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Tribunal
TJRS
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Período
set/2026
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Intimação
TJRS · 2ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro · DESPACHO/DECISÃO
AÇÃO PENAL - PROCEDIMENTO ORDINÁRIO Nº 5074577-35.2019.8.21.0001/RS
RÉU: JAIRO FERNANDES DA SILVA
ADVOGADO(A): CESI CRISTIANI ODY (OAB RS064779)
ADVOGADO(A): ELUCIANA CARLA ODY (OAB RS043325)
RÉU: ALCIONE DA LUZ MARQUES
ADVOGADO(A): JAIR ANTONIO SILVA JONCO (OAB RS068773)
RÉU: ANDERSON DE QUADROS
ADVOGADO(A): ARIANE MARIA PEREIRA (OAB RS043501)
RÉU: ANDERSON JOSE FAGUNDES DE MELLO
ADVOGADO(A): ELUCIANA CARLA ODY (OAB RS043325)
ADVOGADO(A): CESI CRISTIANI ODY (OAB RS064779)
ADVOGADO(A): BRUNO BERNARDES STEYER (OAB RS134581)
RÉU: CARLOS ALBERTO CASTRO VELASQUES
ADVOGADO(A): SALMERON PEREIRA (OAB RS112167)
RÉU: CLAUDEMIR KREMER
ADVOGADO(A): CRISTIANE EPPLE (OAB RS073904)
RÉU: CRISTIANO LOPES DOS SANTOS
ADVOGADO(A): SANDRA ELIANE OLIVEIRA PINHEIRO (OAB RS129952)
ADVOGADO(A): GISELA ANTIA DE ALMEIDA (OAB RS029385)
RÉU: DENIS DOS SANTOS CASTRO
ADVOGADO(A): KAUANA LUANA PORTELLA (OAB RS119668)
ADVOGADO(A): LUCAS ARRUDA OLIVERA (OAB RS115751)
RÉU: EDERSON RODRIGO MORGENSTERN
ADVOGADO(A): PABLO RICARDO ABOAL CUNA (OAB RS091173)
ADVOGADO(A): RAFAEL GUERREIRO NORONHA (OAB RS091165)
ADVOGADO(A): DENIS CRISTIAN DA SILVEIRA (OAB RS134897)
RÉU: ELISANDRO DA COSTA CRUZ
ADVOGADO(A): ANTONY CHRISTYAN PINHEIRO PIU (OAB RS127993)
RÉU: GABRIELA MARTILIANO LOPES DOS SANTOS
ADVOGADO(A): GISELA ANTIA DE ALMEIDA (OAB RS029385)
RÉU: ROQUE RIOS DA SILVA
ADVOGADO(A): CESI CRISTIANI ODY (OAB RS064779)
ADVOGADO(A): ELUCIANA CARLA ODY (OAB RS043325)
RÉU: JOEL ANTONIO FRANCA
ADVOGADO(A): ROCELEI DE ANHAIA ATESLER (OAB RS052398)
RÉU: JONAS PARODE
ADVOGADO(A): PABLO RICARDO ABOAL CUNA (OAB RS091173)
ADVOGADO(A): RAFAEL GUERREIRO NORONHA (OAB RS091165)
ADVOGADO(A): DENIS CRISTIAN DA SILVEIRA (OAB RS134897)
RÉU: JULIANO CESAR DE OLIVEIRA
ADVOGADO(A): ARIANE MARIA PEREIRA (OAB RS043501)
RÉU: LUCAS DE LIMA
ADVOGADO(A): LUCAS PLENTZ DE OLIVEIRA (OAB RS090953)
RÉU: LUCIA DE SOUZA
ADVOGADO(A): PABLO RICARDO ABOAL CUNA (OAB RS091173)
ADVOGADO(A): RAFAEL GUERREIRO NORONHA (OAB RS091165)
ADVOGADO(A): DENIS CRISTIAN DA SILVEIRA (OAB RS134897)
RÉU: MARCOS ANTÔNIO DOS SANTOS
ADVOGADO(A): JEIVERSON GIACUMUZZI DE SOUZA (OAB RS125454)
ADVOGADO(A): MARISTELA CELESTE DE ARAUJO (OAB RS057472)
RÉU: MARCOS FABIANO BERNARDES
ADVOGADO(A): ALBERTO FERNANDO BECKER PINTO (OAB RS064922)
ADVOGADO(A): Davi Válter dos Santos (OAB RS069307)
ADVOGADO(A): SILVIA REGINA BECKER PINTO (OAB RS026826)
RÉU: MARCOS ROBERTO PADILHA
ADVOGADO(A): PABLO RICARDO ABOAL CUNA (OAB RS091173)
ADVOGADO(A): RAFAEL GUERREIRO NORONHA (OAB RS091165)
ADVOGADO(A): DENIS CRISTIAN DA SILVEIRA (OAB RS134897)
RÉU: REMI RENATO SCHORN
ADVOGADO(A): SANDRO VALMIR STEIGER (OAB RS079388)
ADVOGADO(A): VALDECIR MENDONCA ELOI JUNIOR (OAB RS084544)
DESPACHO/DECISÃO
Trata-se de pedido formulado pela defesa de MARCOS ROBERTO PADILHA, JONAS PARODE e LÚCIA DE SOUZA (evento 2203, DOC1), pugnando pelo reconhecimento da ilicitude dos cadernos de contabilidade e do relatório de análise do aparelho celular do corréu Ederson Rodrigo Morgenstern, com base na sentença proferida nos autos da ação penal cindida nº 5074601-63.2019.8.21.0001 (evento 132, SENT1). A defesa sustentou a formação de coisa julgada e requereu a extensão dos efeitos daquela decisão a este processo principal.
O Ministério Público manifestou-se (evento 2207, PROMOÇÃO1), insurgindo-se contra a pretensão liminar. Destacou a inocorrência de coisa julgada material em virtude da interposição de recurso de apelação nos autos cindidos, bem como a necessidade de exame individualizado do conjunto probatório no mérito da ação penal, colacionando aos autos cópia da sentença condenatória prolatada na cisão processual nº 5076061-75.2025.8.21.0001 (evento 2207, ANEXO2), na qual a higidez dos mesmos elementos probatórios foi confirmada.
Posteriormente, aportaram petições defensivas complementares (2208.1 e 2209.1), reiterando teses de mérito e questões probatórias.
Vieram os autos conclusos.
Decidimos.
Inicialmente, converto o julgamento em diligência unicamente para apreciar o pedido liminar incidental protocolado, evitando qualquer alegação de omissão procedimental antes da entrega da prestação jurisdicional definitiva.
No mérito do pleito urgente, o pedido de antecipação de tutela não comporta acolhimento.
Com efeito, a valoração do acervo probatório, o exame minucioso da licitude ou ilicitude de provas documentais e digitais, bem como a verificação de eventual repercussão de decisões proferidas em feitos cindidos sobre a situação jurídica de cada um dos acusados, constituem matéria estrita de mérito da ação penal.
O ordenamento processual penal brasileiro não contempla a figura da antecipação de tutela para fins de valoração ou expurgo antecipado de elementos de prova em momento que antecede a sentença, sobretudo quando já encerrada a fase de instrução e ultimada a apresentação dos memoriais. A cognição exauriente acerca da validade, da eficácia e da força persuasiva das provas é ato privativo do julgamento final da causa, a ser realizada de forma contextualizada e fundamentada na sentença de mérito.
Ademais, como bem ressaltado pelo Ministério Público, a discussão probatória envolve particularidades fáticas e imputações específicas a cada denunciado, existindo entendimentos diversos exarados nas cisões processuais que demandam análise pormenorizada e individualizada, incabível de ser solvida em sede de juízo perfunctório ou provimento liminar.
Desse modo, mostra-se descabida a pretensão de antecipação de tutela, devendo toda a matéria probatória arguida pelas defesas ser integralmente solvida por ocasião da prolação da sentença.
Ante o exposto:
a) convertemos o julgamento em diligência para a análise da pretensão urgente do evento 2203;
b) indeferimos o pedido de antecipação de tutela formulado, mantendo a apreciação sobre a higidez e o alcance do conjunto probatório para o momento oportuno da sentença.
Intimem-se.
Após, voltem os autos conclusos para sentença.