou menos isso, que eu nunca contei também, né? Assim só. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E no seu registro você intercala, né? Eh, no período de 83 a a 88, como boia fria, você intercala carteira assinada e não ter assinada. Então, eh, você trabalhava na safra e entre safra, como que era? Explica um pouquinho. PARTE AUTORA: Eu entrava na usina, aí como não me dava bem com cheiro de cana, aí eu saía e voltava a trabalhar na roça de novo, que era sem carteira assinada. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): É, sem carteira assinada. Aí depois quando passava uns tempo, entrava de novo na usina. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E quando que você parou de trabalhar como boia fria? Você lembra mais ou menos a época para que que você foi fazer? PARTE AUTORA: Ah, eu trabalhei de costureira muitos anos, né? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Aí como boia fria — PARTE AUTORA: não. Aí não. Aí eu aprendi a costurar. Aí eu trabalhei de costureira. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Aí deixou de ser boia fria, então? PARTE AUTORA: Aí deixei. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. Então tá, dona Creonice, muito obrigado. Sem mais perguntas, tá? PARTE AUTORA: De nada. Obrigado você. DEPOIMENTO DA TESTEMUNHA (MANOEL SILVA BASTO) INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Pode me falar nome completo, por favor. TESTEMUNHA (MANOEL SILVA BASTO): Manoel Silva Basto. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Seu MANOEL, a gente tá aqui hoje para colher o seu depoimento num processo em que dona Creonilce se tá movendo em face do INSS e eu vou começar fazendo algumas perguntas pro senhor. Tudo bem? TESTEMUNHA (MANOEL SILVA BASTO): Tudo bem. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Eh, seu MANOEL, o senhor se compromete a dizer a verdade sobre pena de cometer crime de falso testemunho? Primeiro, o o senhor é parente ou amigo próximo da dona Creonilce? TESTEMUNHA (MANOEL SILVA BASTO): Eu sou conhecido. dela. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): O senhor autoriza os da sua imagem, da sua voz e desta gravação? TESTEMUNHA (MANOEL SILVA BASTO): Por isso. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Eh, seu MANOEL, aonde que o senhor conheceu a dona Crionils? TESTEMUNHA (MANOEL SILVA BASTO): Eu conheci aqui na Arizona. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E o que que ela fazia nessa época? TESTEMUNHA (MANOEL SILVA BASTO): Ah, nós trabalhar de boia fria, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): tá? E vocês chegaram a trabalhar juntos? TESTEMUNHA (MANOEL SILVA BASTO): Isso. Trabalhar junto. É. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E vocês iam para algumas propriedades, quais eram, aonde que fica? essas propriedades TESTEMUNHA (MANOEL SILVA BASTO): aqui no município de de São Jorge. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E vocês vocês trabalhavam no quê nessas propriedades? TESTEMUNHA (MANOEL SILVA BASTO): Fia café, ia algodão. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E como que vocês iam para para essas propriedades, seu MANOEL? TESTEMUNHA (MANOEL SILVA BASTO): Nós dias de caminhão, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): tá? E tinha algum gato, algum administrador ali que comandava? É, senhor se recorda o nome dele? TESTEMUNHA (MANOEL SILVA BASTO): Laerto. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E mais ou menos quantos bo frias iam para nesse caminhão com vocês? TESTEMUNHA (MANOEL SILVA BASTO): É, de uns 15 a 20. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E vocês trabalhavam de que horas a que horas, seu Manoel? TESTEMUNHA (MANOEL SILVA BASTO): Era das 7 às 5. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tinha intervalo para almoço, pro café? TESTEMUNHA (MANOEL SILVA BASTO): Tinha, tinha uma ordem de almoço e uma hora de café. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Ô, seu MANOEL, eh, tinha algum ponto de encontro em que vocês se encontravam para ir, para subir nesse caminhão e ir trabalhar? TESTEMUNHA (MANOEL SILVA BASTO): Sim, tinha um pontinho aqui. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Aonde que ficava? TESTEMUNHA (MANOEL SILVA BASTO): Ficava perto de um boteco aqui. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Em que cidade? TESTEMUNHA (MANOEL SILVA BASTO): Orizona. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá em em Orizona. E e o pagamento era feito quando o pagamento para vocês? Quando que eles pagavam vocês? TESTEMUNHA (MANOEL SILVA BASTO): A vez nós subia na sexta-feira, trabalhar a semana, sexta-feira subia conforme ficava 15, 15 dias, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): tá? E e mais ou menos eh Eh, vocês usavam maquinários para ajudar no trabalho? Usava maquinário? TESTEMUNHA (MANOEL SILVA BASTO): Não, não, não. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Como que se dava esse trabalho? Vocês trabalhavam com o quê? Que que vocês usavam para trabalhar? TESTEMUNHA (MANOEL SILVA BASTO): Ah, com a mão. Nós comia café, colhia algodão, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): tá? E sempre que você tava ali colhendo, a dona Cronil também tava junto ali. TESTEMUNHA (MANOEL SILVA BASTO): Tava junta. É. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. Então tá, seu MANOEL, sem mais perguntas, muito obrigada. Tá. TESTEMUNHA (MANOEL SILVA BASTO): Obrigada, Jor. Yeah. DEPOIMENTO DA TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA) INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Boa tarde. TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): Boa tarde. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): O senhor pode me falar seu nome completo, por favor? TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): Laercio Alves da Silva. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Seu Laercio, a gente tá aqui hoje para colher o seu depoimento num processo que a dona Creonilce eh move em face do INSS. E eu vou começar fazendo algumas perguntas pro senhor. Tudo bem? TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): Tudo bem. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): O senhor se compromete a dizer a verdade sob pena de cometer crime de falso testemunho? TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): Cumprimento. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): O senhor é parente ou amigo próximo da dona Creonilce. TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): Não, eu sou conhecido só, né? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): O senhor autoriza da sua imagem, da sua voz, desta gravação hoje? TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): Autorizo. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Vamos lá, seu Laércio. Quando que o senhor conheceu a dona Crionilce? TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): Ah, quando ela logo elas veio por Arizona, eu tava chamando bia fria, né? Aí ela pediu serviço e começou a ir. Agora quantos anos? O que ano? Eu não dá para me explicar, né? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. Você não se recorda? TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): É porque já puxava a gente, ela pediu serviço e foi levando também lá. Levava. tudo. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. Eh, e qual que era a função do senhor? TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): Eu era tratorista lá e motorista, né? Eu puxava a turma da fazenda. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): O senhor era tipo, era tipo um fiscal, um gato da época. TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): Aí no fim de semana veio dar o dinheiro para mim e lá pagava a turma no — INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): não, mas o senhor era tipo fiscal ali que organizava os boias frias para levar pra propriedade. É isso. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E e aonde que era essa propriedade que você levava esses trabalhadores? TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): Aqui no São Jorge mesmo. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): São Jorge. E tinha nome essa propriedade TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): chamava Paulo Missava, né? Eh, brasileiro, agora japonês e a Chigu Missaba, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): tá? Então o senhor era responsável por organizar esses trabalhadores e levar para essa propriedade, né? TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): Era, era. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E o senhor usava que meio de transporte para levar eles? TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): O caminhãozinho, né? Tinha capota em cima. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E senhor, se recorda o modelo, a cor desse caminhão? TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): É 350. Eh, até até a cor eu lembro. dele era verde. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Era verde. E ia mais ou menos quantos trabalhadores em cima desse caminão? TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): Uns 15, 20 ia, né? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E eles usavam algum algum instrumento para trabalhar, seu que que eles, esses trabalhadores usavam para trabalhar? TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): É, inchado, quando ia com café rastelo, né? É, era assim, café. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Uhum. E tinha algum ponto de encontro que vocês pegavam eles? TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): Ah, no Horizon tinha um botequinho lá, eu pegava lá, marcava um ponto ali, né? Eu pegava vez, trazia de tarde, deixava mesmo lugar lá. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E que horas que você pegava eles lá? TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): Ah, mais ou menos 6 horas eu saí de lá, porque 7 horas tinha tava na roça, né, que era a gente da fazenda, né? Aí pegava 7 horas, tomava almoçava às 11, às 10, moçava, pegava às 11, tomava café 2 horas, pegava as três. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá? E quando que eles voltavam? TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): 5 horas. 5 horas parava. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Ô, seu Laer, se o senhor sabe me dizer mais ou menos a distância de Arizona a essa propriedade em São Jorge, mais ou menos. TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): Mais ou menos 15 km dava, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): tá? E quem que fazia o pagamento para eles? TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): Quem levava o pagamento era eu. A fazenda pagava para mim administrador, né? E eu levava o dinheiro para ele, pagava eles. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Então você era o responsável pelo pagamento dos trabalhadores? TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): Pagamento do trabalhador. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E quando que se dava esse pagamento, seu Laércio? Você quer que dia que o senhor pagava? TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): Ah, ela era mais Nó tava até a sexta aí no sábado cedo ia levar o dinheiro deles. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): tem que tá barba maisia tem que tá bar pagar nos 15 dias tem a ver, né? Mas a maior parte era fim de semana. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E a dona Cronils, que que ela fazia? O que ali na lavoura? O senhor presenciava ela ali na lavoura? Que que ela fazia ali na lavoura? TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): As outras amigas dela, carpia de sacafé, é todo serviço. Até paia no café tinha que jogar no balai, que antigamente tinha máquina, né? E tinha paia no café, para arramava também tudo, fazia tudo. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E o senhor vi ela fazendo essas funções, ela trabalhando ali. TESTEMUNHA (LAERCIO ALVES DA SILVA): Eu vi, eu lá via tudo. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá bom. Então tá, seu Laercio, muito obrigada. Sem mais perguntas, tá bom?
Além do diário
O diário mostra só o que foi publicado. O resumo de IA lê este processo. Na Prévia e no Completo, o clique cria o pedido; o CPF ou CNPJ entra depois, no checkout.
Resumo de IA
R$ 7,97
Prévia
R$ 13,90
Completo
Acompanhamento gratuito por um mês
R$ 19,90
Pix confirmado em segundos. O clique da Prévia e do Completo cria o pedido; o CPF ou CNPJ entra no checkout, mascarado. O acompanhamento grátis do Completo pede cadastro e, depois do primeiro mês, mensalidade para continuar.