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5273912-43.2026.8.21.7000

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  1. Intimação

    TJRS · Secretaria da 3ª Câmara Cível · DECISÃO MONOCRÁTICA

    Agravo de Instrumento N&ordm; 5273912-43.2026.8.21.7000/RS TIPO DE A&Ccedil;&Atilde;O: Promo&ccedil;&atilde;o / Ascens&atilde;o RELATOR: Desembargador NELSON ANTONIO MONTEIRO PACHECO AGRAVANTE: AERCIO BARTHOLDY ADVOGADO(A): denise ballardin (OAB RS047784) EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. CUMPRIMENTO INDIVIDUAL DE SENTEN&Ccedil;A COLETIVA. DECIS&Atilde;O QUE P&Otilde;E FIM AO PROCESSO. NATUREZA DE SENTEN&Ccedil;A. RECURSO CAB&Iacute;VEL: APELA&Ccedil;&Atilde;O. ERRO GROSSEIRO. N&Atilde;O CONHECIMENTO DO RECURSO. I. CASO EM EXAME: 1. Agravo de instrumento interposto contra decis&atilde;o que deixou de receber cumprimento individual de senten&ccedil;a coletiva, determinando sua baixa e facultando a reativa&ccedil;&atilde;o mediante apresenta&ccedil;&atilde;o de mem&oacute;ria de c&aacute;lculo pelo Estado, em observ&acirc;ncia ao acordo homologado na a&ccedil;&atilde;o origin&aacute;ria que estabeleceu fluxo para pagamento espont&acirc;neo dos benefici&aacute;rios. II. QUEST&Atilde;O EM DISCUSS&Atilde;O: 1. A quest&atilde;o em discuss&atilde;o consiste na admissibilidade do agravo de instrumento interposto contra decis&atilde;o que p&ocirc;s fim ao cumprimento de senten&ccedil;a, determinando sua baixa. III. RAZ&Otilde;ES DE DECIDIR: 1. O art. 1.015 do CPC prev&ecirc; rol taxativo das hip&oacute;teses de cabimento do agravo de instrumento, sendo que as decis&otilde;es interlocut&oacute;rias n&atilde;o abrangidas pelo referido rol s&atilde;o impugn&aacute;veis como preliminar de apela&ccedil;&atilde;o. 2. A decis&atilde;o que determina a baixa do cumprimento de senten&ccedil;a p&otilde;e fim &agrave; demanda e possui natureza de senten&ccedil;a, nos termos do art. 203, &sect; 1&ordm;, do CPC, sendo o recurso cab&iacute;vel a apela&ccedil;&atilde;o, conforme o art. 1.009 do CPC. 3. A interposi&ccedil;&atilde;o de agravo de instrumento contra decis&atilde;o com natureza de senten&ccedil;a configura erro grosseiro, o que afasta a aplica&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio da fungibilidade recursal. IV. DISPOSITIVO E TESE: 1. Recurso n&atilde;o conhecido. Tese de julgamento: 1. A decis&atilde;o que determina a baixa do cumprimento de senten&ccedil;a possui natureza de senten&ccedil;a, sendo cab&iacute;vel apela&ccedil;&atilde;o; a interposi&ccedil;&atilde;o de agravo de instrumento nessa hip&oacute;tese configura erro grosseiro e impede a aplica&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio da fungibilidade recursal. ___________ Dispositivos relevantes citados: CPC/15, art. 203, &sect; 1&ordm;; art. 932, inc. III; art. 1.009; art. 1.015. Jurisprud&ecirc;ncia relevante citada: TJRS, AgInst n&ordm; 53510043420258217000, rel. Des. Francesco Conti, 4&ordf; C&acirc;mara C&iacute;vel, j. 27FEV26; TJRS, AgInst n&ordm; 52335572520258217000, rel. Des. Alexandre Fernandes Gastal, 19&ordf; C&acirc;mara C&iacute;vel, j. 19AGO25. DECIS&Atilde;O MONOCR&Aacute;TICA Trata-se de agravo de instrumento interposto por AERCIO BARTHOLDY, porquanto inconformado com a decis&atilde;o (evento 4, DESPADEC1) lan&ccedil;ada nos autos do cumprimento de senten&ccedil;a manejado em desfavor do ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, cujo conte&uacute;do restou assim redigido, in verbis: I. Cuida-se de cumprimento de senten&ccedil;a, relacionado &agrave; a&ccedil;&atilde;o coletiva (processo n.&ordm; 5033159-98.2011.8.21.0001/RS) promovida pelo Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS), na qual o Estado do Rio Grande do Sul foi condenado ao pagamento das diferen&ccedil;as salariais retroativas &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de classe prevista no Ato publicado no Di&aacute;rio Oficial de 5/5/2006. As partes apresentaram transa&ccedil;&atilde;o a respeito do fluxo para apresenta&ccedil;&atilde;o de proposta de pagamento espont&acirc;neo dos benefici&aacute;rios contemplados no t&iacute;tulo executivo, ativos e inativos, que se encontram vivos e sem ocorr&ecirc;ncia de litispend&ecirc;ncia/coisa julgada ou a&ccedil;&atilde;o individual com o mesmo objeto, estabelecendo os crit&eacute;rios de corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria e juros. O referido acordo firmado pelas partes foi celebrado e homologado nos autos do processo origin&aacute;rio. O fluxo para apresenta&ccedil;&atilde;o do pagamento espont&acirc;neo ocorre da seguinte forma: O ERGS apresenta, mensalmente, nos autos da a&ccedil;&atilde;o origin&aacute;ria, peti&ccedil;&atilde;o com mem&oacute;ria de c&aacute;lculo de, no m&iacute;nimo, 150 benefici&aacute;rios, observada a ordem alfab&eacute;tica inversa. O acordo homologado judicialmente possui for&ccedil;a de coisa julgada, o que significa que seus termos devem ser integralmente respeitados. Ao prever que os pagamentos seriam feitos com base nos c&aacute;lculos do Estado, o sindicato, agindo como substituto processual, vinculou a categoria a essa modalidade de liquida&ccedil;&atilde;o. Nesse cen&aacute;rio, o servidor individualmente n&atilde;o pode iniciar um cumprimento de senten&ccedil;a sem a observ&acirc;ncia dos c&aacute;lculos do Estado, pois estaria desrespeitando os termos do acordo que o representa. A prop&oacute;sito, cito decis&atilde;o proferida no Agravo de Instrumento n.&ordm; 5351004-34.2025.8.21.7000: AGRAVO DE INSTRUMENTO. CUMPRIMENTO INDIVIDUAL DE SENTEN&Ccedil;A COLETIVA. ACORDO PROCEDIMENTAL HOMOLOGADO NA A&Ccedil;&Atilde;O ORIGIN&Aacute;RIA. VINCULA&Ccedil;&Atilde;O DOS SUBSTITU&Iacute;DOS. I. CASO EM EXAME: 1. Agravo de instrumento interposto contra decis&atilde;o que deixou de receber cumprimento individual de senten&ccedil;a coletiva, determinando sua baixa e facultando a reativa&ccedil;&atilde;o mediante apresenta&ccedil;&atilde;o de mem&oacute;ria de c&aacute;lculo pelo Estado, em observ&acirc;ncia ao acordo homologado na a&ccedil;&atilde;o origin&aacute;ria que estabeleceu fluxo para pagamento espont&acirc;neo dos benefici&aacute;rios. II. QUEST&Atilde;O EM DISCUSS&Atilde;O: 1. H&aacute; duas quest&otilde;es em discuss&atilde;o: (i) a possibilidade de prosseguimento de cumprimento individual de senten&ccedil;a coletiva sem a pr&eacute;via apresenta&ccedil;&atilde;o de c&aacute;lculo pelo devedor; (ii) a vincula&ccedil;&atilde;o da parte agravante ao acordo coletivo do qual alega n&atilde;o ter participado. III. RAZ&Otilde;ES DE DECIDIR: 1. O acordo homologado judicialmente na a&ccedil;&atilde;o coletiva estabeleceu um procedimento ordenado para pagamento dos benefici&aacute;rios, com apresenta&ccedil;&atilde;o mensal pelo Estado de mem&oacute;ria de c&aacute;lculo de no m&iacute;nimo 150 benefici&aacute;rios, observada a ordem alfab&eacute;tica inversa. 2. A atua&ccedil;&atilde;o do sindicato como substituto processual n&atilde;o se exaure com o tr&acirc;nsito em julgado da fase de conhecimento, projetando-se para a fase executiva e legitimando a entidade a negociar os meios mais eficazes para a concretiza&ccedil;&atilde;o do direito reconhecido. 3. O acordo firmado n&atilde;o versa sobre o m&eacute;rito do direito credit&oacute;rio, mas disciplina o procedimento para sua satisfa&ccedil;&atilde;o, estabelecendo cronograma e crit&eacute;rio objetivo de ordenamento, sendo um neg&oacute;cio jur&iacute;dico processual at&iacute;pico e n&atilde;o uma transa&ccedil;&atilde;o sobre o direito material. 4. A homologa&ccedil;&atilde;o judicial confere ao acordo for&ccedil;a vinculante n&atilde;o apenas para os signat&aacute;rios diretos, mas para todos os substitu&iacute;dos processualmente na a&ccedil;&atilde;o de conhecimento. 5. O princ&iacute;pio da isonomia seria violado se cada benefici&aacute;rio pudesse iniciar execu&ccedil;&atilde;o individual fora da ordem estabelecida, criando uma injusta "corrida ao protocolo" em detrimento do crit&eacute;rio objetivo e verific&aacute;vel fixado no acordo. 6. A centraliza&ccedil;&atilde;o procedimental prestigia o princ&iacute;pio da efici&ecirc;ncia, evitando a multiplica&ccedil;&atilde;o de cumprimentos individuais com c&aacute;lculos particulares, que exigiriam an&aacute;lise pormenorizada e impugna&ccedil;&otilde;es individualizadas pelo Estado. 7. A manuten&ccedil;&atilde;o de um fluxo &uacute;nico e centralizado de pagamentos protege a seguran&ccedil;a jur&iacute;dica e o er&aacute;rio, mitigando o risco de pagamentos em duplicidade. IV. DISPOSITIVO: 1. Recurso desprovido. (Agravo de Instrumento, N&ordm; 53510043420258217000, Quarta C&acirc;mara C&iacute;vel, Tribunal de Justi&ccedil;a do RS, Relator: Francesco Conti, Julgado em: 27/02/2026) Pelo exposto, tendo em vista que a autora ainda n&atilde;o foi contemplada em nenhum lote de c&aacute;lculos apresentado pelo devedor, deixo de receber o presente cumprimento de senten&ccedil;a, determinando sua baixa, facultada a reativa&ccedil;&atilde;o, mediante mem&oacute;ria de c&aacute;lculo apresentada pelo Estado. [...] Frente a esta decis&atilde;o foram opostos embargos de declara&ccedil;&atilde;o (evento 8, EMBDECL1), os quais restaram desacolhidos pelo ju&iacute;zo a quo (evento 14, DESPADEC1). Nas suas raz&otilde;es, sustentou a parte agravante, em s&iacute;ntese, ser necess&aacute;ria a reforma da decis&atilde;o vergastada, haja vista que viola &agrave; razo&aacute;vel dura&ccedil;&atilde;o do processo, al&eacute;m da inafastabilidade da jurisdi&ccedil;&atilde;o e a interpreta&ccedil;&atilde;o equivocada do acordo coletivo. Requereu a concess&atilde;o do efeito suspensivo ao recurso. Por fim, pugnou pelo provimento do agravo de instrumento. O recurso foi recebido apenas no seu efeito devolutivo (evento 7, DESPADEC1). Regularmente intimada, a parte agravada apresentou contrarraz&otilde;es (evento 13, PET1). Em seguida, os autos foram com vista ao Dr. Eduardo Roth Dalcin, ilustre Procurador de Justi&ccedil;a, que lan&ccedil;ou parecer pelo improvimento do agravo de instrumento (evento 18, PARECER1). Vieram os autos. &Eacute; o breve relat&oacute;rio. Encaminho decis&atilde;o monocr&aacute;tica para n&atilde;o conhecer do agravo de instrumento, nos termos do verbete n&ordm; 568 da S&uacute;mula do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a1, bem como no que est&aacute; previsto no art. 206, XXXVI, do RITJRS2. No caso devolvido ao exame, cinge-se a controv&eacute;rsia sobre a reforma da decis&atilde;o de primeiro grau, a fim de dar prosseguimento ao cumprimento individual de senten&ccedil;a coletiva, sem a pr&eacute;via apresenta&ccedil;&atilde;o de c&aacute;lculo pelo executado. Com efeito, o art. 1.015 do CPC cont&eacute;m rol taxativo das hip&oacute;teses de cabimento do recurso de agravo de instrumento, ao preceituar: Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decis&otilde;es interlocut&oacute;rias que versarem sobre: I - tutelas provis&oacute;rias; II - m&eacute;rito do processo; III - rejei&ccedil;&atilde;o da alega&ccedil;&atilde;o de conven&ccedil;&atilde;o de arbitragem; IV - incidente de desconsidera&ccedil;&atilde;o da personalidade jur&iacute;dica; V - rejei&ccedil;&atilde;o do pedido de gratuidade da justi&ccedil;a ou acolhimento do pedido de sua revoga&ccedil;&atilde;o; VI - exibi&ccedil;&atilde;o ou posse de documento ou coisa; VII - exclus&atilde;o de litisconsorte; VIII - rejei&ccedil;&atilde;o do pedido de limita&ccedil;&atilde;o do litiscons&oacute;rcio; IX - admiss&atilde;o ou inadmiss&atilde;o de interven&ccedil;&atilde;o de terceiros; X - concess&atilde;o, modifica&ccedil;&atilde;o ou revoga&ccedil;&atilde;o do efeito suspensivo aos embargos &agrave; execu&ccedil;&atilde;o; XI - redistribui&ccedil;&atilde;o do &ocirc;nus da prova nos termos do art. 373, &sect; 1&deg;; XII - (VETADO); XIII - outros casos expressamente referidos em lei. Par&aacute;grafo &uacute;nico. Tamb&eacute;m caber&aacute; agravo de instrumento contra decis&otilde;es interlocut&oacute;rias proferidas na fase de liquida&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;a ou de cumprimento de senten&ccedil;a, no processo de execu&ccedil;&atilde;o e no processo de invent&aacute;rio. Como se percebe, o referido diploma processual restringiu, significativamente, as hip&oacute;teses de cabimento do agravo de instrumento, eliminando a possibilidade de se impugnar, por meio desse espec&iacute;fico recurso, in&uacute;meras decis&otilde;es interlocut&oacute;rias n&atilde;o abarcadas pela referida previs&atilde;o legal. A respeito do assunto, ensina Nelson Nery Junior e Rosa Maria de Andrade Nery3: 3. Agravo de instrumento em hip&oacute;teses taxativas (numerus clausus). O dispositivo comentado prev&ecirc;, em numerus clausus, os casos em que a decis&atilde;o interlocut&oacute;ria pode ser impugnada pelo recurso de agravo de instrumento. As interlocut&oacute;rias que n&atilde;o se encontram no rol do CPC 1015 n&atilde;o s&atilde;o recorr&iacute;veis pelo agravo, mas sim como preliminar de raz&otilde;es ou contrarraz&otilde;es de apela&ccedil;&atilde;o (CPC 1009 &sect; 1.&ordm;). Pode-se dizer que o sistema abarca o princ&iacute;pio da irrecorribilidade em separado das interlocut&oacute;rias como regra. N&atilde;o se trata de irrecorribilidade da interlocut&oacute;ria que n&atilde;o se encontra no rol do CPC 1015, mas de recorribilidade diferida, exercit&aacute;vel em futura e eventual apela&ccedil;&atilde;o (raz&otilde;es ou contrarraz&otilde;es). Entretanto, se a interlocut&oacute;ria tiver potencialidade de causar imediato gravame de dif&iacute;cil ou imposs&iacute;vel repara&ccedil;&atilde;o, de tal sorte que n&atilde;o se possa esperar seja exercida a pretens&atilde;o recursal como preliminar da apela&ccedil;&atilde;o, pode ser, desde logo, submetida ao exame do tribunal competente para conhecer da apela&ccedil;&atilde;o, pelo exercimento do mandado de seguran&ccedil;a e da correi&ccedil;&atilde;o parcial. Firmadas tais premissas, em que pesem os argumentos entabulados pela recorrente, tenho que melhor raz&atilde;o n&atilde;o a socorre, uma vez que a decis&atilde;o que deixou de receber o cumprimento de senten&ccedil;a, determinando sua baixa e facultando sua reativa&ccedil;&atilde;o pois fim a demanda. Dessa forma, o recurso de agravo de instrumento n&atilde;o se apresenta como instituto h&aacute;bil para a reforma da decis&atilde;o vergastada, nos termos dos arts. 203, &sect;1&ordm;4, c/c 1.009 do CPC5. Ademais, incab&iacute;vel eventual aplica&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio da fungibilidade recursal, face ao evidente erro grosseiro o qual, inclusive, acarreta o n&atilde;o conhecimento do presente recurso. Outrossim, cabe ressaltar que o pleito o qual a agravante se insurge, deveria ter sido manifestado em recurso de apela&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o em agravo de instrumento, precluindo totalmente a quest&atilde;o. Nesse sentido: AGRAVO DE INSTRUMENTO. LIQUIDA&Ccedil;&Atilde;O DE SENTEN&Ccedil;A POR ARBITRAMENTO. PRECLUS&Atilde;O CONSUMATIVA. RECURSO N&Atilde;O CONHECIDO. I. CASO EM EXAME: Agravo de instrumento interposto contra decis&atilde;o que, em liquida&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;a por arbitramento, homologou laudo pericial e fixou valores devidos pelas agravadas aos agravantes em decorr&ecirc;ncia de v&iacute;cios construtivos em im&oacute;veis, estabelecendo como termo inicial dos juros e corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria a data do arbitramento. II. QUEST&Atilde;O EM DISCUSS&Atilde;O: H&aacute; uma quest&atilde;o prejudicial em discuss&atilde;o: a ocorr&ecirc;ncia de preclus&atilde;o consumativa do direito de recorrer, em raz&atilde;o da interposi&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via de recurso de apela&ccedil;&atilde;o contra a mesma decis&atilde;o, com posterior desist&ecirc;ncia. III. RAZ&Otilde;ES DE DECIDIR:1. A parte agravante, ao interpor recurso de apela&ccedil;&atilde;o contra a decis&atilde;o que resolveu a liquida&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;a, praticou o ato de recorrer e consumou seu direito de impugna&ccedil;&atilde;o, operando-se a preclus&atilde;o consumativa.2. A posterior desist&ecirc;ncia do recurso de apela&ccedil;&atilde;o, conforme o art. 998 do CPC, n&atilde;o possui o efeito de restaurar o direito de recorrer j&aacute; exaurido, nem restabelece o prazo recursal para interposi&ccedil;&atilde;o de novo e diferente recurso.3. A escolha pela apela&ccedil;&atilde;o configurou erro grosseiro, afastando a possibilidade de aplica&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio da fungibilidade recursal, pois o CPC estabelece expressamente no art. 1.015, par&aacute;grafo &uacute;nico, o cabimento de agravo de instrumento contra decis&otilde;es interlocut&oacute;rias proferidas na fase de liquida&ccedil;&atilde;o.4. A preclus&atilde;o consumativa opera-se com a simples protocoliza&ccedil;&atilde;o do recurso, independentemente de seu ju&iacute;zo de admissibilidade ou processamento subsequente.5. Permitir que a parte interponha um recurso, perceba seu equ&iacute;voco, desista e interponha outro, ainda que dentro do prazo original, violaria a estabilidade processual e a boa-f&eacute; processual. IV. DISPOSITIVO E TESE:1. Recurso n&atilde;o conhecido.Tese de julgamento: 1. A interposi&ccedil;&atilde;o de recurso, ainda que inadequado, contra determinada decis&atilde;o judicial, seguida de desist&ecirc;ncia, impede a interposi&ccedil;&atilde;o de novo recurso contra a mesma decis&atilde;o, em raz&atilde;o da preclus&atilde;o consumativa. Dispositivos relevantes citados: CPC, arts. 507, 932, III, 998, 1.015, par&aacute;grafo &uacute;nico; CC, arts. 405, 407. (AgInst n&ordm; 52335572520258217000, 19&ordf; C&acirc;mara C&iacute;vel, rel. Des. Alexandre Fernandes Gastal, j. em 19AGO25); DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DECIS&Atilde;O QUE HOMOLOGA C&Aacute;LCULOS E DECLARA LIQUIDADA A EXECU&Ccedil;&Atilde;O. EXTIN&Ccedil;&Atilde;O DA FASE EXECUTIVA. SENTEN&Ccedil;A. CABIMENTO DE APELA&Ccedil;&Atilde;O. ERRO GROSSEIRO. INAPLICABILIDADE DA FUNGIBILIDADE RECURSAL. NEGADO PROVIMENTO. I. CASO EM EXAME 1. Agravo interno interposto contra decis&atilde;o monocr&aacute;tica que n&atilde;o conheceu de agravo de instrumento, por considerar incab&iacute;vel o recurso diante da natureza jur&iacute;dica da decis&atilde;o impugnada. O ato judicial atacado homologou c&aacute;lculos periciais e declarou liquidada a execu&ccedil;&atilde;o, por inexist&ecirc;ncia de saldo credor, encerrando a fase executiva. II. QUEST&Atilde;O EM DISCUSS&Atilde;O 2. H&aacute; tr&ecirc;s quest&otilde;es em discuss&atilde;o: (i) saber se a decis&atilde;o de primeira inst&acirc;ncia, que homologou c&aacute;lculos e declarou liquidada a execu&ccedil;&atilde;o por aus&ecirc;ncia de saldo credor, possui natureza de decis&atilde;o interlocut&oacute;ria, pass&iacute;vel de impugna&ccedil;&atilde;o por agravo de instrumento, conforme o art. 1.015, par&aacute;grafo &uacute;nico, do CPC; (ii) saber se, na hip&oacute;tese de se considerar inadequado o agravo de instrumento, seria aplic&aacute;vel o princ&iacute;pio da fungibilidade recursal; e (iii) saber se o ju&iacute;zo de primeiro grau incorreu em erro material ao, segundo os recorrentes, desconsiderar a base de c&aacute;lculo dos honor&aacute;rios, excluir valores devidos de incidentes, adotar crit&eacute;rio incorreto de compensa&ccedil;&atilde;o e negar a aplica&ccedil;&atilde;o do Tema 667 do STJ. III. RAZ&Otilde;ES DE DECIDIR 3. O comando judicial que declara liquidada a execu&ccedil;&atilde;o, por inexist&ecirc;ncia de saldo credor em favor dos exequentes, extingue a fase executiva e, assim, configura-se como senten&ccedil;a nos termos do art. 203, &sect; 1&ordm;, do CPC. 4. O recurso cab&iacute;vel contra senten&ccedil;a &eacute; a apela&ccedil;&atilde;o, nos termos do art. 1.009 do CPC, n&atilde;o o agravo de instrumento. 5. Incab&iacute;vel, no caso, a aplica&ccedil;&atilde;o da fungibilidade recursal, pois a interposi&ccedil;&atilde;o de agravo de instrumento constitui erro grosseiro. IV. DISPOSITIVO 6. NEGADO PROVIMENTO AO AGRAVO INTERNO. Dispositivos legais citados: CPC, arts. 203, &sect; 1&ordm;; 1.009; 1.015. Jurisprud&ecirc;ncia relevante citada: TJRS, AI n&ordm; 5073095-02.2022.8.21.7000, Rel. Des. Jorge Alberto Vescia Corssac, 24&ordf; C&acirc;mara C&iacute;vel, j. 27.09.2023; TJRS, AI n&ordm; 5197178-90.2022.8.21.7000, Rel. Des. Jo&atilde;o Moreno Pomar, 18&ordf; C&acirc;mara C&iacute;vel, j. 12.12.2022. (AgInst n&ordm; 50255693420258217000, 16&ordf; C&acirc;mara C&iacute;vel, rel. Des. Ergio Roque Menine, j. em 12JUN25); AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO PRIVADO N&Atilde;O ESPECIFICADO. LIQUIDA&Ccedil;&Atilde;O DE SENTEN&Ccedil;A. ERRO GROSSEIRO. N&Atilde;O CONHECIMENTO DO RECURSO. I. CASO EM EXAME: Agravo de instrumento interposto por OI S.A. - EM RECUPERA&Ccedil;&Atilde;O JUDICIAL contra decis&atilde;o que rejeitou a impugna&ccedil;&atilde;o apresentada nos autos da liquida&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;a, homologando o c&aacute;lculo apresentado pela parte exequente e determinando a remessa para habilita&ccedil;&atilde;o no ju&iacute;zo da recupera&ccedil;&atilde;o judicial. II. QUEST&Atilde;O EM DISCUSS&Atilde;O: A quest&atilde;o em discuss&atilde;o consiste na admissibilidade do agravo de instrumento interposto contra senten&ccedil;a que extinguiu a fase de liquida&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;a, resolvendo a controv&eacute;rsia suscitada na impugna&ccedil;&atilde;o ofertada pela parte executada. III. RAZ&Otilde;ES DE DECIDIR: O recurso interposto &eacute; equivocado, pois a decis&atilde;o recorrida possui natureza de senten&ccedil;a, que extingue a fase de liquida&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;a, sendo cab&iacute;vel apela&ccedil;&atilde;o, conforme art. 1.009 do CPC. A interposi&ccedil;&atilde;o de agravo de instrumento em face de senten&ccedil;a configura erro grosseiro, o que impede a aplica&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio da fungibilidade recursal. A decis&atilde;o recorrida, ao homologar os c&aacute;lculos e determinar a remessa para habilita&ccedil;&atilde;o no ju&iacute;zo da recupera&ccedil;&atilde;o judicial, exauriu a cogni&ccedil;&atilde;o sobre a mat&eacute;ria, caracterizando-se como senten&ccedil;a, nos termos do art. 203, &sect; 1&ordm;, do CPC. IV. DISPOSITIVO: Recurso n&atilde;o conhecido, em decis&atilde;o monocr&aacute;tica. Dispositivos relevantes citados: CPC, arts. 203, &sect; 1&ordm;; 487, inc. I; 1.009.Jurisprud&ecirc;ncia relevante citada: Apela&ccedil;&atilde;o C&iacute;vel, N&ordm; 50014603120078210001, D&eacute;cima Quinta C&acirc;mara C&iacute;vel, Tribunal de Justi&ccedil;a do RS, Relator: Roberto Carvalho Fraga, Julgado em: 18-03-2024. (AgInst n&ordm; 50118525220258217000, 15&ordf; C&acirc;mara C&iacute;vel, rel. Des. Clovis Moacyr Mattana Ramos, j. em 12FEV25); AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROMESSA DE COMPRA E VENDA. PEDIDO DE LIQUIDA&Ccedil;&Atilde;O DE SENTEN&Ccedil;A HOMOLOGADO. RECURSO CAB&Iacute;VEL. APELA&Ccedil;&Atilde;O. ERRO GROSSEIRO. N&Atilde;O CONHECIMENTO. I. INCAB&Iacute;VEL A INTERPOSI&Ccedil;&Atilde;O DE AGRAVO DE INSTRUMENTO CONTRA A DECIS&Atilde;O QUE HOMOLOGOU O PEDIDO DE LIQUIDA&Ccedil;&Atilde;O DE SENTEN&Ccedil;A, DETERMINANDO, AO FINAL, O ARQUIVAMENTO COM BAIXA. II. CASO EM QUE O DECISUM P&Otilde;E FIM AO PROCESSO, AINDA QUE DE FORMA T&Aacute;CITA, DESAFIANDO, ASSIM, A INTERPOSI&Ccedil;&Atilde;O DE APELA&Ccedil;&Atilde;O C&Iacute;VEL. INTELIG&Ecirc;NCIA DO &sect;1&ordm;, ART. 203 C/C ART. 1.009, AMBOS DO NOVO C&Oacute;DIGO DE PROCESSO CIVIL. III. CARACTERIZA&Ccedil;&Atilde;O DE ERRO GROSSEIRO, QUE IMPOSSIBILITA A APLICA&Ccedil;&Atilde;O DO PRINC&Iacute;PIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL, TORNANDO INADMISS&Iacute;VEL O RECURSO. PRECEDENTES. AGRAVO DE INSTRUMENTO N&Atilde;O CONHECIDO, EM DECIS&Atilde;O MONOCR&Aacute;TICA. (AgInst n&ordm; 50188382220258217000, 25&ordf; C&iacute;vel, rel. Des. Dilso Domingos Pereira, j. em 1&ordm;FEV25). Nesta conjuntura, o presente instrumento n&atilde;o re&uacute;ne condi&ccedil;&otilde;es de tr&acirc;nsito. Por estas raz&otilde;es, n&atilde;o conhe&ccedil;o do presente agravo de instrumento, na forma do art. 932, III, do CPC. Intime-se. 1. S&Uacute;MULA n. 568: O relator, monocraticamente e no Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, poder&aacute; dar ou negar provimento ao recurso quando houverentendimento dominante acerca do tema. 2. Art. 206. Compete ao Relator:(...) XXXVI &ndash; negar ou dar provimento ao recurso quando houver jurisprud&ecirc;ncia dominante acerca do tema no Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justi&ccedil;a com rela&ccedil;&atilde;o, respectivamente, &agrave;s mat&eacute;rias constitucional e infraconstitucional e deste Tribunal. 3. NERY JUNIOR, Nelson; NERY, Rosa Maria de Andrade. Coment&aacute;rios ao C&oacute;digo de Processo Civil. Novo CPC &ndash; Lei 13.105/2015. Dispon&iacute;vel em: <https://proview.thomsonreuters.com/title.html?redirect=true&titleKey=rt%2Fcodigos%2F100352779%2Fv1.2&titleStage=F&titleAcct=ia744d779000001527e9f922d5452fdae#sl=e&eid=c0c8cc624b2b945afc308d2960160cc5&eat=a-106410617&pg=1&psl=&nvgS=false> Acesso em: 09MAI16. 4. Art. 203. Os pronunciamentos do juiz consistir&atilde;o em senten&ccedil;as, decis&otilde;es interlocut&oacute;rias e despachos.&sect; 1&ordm; Ressalvadas as disposi&ccedil;&otilde;es expressas dos procedimentos especiais, senten&ccedil;a &eacute; o pronunciamento por meio do qual o juiz, com fundamento nos arts. 485 e 487, p&otilde;e fim &agrave; fase cognitiva do procedimento comum, bem como extingue a execu&ccedil;&atilde;o.&sect; 2&ordm; Decis&atilde;o interlocut&oacute;ria &eacute; todo pronunciamento judicial de natureza decis&oacute;ria que n&atilde;o se enquadre no &sect; 1&ordm;.&sect; 3&ordm; S&atilde;o despachos todos os demais pronunciamentos do juiz praticados no processo, de of&iacute;cio ou a requerimento da parte.&sect; 4&ordm; Os atos meramente ordinat&oacute;rios, como a juntada e a vista obrigat&oacute;ria, independem de despacho, devendo ser praticados de of&iacute;cio pelo servidor e revistos pelo juiz quando necess&aacute;rio. 5. Art. 1.009. Da senten&ccedil;a cabe apela&ccedil;&atilde;o.&sect; 1&ordm; As quest&otilde;es resolvidas na fase de conhecimento, se a decis&atilde;o a seu respeito n&atilde;o comportar agravo de instrumento, n&atilde;o s&atilde;o cobertas pela preclus&atilde;o e devem ser suscitadas em preliminar de apela&ccedil;&atilde;o, eventualmente interposta contra a decis&atilde;o final, ou nas contrarraz&otilde;es.&sect; 2&ordm; Se as quest&otilde;es referidas no &sect; 1&ordm; forem suscitadas em contrarraz&otilde;es, o recorrente ser&aacute; intimado para, em 15 (quinze) dias, manifestar-se a respeito delas.&sect; 3&ordm; O disposto no caput deste artigo aplica-se mesmo quando as quest&otilde;es mencionadas no art. 1.015 integrarem cap&iacute;tulo da senten&ccedil;a.

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