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Tribunal
TJRS
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1 publicação
Período
set/2026
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Intimação
TJRS · 1ª Vara Cível da Comarca de Canoas · DESPACHO/DECISÃO
EXECUÇÃO FISCAL Nº 5021690-82.2021.8.21.0008/RS
EXECUTADO: LUIS ANTONIO BORGES NEVES
ADVOGADO(A): CÍNTIA CIBELE DA ROCHA KONZEN (OAB RS073020)
EXECUTADO: INDUSTRIA E COMERCIO DE PECAS E FER QUALIDADE LTDA
ADVOGADO(A): CÍNTIA CIBELE DA ROCHA KONZEN (OAB RS073020)
EXECUTADO: EDGAR KUPSKE
ADVOGADO(A): MARCUS VINICIUS CAMINHA (OAB RS032248)
ADVOGADO(A): CÍNTIA CIBELE DA ROCHA KONZEN (OAB RS073020)
EXECUTADO: HELVIO DA SILVEIRA
ADVOGADO(A): CÍNTIA CIBELE DA ROCHA KONZEN (OAB RS073020)
INTERESSADO: DIONE TERESINHA VIEIRA
ADVOGADO(A): ALINE BARBOSA PETER
DESPACHO/DECISÃO
A Resolução CNJ nº 689/2026 alterou a Resolução CNJ nº 547/2024 e instituiu medidas destinadas ao tratamento racional e eficiente das execuções fiscais em tramitação há mais de 15 anos ou suspensas há mais de 6 anos. Destaco:
Art. 1º ..........................................................................................
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§ 1º-A Consideram-se movimentações processuais úteis aquelas
previstas no art. 921, § 4º-A, do Código de Processo Civil, tais
como a efetiva citação, intimação do devedor ou constrição de
bens penhoráveis.
.......................................................................................................
Art. 1º-B Os tribunais deverão expedir intimação ao exequente
em todos os processos de execução fiscal que estejam pendentes
de julgamento há mais de 15 (quinze) anos, contados da data da
distribuição, ou em todos os processos suspensos há mais de 6
(seis) anos.
No caso, a presente execução fiscal foi ajuizada em 11/06/1999, pelo valor de R$ 10.429,61, tendo sido registrada a última movimentação processual útil em 30/08/2023 (22.1).
Ressalto que a Resolução CNJ nº 689/2026 não se restringe às execuções fiscais de valor inferior a R$ 10.000,00. Ao alterar a Resolução nº 547/2024, a nova normativa ampliou significativamente seu escopo, estabelecendo critérios estritamente temporais para o tratamento das execuções fiscais antigas, independentemente do valor da causa.
Diante disso, em cumprimento à Resolução CNJ nº 689/2026 e em observância ao princípio da vedação à decisão surpresa (art. 10 do CPC), intime-se a parte exequente para que se manifeste sobre o prosseguimento do feito e, especificamente, acerca da eventual extinção da execução por ausência superveniente de interesse de agir.
Advirta-se que a ausência de manifestação, de indicação de bens penhoráveis ou de demonstração de causa suspensiva ou interruptiva da cobrança poderá ensejar a extinção do feito, inclusive pelo reconhecimento da prescrição intercorrente, nos termos do art. 921, §§ 1º a 5º, do Código de Processo Civil.
Decorrido o prazo, com ou sem manifestação, voltem os autos conclusos para deliberação.