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Tribunal
TJRS
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2 publicações
Período
set/2026
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Ata de sessão
TJRS · 2ª Turma Recursal Cível · Ata de sessão de julgamento
EXTRATO DE ATA DA SESSÃO VIRTUAL ASSÍNCRONA DE 02/09/2026 A 04/09/2026
RECURSO INOMINADO CÍVEL Nº 5020321-08.2025.8.21.0010/RS
RELATORA: Juiza de Direito ANA CLAUDIA CACHAPUZ SILVA RAABE
PRESIDENTE: Juiza de Direito ANA CLAUDIA CACHAPUZ SILVA RAABE
RECORRENTE: ADMINISTRADORA DE IMOVEIS FULCHER LTDA (RÉU)
ADVOGADO(A): Paulo Sidnei de Castilhos (OAB RS034011)
RECORRIDO: JOANA MARIA CECHINATO MICHELIN TESTA (AUTOR)
ADVOGADO(A): ANGELA PATRICIA ALVES GRAEBIN (OAB RS119533)
A 2ª TURMA RECURSAL CÍVEL DECIDIU, POR UNANIMIDADE, NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO INOMINADO.
RELATORA DO ACÓRDÃO: Juiza de Direito ANA CLAUDIA CACHAPUZ SILVA RAABE
Votante: Juiza de Direito ANA CLAUDIA CACHAPUZ SILVA RAABE
Votante: Juiz de Direito ROBERTO BEHRENSDORF GOMES DA SILVA
Votante: Juiz de Direito JOSE LUIZ LEAL VIEIRA
RECURSO INOMINADO CÍVEL Nº 5020321-08.2025.8.21.0010/RS
TIPO DE AÇÃO: Locação de imóvel
RELATORA: Juiza de Direito ANA CLAUDIA CACHAPUZ SILVA RAABE
RECORRENTE: ADMINISTRADORA DE IMOVEIS FULCHER LTDA (RÉU)
ADVOGADO(A): Paulo Sidnei de Castilhos (OAB RS034011)
RECORRIDO: JOANA MARIA CECHINATO MICHELIN TESTA (AUTOR)
ADVOGADO(A): ANGELA PATRICIA ALVES GRAEBIN (OAB RS119533)
EMENTA
RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE COBRANÇA. RESPONSABILIDADE CIVIL DA IMOBILIÁRIA. FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. IMOBILIÁRIA QUE NÃO COMPROVOU TER REALIZADO A VISTORIA FINAL DE FORMA ADEQUADA. MULTA CONTRATUAL. DESPROVIMENTO DO RECURSO.
I. CASO EM EXAME:
1. Recurso inominado interposto pelo réu contra sentença que julgou parcialmente procedentes os pedidos da inicial, condenando-o ao pagamento de R$ 1.630,00, referente a reparos e multa proporcional, com correção pelo IPCA e juros pela taxa SELIC.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO:
1. Há duas questões em discussão: (i) a responsabilidade civil do réu pelos danos materiais no imóvel locado; (ii) a exigibilidade da multa contratual por desocupação antecipada.
III. RAZÕES DE DECIDIR:
1. A responsabilidade civil do réu está configurada pela falha na prestação do serviço de administração do imóvel, uma vez que não foi realizada a vistoria final, essencial para verificar divergências entre o estado inicial e final do imóvel.
2. A prova documental e fotográfica apresentada pela autora comprova os danos no imóvel e os custos para os reparos, enquanto o réu não apresentou prova capaz de afastar o direito alegado.
3. A multa contratual por desocupação antecipada é devida, pois a rescisão ocorreu antes do prazo estabelecido, e o réu, como administrador, foi negligente ao não exigir seu pagamento.
4. A litigância de má-fé não está configurada, pois não há indícios de condutas vedadas pelo art. 80 do CPC.
IV. DISPOSITIVO:
1. Recurso desprovido.
ACÓRDÃO
A 2ª Turma Recursal Cível decidiu, por unanimidade, NEGAR PROVIMENTO ao recurso inominado, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Porto Alegre, 04 de setembro de 2026.