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5020062-90.2025.4.04.7003

Comunicações públicas identificadas no Diário da Justiça Eletrônico Nacional. Esta página não informa resultado, situação processual nem partes envolvidas.

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TRF4
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set/2026

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  1. Intimação

    TRF4 · 6ª Vara Federal de Maringá · Ato ordinatório

    PROCEDIMENTO COMUM Nº 5020062-90.2025.4.04.7003/PR AUTOR: DAIL LUDUGERIO DA SILVA ADVOGADO(A): DANILO CRISTINO DE OLIVEIRA (OAB PR034288) ADVOGADO(A): CAMILA MARIA TREVISAN DE OLIVEIRA (OAB PR036511) ATO ORDINATÓRIO De ordem do juiz federal, abro vista às partes para cientificação, no prazo de 5 dias, acerca da degravação dos vídeos apresentados, produzidos pela própria parte e/ou em audiência, cujo conteúdo segue abaixo, medida esta adotada com o intuito de aprimorar e conferir maior celeridade à instrução processual. A degravação foi executada por meio do uso de inteligência artificial, seguindo de forma rigorosa a literalidade dos áudios que foram apresentados. CONTEÚDO DA DEGRAVAÇÃO: DEPOIMENTO DA PARTE AUTORA INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Bom dia. Como é o nome completo do senhor? PARTE AUTORA: Daí o do Gerda. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Essa nossa conversa tá sendo gravada paraa utilização como prova num processo que o senhor move contra o NSS, tá? No qual o senhor pede o reconhecimento do trabalho rural. Eh, eu vou fazer algumas perguntas pro senhor a respeito. O senhor nasceu no No no no sítio ou nasceu na cidade? PARTE AUTORA: No sítio. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Senhor estudou? PARTE AUTORA: Estudei até a sexta para sétima. Sexta completa. Sétima incompleta. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. O senhor estudou escola rural ou escola urbana? PARTE AUTORA: Até a quarta série. Escola rural. A partir da quinta escola urbana. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): O senhor começou a trabalhar na roça com que idade? PARTE AUTORA: Oito. Para 9 anos de idade. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): O Os seus pais também trabalhavam na roça? PARTE AUTORA: Sim. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Seus pais eram proprietários de terra? PARTE AUTORA: Não. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Eles tinham arrendamento. PARTE AUTORA: Não. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Eles eram empregados ou colonos porcenteiros? PARTE AUTORA: Pregados. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Quem que era o patrão deles? PARTE AUTORA: Rafael Torres. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E o que que eles faziam pro Rafael? PARTE AUTORA: Tocava Fé. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Vocês moravam na propriedade ou moravam na cidade? PARTE AUTORA: Não, na propriedade. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Que tamanho que era a propriedade? PARTE AUTORA: É ces. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Quantos Quantos pés de café tinha ali? O senhor lembra? PARTE AUTORA: Ah, eu não me recordo, mas na faixa de 5.000 pés. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tinha tinha mais alguma? coisa na propriedade além do café, PARTE AUTORA: não. No no meio do café, às vezes a gente plantava milho para colher consumo mesmo, feijão. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. O senhor chegou a trabalhar na cidade em algum momento? PARTE AUTORA: Não, só a partir de 89. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Aonde que o senhor trabalhou? Em 89. Que serviço senhor fazia? PARTE AUTORA: 89. Eu trabalhava como lavador de canal na Rio Claro, transporte rodoviário. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. O senhor é casado? PARTE AUTORA: Sim. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Senhor casou com que idade? PARTE AUTORA: Primeiro casamento com 18 anos. Agora já estou no segundo casamento. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. O primeiro casamento com 18 anos. O senhor é nascido em que ano? PARTE AUTORA: 1974. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E no primeiro casamento o senhor morava no sítio ou morava na cidade? PARTE AUTORA: Tava na cidade. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): O senhor trabalhava com quê quando casou? PARTE AUTORA: Já foi meu primeiro registro como motorista. 1994. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Então, pera lá. O senhor Casou em que ano? PARTE AUTORA: Casei em 95. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Ah, tá. Em 95. O senhor já tava registrado, então? PARTE AUTORA: Tava registrado. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. Aí o senhor falou que era motorista, né? PARTE AUTORA: Sim. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Senhor, lembra quando o senhor começou a trabalhar como motorista? Que ano que foi? PARTE AUTORA: 1994. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Sabe com que que sua mulher trabalhava quando o senhor casou da primeira vez? Qual que era a profissão dela? PARTE AUTORA: É do Narson. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Ah, depois que o senhor casou, o senhor trabalhou na roça ainda? PARTE AUTORA: Depois de casado? Eu acho que não. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Não. PARTE AUTORA: Senhor tem veículo? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Sim. PARTE AUTORA: Ô, Qual que é o veículo que o senhor tem? PARTE AUTORA: Hoje a gente tá com ônix da Chegou lá. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): O senhor tem alguma empresa no seu nome? PARTE AUTORA: Não. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Ou da sua família também? PARTE AUTORA: Não. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Não. Eh, explica para mim como que era o trabalho de vocês nesse serviço de café aí. O que que o senhor fazia lá? PARTE AUTORA: Ah, a gente como era menor, a gente trabalhava mais limpar tronco, entrar debaixo de pé de café, limpar os troncos para rastelar. E depois a gente foi fazendo, foi aprendendo tudo com rastelar também, banar, café. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. O senhor mencionou que estudava, como é que o senhor conciliava o estudo e o trabalho? PARTE AUTORA: o trabalho. A gente trabalhava na roça ali, depois chegava da escola que estudava de manhã quando morava no sítio. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Aham. PARTE AUTORA: Aí depois que eu passei pra quinta série, estudando na cidade. Ele trabalhava de manhã, depois pegava o ônibus para vir pra cidade estudar à tarde. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Eh, o o senhor falou que vocês eram empregados do Rafael Torres, né? Eh, alguém da sua família tinha registro em carteira com ele aí? PARTE AUTORA: Eu não sei, provavelmente meus irmãos mais velhos. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Eh, o senhor falou que ali além do café tinha mais o quê mesmo? PARTE AUTORA: É, a gente plantava no meio ali do das ruas de café, plantava milho, feijão, mas por consumo mesmo. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Eh, o senhor falou que era uma de cinco alqueires, né, com 5.000 pés de café. É isso. PARTE AUTORA: Isso. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Eh, desses cinco alqueires, qual que era a área plantada mais ou menos? PARTE AUTORA: Aí eu acho que praticamente mais da metade. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E o resto do sítio tinha o quê? PARTE AUTORA: Tinha outra parte que tem um pasto que a gente deixava pro gado também, que tinha uma vaquinha de leite. Aí tinha a área da casa que também tinha um pomar de banana. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Ah, sim. E essa eh esse gado de leite, essa banana era cultivado por vocês ou pelo proprietário? PARTE AUTORA: Não, essa era nossa mesmo. Era uma só. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Ah, era uma vaca. PARTE AUTORA: Isso. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): tinha gado dele também, PARTE AUTORA: não. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Eh, nessa lavoura de café e nos produtos que vocês utilizavam, que vocês plantavam, para para consumo. Eh, o senhor lembra de se usava algum insumo? Semente, adubo, eh, veneno? PARTE AUTORA: Não, não me lembro, mas na época eu acredito que não. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Senhor, lembra quanto que produzia de café ali? PARTE AUTORA: Não lembro. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Além dessa vaca que o senhor mencionou de Tinha algum, vocês criavam mais algum animal? PARTE AUTORA: Criava galinhas, porcos e tinha um cavalo também. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Isso aí era para venda ou para consumo? PARTE AUTORA: Não, só pro uso. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): O o cavalo era do proprietário do Rafael Torres ou era de vocês? PARTE AUTORA: Não, nosso também. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Vocês tiravam leite todo dia? PARTE AUTORA: Sim. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Senhor, lembra mais ou menos quanto que dava de leite ali? PARTE AUTORA: Uns 8, 10. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Eh, de tudo que vocês plantavam além do café, 100% era para consumo ou acontecia às vezes sobrar alguma coisa e vocês venderem? PARTE AUTORA: Não, só pro consumo. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Vocês tinham empregados ali para ajudar? PARTE AUTORA: Não, só a família mesmo. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tinha algum maquinário ali? PARTE AUTORA: Só o carrinho de cavalo. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Vocês eram integrados in alguma cooperativa? PARTE AUTORA: Não, eu me lembro não. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): O senhor falou que mudou pra cidade que ano que foi mesmo? PARTE AUTORA: Em 86. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Em 86. Depois que vocês mudaram pra cidade, eh, voltaram pro sítio em algum momento? PARTE AUTORA: Morando na cidade, voltava só para trabalhar de bia fria mesmo. Mas para morar não, não. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E e esse trabalho de de boia fria aí, como é que era? Eh, o senhor lembra o nome das pessoas para quem vocês trabalhavam como boia fria ou o nome dos gatos que levavam? PARTE AUTORA: O gato que levava era o Paulo Ridoto. Hoje tem o mercado de Santo Inácio. A gente muitos anos também que a gente não se vê. E eu trabalhava o Zezinho da Avanço, o Paulinho da Avanço, era que tinha o sítio, plantava algodão na época. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. Explica uma coisa para mim. O senhor falou que trabalhou de boia fria, eh, enquanto morava no sítio do Rafael Torres, né? De vez em quando o senhor fazia serviço era no algodão, né? PARTE AUTORA: Isso. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E depois o senhor falou que mudou pra cidade e e aí o senhor trabalhou de boia fria, né? Então essas pessoas que o senhor mencionou agora, elas são do período que o senhor morava no sítio e colher algodão ou são depois que o senhor mudou pra cidade? PARTE AUTORA: Não, dos avanç foi depois que a gente mudou pra cidade. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. Então vamos. Entendi. Eh, enquanto o senhor morava no sítio e fazia serviço de boia fria, quem que era os proprietários para quem vocês trabalhavam? PARTE AUTORA: Ah, tinha a família dos Vidoto F. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. O sítio deles era próximo do Rafael? PARTE AUTORA: Sim. Veio próximo. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. Além dos Vidotos, tinha mais alguém para quem vocês faziam? O senhor fazia diária enquanto morava no sítio? PARTE AUTORA: Não me lembro. Mais os vid INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Então, OK. Então, aí o senhor mudou pra cidade, foi cebolóia fria. Repede para mim o nome da dos proprietários e do e dos gatos, por favor. PARTE AUTORA: Depois de cidade que é do Paulo Vidoto que é do gato que levava para vossa e o INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): esse Paulo, esse Paulo Vidoto tem alguma relação com o sítio em que o senhor trabalhava eh Colina algodão quando morava no sítio? PARTE AUTORA: Isso era que era vizinha do pai dele. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Ah, tá. Aí entendi. Tá, pode falar os outros nomes. PARTE AUTORA: E a Aí depois da cidade a gente trabalhava com o Paulinho da Vaso e o Zezinho da Vaso que eles plantavam algodão. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Certo. Tinha mais alguém nas obes mesmos. Que tipo de serviço que vocês faziam aí no no algodão dos avanço? PARTE AUTORA: Era ralear, carpir, depois a colheta, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): certo? Senhor falou então que o senhor teve um registro in 80 e 89, né? Depois desse registro, depois desse registro, o senhor trabalhou na roça de novo? PARTE AUTORA: É de 89, ficou acho que 90, se eu não tiver enganado, parte do 91 ainda tem registro. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Uhum. PARTE AUTORA: Aí depois vou até trabalhar fri de novo na roça, o mesmo serviço algodão. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E aí, então, depois de 91, quem que era os proprietários para quem o senhor trabalhava? PARTE AUTORA: Ser mesmo aqui, os da avanço. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Isso. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Aonde que era a propriedade deles? PARTE AUTORA: Aí eu lembro que o Zézinho parece tinha um aqui perto do murgo alto PARTE AUTORA: Paulinho era próximo também. As onças deles era próximo. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. E aí o senhor trabalhou para eles de boia fria até quando? PARTE AUTORA: Até 94. Quando eu fiz meu primeiro registro que eu saí de Colorado e fui morar em Teodoro Sampaio. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): É, na verdade, esse registro de 94 é o terceiro registro do senhor. O senhor teve aquele outro registro no frigorífico. PARTE AUTORA: No frigorífico, né? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Isso. PARTE AUTORA: Tá. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E depois que o senhor registrou aí desse registro de 94, o senhor voltou a trabalhar na roça de novo? PARTE AUTORA: É, foi em 94. Vou sair, fiquei parado. Os dias que eu ficava parado ia trabalhar na roça. Em 95 foi onde eu voltei para Colorado, registrei na usina Santa Teresinha no Paraná City. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E daí em diante trabalhou com quê? PARTE AUTORA: Olha já com o motorista. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): A a sua esposa também trabalhava na roça? Sua primeira esposa? PARTE AUTORA: Não, só do lar. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Seu segundo casamento foi em que ano? PARTE AUTORA: 2007. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá certo. Eu agradeço as informações do senhor, tá? Obrigado. Bom dia. DEPOIMENTO DA TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA) INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Bom dia. Como é seu nome completo? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Expedit Souza. Expedito. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): O senhor é com quem que o senhor trabalha? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Aposentado. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Estado civil. TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Solteio. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Sabe RG CPF? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Sim. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Pode falar para mim, por favor. TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): 576 02 719/04. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Sabe o R A que é 4 167. TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Ah, não tô bem lembrado não. 467. Acho que é 4 no mês. Hum. 004/0, alguma coisa assim. Não tô a lembrar bem não. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá bom. Seu o seu endereço, TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Rua Santa Rosa 250, Santa Claro. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Senhor é parente, o amigo íntimo do Daílo do Gério da Silva? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Hã? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): O, tenho que alertar que a respeito do que foi perguntado, o senhor não pode mentir sob pena de ser processado por falso testemunho. Tá bom? O informo ainda que essa nossa conversa tá sendo gravada para utilização como prova num processo que ele move contra o NSS. Tá. O senhor conheceu ele onde? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Lá do do Vidoto. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Onde morava? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Douto. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Que que é o Águ Sul? Tá. Isso era uma propriedade rural. Sendo sítio. Tá. Que época que o senhor começou a morar nesse sítio? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Nós moramos nesse sítio desde 79. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E o senhor conheceu ele em que ano? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Em 81. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Como é que o senhor lembra que foi 81? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Não entendi. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Por que que o senhor lembra que foi 81? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Porque ele morava vizinho, né? Morava, ele namorava no sítio, tinha um sítio Guilherme, já era o sítio deles. E a gente passou a conhecer por a gente ser também trabalhar junto assim, eles trabalhavam de volante. Nós também trabalhava lá de volante no Vidoto. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá, mas isso aí não o senhor e tá, mas isso aí não justifica porque o senhor lembra o ano. Por que que o senhor lembra esse ano? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Porque foi o ano que a gente conheceu eles, que eles veio morar lá. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Certo. E aonde que ele morava nessa época? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): No Rafael Torres. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E a propriedade do Rafael era era distante da propriedade que o senhor morava? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Era não era distante, só pulava um sítio, né? Mais ou menos uns dava uns 700, 800 m. Nós tínhamos a o Vidoto, depois é o Guilherme, depois era a propriedade do Rafael. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. O E o Daí trabalhava nessa época? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Sim. Todos eles trabalham na roça. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Que que eles faziam? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Era volante. Tudo que tinha de serviço, caipi, eh café, eh tudo que plantava no sítio do São Rafael. Eles trabalhar, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): eles trabalhavam no sítio do Rafael. Então, TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): sim. Rafael, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): quem que morava nessa propriedade aí? Na propriedade do Rafael. Isso. TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Só eles. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Eles quem? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): O Daí, pai, mãe. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): O senhor conheceu a família dele? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Conheci. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Sabe o nome de todo mundo? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Conheci. O pai dele chamava Vicente, o irmão dele do Domingos do Gério. Aí tem o Deda, depois tem o Pre também, né, que a gente conhece Priá, tinha Maltude e também tinha a outra irmã que veio aparecer, a Lourdes e a mãe dele que é dona Margarida. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E dessa turma aí, quem que trabalhava nessa época? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Trabalhava Maltin trabalhava o Deda, trabalhava o Dai, trabalhava o Domingos, trabalhava Lourd e o final de domingo. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Algum deles tinha algum serviço na cidade? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Não. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Em 81 Seaí era criança pequena, ele já trabalhava. TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): já trabalhava, trabalhava porque aquele tempo tinha que trabalhar para ajudar também a despesa com os pais em casa. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Senhor, o ele estudava, TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): estudava, estudava no período que que dava para estudar, depois voltar a trabalhar. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Além do serviço no sítio da família, ele trabalhava em mais em algum lugar? No no no sítio do Rafael, né, onde a família morava, ele trabalhava mais em algum lugar? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Sim, quando acabava o servido do Rafael, ele ia que fazer também trabalhar em outro lugar, né, para também ter uma outra renda também. Ele era volante, eles trabalhavam. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): O senhor sabe algum lugar que eles trabalhavam? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Ele trabalhou também colendo algodão. O Vidoto. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Aonde? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): No Vidoto. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Eonde o senhor morava? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Isso. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Senhor chegava a ver ele trabalhando na propriedade do Rafael? O senhor viu algumas vezes? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Sim, sim, muitas vezes. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E no sítio do Vidoto também, que já senor chegou a trabalhar com ele? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Sim, no Vidoto você sempre vem com legudão. Nós também com legão ali junto, né? né? Que a gente quando era o final de semana entrava para dentro algodão. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): O senhor morou no Sítio do Vidoto até quando? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Nós moramos de 79 até 91. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): O senhor mudou dali para onde? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Mudei para Colorado. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Pra cidade? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Sim. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Quando o senhor mudou, eles estavam na propriedade do Rafael ainda? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Não, já tinha saído. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Já tinha saído. TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Já tinha saído. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): O senhor sabe para onde que eles mudaram quando saíram dali? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Eles veio para Colon. né? No Jardim Cairi. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): O senhor sabe que época que eles mudaram dali? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Em 86. Último ano que eles ficou no no Rafael 86. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Como é que o senhor lembra disso? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Porque eu morava lá, entendeu? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. E depois que eles mudaram paraa cidade, o senhor sabe com que que ele foi trabalhar? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Aí já não sabia mais que aí vocês sempre trabalha de volante, né? Acho que a eles já começava a trabalhar com outro outros pessoal aqui na cidade. A gente só encontrava assim quando era final de semana, quando a gente vinha na cidade, mas era pouco, tinha essa esse esse laço de amizade, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): tá? Depois que eles saíram da propriedade, o senhor não trabalhou mais com ele? O senhor não viu ele trabalhando mais? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Não, não. Depois trabalhei mais porque a gente ficou no sítio, não trabalhava mais. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Eh, nessa época que o senhor mencionou aí, então, eh, de senhor falou que conheceu ele em 81, né? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Isso. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E que eles mudaram dali em 86. Nesse intervalo aí, ele chegou a ter algum serviço na cidade? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): No, não. Nessa época do 88 86. Não. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Algum familiar dele trabalhou na cidade nesse período? TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Também. Também não. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Não. TESTEMUNHA (EXPEDIT SOUZA): Não. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá ok. Eu agradeço as informações. Tá bom. Bom dia. DEPOIMENTO DA TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS) INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Bom dia. TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): Bom dia. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Como é seu nome completo, por favor? TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): Sidney de Freitas. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Sidnei. Estado civil e profissão. TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): Eh, sou separado e fui mecânico até 2020. Aí aposentei, não voltei a trabalhar mais por causa de do saúde de saúde. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Eh, RG e CPF, o senhor sabe de cabeça? TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): Eh, não Vou saber. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá fácil aí? TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): Tá. Você olha para mim que você olho. Bicho é enxergar aqui. É só o CPF. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Pode falar. TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): O CPF é 9 980 405 4500. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Seu eh, rua das Profeas, número 33, Jardim Cairia. Foi parente o amigo íntimo do Daío, do Gério da Silva? TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): Não, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): tem que alertar que a respeito do que foi perguntado aqui, o senhor não pode mentir, tá? Sobe pena de ser processado por falso testemunho. Eh, informo ainda que essa nossa conversa tá sendo gravada paraa utilização como prova no processo que ele move contra O INSS, tá? O senhor lembra quando conheceu ele? TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): Rapaz, a gente conheceu a a data, certo? Sei não, mas desde os 15 anos, mais ou menos, eu conheci ele, a família dele ali, morava próximo. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. O senhor conhece ele de 15 anos para cá ou quando alguém tinha 15 anos? TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): Não, quando eu tinha 15 anos. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E que ano que o senhor nasceu? TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): Nasci475. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Senhor conheceu em 1900? 90, mais ou menos. TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): É mais ou menos isso aí. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): 75 com 150. TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): É, é isso. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Certo. E nessa época vocês moravam onde? TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): Perdim Cairi. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): O senhor trabalhava? TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): Trabalhava na lagura na roça. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E ele TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): ele ele ouvia ele também. 91 a 94 mais ou menos. Eu trabalho essa época assim. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Não, não, não. Tá. Por enquanto nós saíamos em 1990, quando o senhor conheceu ele. Uhum. Tá. Em 1990 ele trabalhava com o quê? TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): Ele ele trabalhava na na roça. Eh, sempre conhecia ele na roça, ele os irmão dele na roça, né? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E vocês chegaram a trabalhar juntos? TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): Trabalhei na na colheita de algodão. Íamos caminhão, né? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. A colheita de algodão leva quanto tempo? TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): Ah, ela leva eh o período dela é assim, é nós na na planta, né? Eh, nós, tipo assim, nós eh raleava, né? Eh, carpia e guardava a colheita, né? Primeira apanha, segunda apanha. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. Tá. Explica para mim. O senhor falou que trabalhou com ele na colheita do algodão. Colheita é o ato de você ir lá e colher o algodão que tá pronto. Aí agora o senhor falou que tem essas outras atividades. O senhor trabalhou com ele na durante a em todas as etapas da lavoura ou somente na colheita? TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): Todas as etapas. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Todas as etapas. Certo. E quem que era o proprietário da terra, para quem vocês trabalhavam? TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): Trabalhei pro eh Reinaldo, né, que era conhecido como Galinha na época, né, Reinaldo, Cláudio Árdico, trabalhemos outros 5 anos mais pequenos, né, ali. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. O senhor trabalhou na roça até quando? TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): Eu trabalhei até 94, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): tá? E desse período que senhor trabalhou na roça aí é que o senhor conheceu ele que foi em 90 até 94. O senhor trabalhava com eles por eh com frequência? TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): É que variava, né? Às vezes um ia para um canto, outro pro outro, que vamos supor tinha vários caminhão, né, na época. Então vezes a gente optava ir para um para outro, mas sempre a gente de tarde a gente se encontrava ali quando chegava os caminhão tal, conversava. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E vocês, vocês pegavam aonde que era o ponto TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): o ponto mais próximo da nossa casa ali era o O eh ponto de referência era o bar do Nelo, né? A gente pegava ali o bar do Nelo, mais próximo da nossa casa ali, né? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. Tinha algum gato que levava vocês ou era o proprietário? TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): Tinha o Tinha o Toninho, tinha o Mirão Gaúcho. Esses eram os cara que pegava a lavoura para colher e levava a gente e ganhava uma comissão, né? Do que a gente colhia, né? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Além do algodão, tinha mais algum serviço ali de diária? TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): A diária a gente sempre fez ranca de feijão, eh eh ranca de eh plantar mandioca, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): tá? Nesse período aí, 1990, o Daí morava com quem? TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): Com os pais dele. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Senhor conheceu a família dele? TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): Conheci. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Como é que é o nome dos pais e dos irmãos dele? TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): Ah, eu conheço por apelido. O pai dele chama por bigode. A mãe dele, eu não lembro o nome agora. Sim. dos irmãos é o Deda, o assim a Polinar que era o irmão dele, tinha o Zete, tinha a irmã dele lá, eu não lembro o nome assim certo, mais por apelido. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Aí nessa época aí a família, os outros, esses outros familiares dele trabalhavam com o quê? TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): Porque eles, eu vi eles na também trabalhando, algum deles não trabalhava, TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): tinha um irmão dele que era deficiente, esse não trabalhava não, Zé, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): certo? Tá. E nesse intervalo aí que o senhor conheceu ele de 90, que que o senhor falou que que trabalhou com ele de 90 até 94, ele chegou a ter algum serviço que não foi rural? TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): Rapaz, he sempre ele trabalhou assim pedreiro. Eu já vi ele trabalhando assim de pedreiro, fazendo diária também. Pedreiro. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Mas ele trabalhava mais rural ou mais pedreiro? TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): Mais no rural. No rural. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): O senhor sabe se ele chegou a trabalhar registrado nesses intervalos? Aí TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): fiquei sabendo que ele trabalhou no vergor agora não sei o ano. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Mas era nesse intervalo que vocês trabal eh foi próximo de vocês terem trabalhado como boia fria. TESTEMUNHA (SIDNEY DE FREITAS): Rapaz, não foi bem antes, hein? Bem antes. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá bom. Eu agradeço as informações, tá? Bom dia. DEPOIMENTO DA TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA) INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Eh, fala para mim o nome completo do senhor, por favor. TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): Ezequiel Braga de Oliveira. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Seu Ezequiel, o senhor trabalha com o quê? TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): Eletracita. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Senhor é casado, solteiro? TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): Casado. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Sabeir o CPF? TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): Sei. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Qual que é o número? TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): CPF 125 682. 69871. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Sabe o RG? TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): 5023 55/9. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Endereço TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): rua Porto Velho 135, Jardim Gair. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá, senor Ezequiel. Eh, o senhor é parente ou amigo íntimo do Daío, do Gério da Silva? TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): Não, só colega mesmo. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. Tenho que alertar que o senhor não pode mentir sobre o que foi perguntado sobre pena de ser processado por falso testemunho, tá? Informo ainda que essa nossa conversa tá sendo gravada na finalidade exclusiva de utilização como prova no processo que ele move contra o NSS. O senhor lembra quando conheceu ele? TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): Não entendi, doutor. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Senhor lembra quando conheceu ele? TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): Ah, na média de 87 para 88 foi quando eu mudei para colorar. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Certo. E nessa época ele morava onde? TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): Eu Eu conheci ele no Jardim Cairi, já morando no Jardim Cairi. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Jardim Cairi é um bairro de qual cidade? TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): Aqui mesmo, Colorado. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Colorado. TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): É, já conheci ali. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Então vocês moravam na cidade. O senhor trabalhava com quê lá? TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): Lá é trabalhava de Boia Fri também. Boia Fri. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Hã. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E ele? TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): ele também. Ele nesse período ele trabalhava no no registrado. Agora não lembra firma. Depois ele trabalhou com nós eh de Boia fria no período aí de uns deuns do tr anos depois ele registrou de novo, né? Mas ele sempre conhecia ele trabalhando boia fria. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E como é que o senhor sabe tudo isso aí da vida dele? Você trabalhava sem registro, depois foi trabalhar com registro. TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): É, eu não, porque eu moro bem dizer o quê? Eh, da onde ele morava, como o pai dele morava no Jardim Gairi, é tipo assim, duas esquinas, nós trabalhava junto, né? Os irmãos dele também. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): O endereço meu e o deles tá quase o mesmo ali onde ele morar. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E o sen o senhor já chegou a trabalhar de boia fria junto com ele? TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): Já. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Para quem? TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): Rapaz, eu trabalhei no tempo do Cláudio lavoura de café lá na São João, sabe? Claro algodão naquele tempo lá na na São João, lavoura de café também trabalhei com ele. Eu trabalhei em vários serviços que ele tem fazia tudo, né, doutor? É mandioca, fazia tudo isso. Sei era o único serviço que nós tinha. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Eh, além do do além dessas pessoas aí, o senhor lembra de mais alguém? Lembra de algum gato? TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): Rapaz, gato eu lembro. Mas geralmente nós vimos nesses nesse daí. Deixa eu ver, deixa eu lembrar quem que era o gato. Era Toni Pelaz, Raimundo. Aqui aquele tempo era Assim, ó, a gente trabalhava cada semana o cara tava com equipe, você entendeu? Era ficava 15 dias com um gato, 15 dias com outro. Chi, era muito aquele tempo era muito. Eh, desse tempo aí até o o Sidney Ártico, né, o Boc de Nei ártico, que era o cara que comandava, né, esse pessoal da da lavoura de algodã. E eu trabalhei também de fiscal nesse tempo, que eu também conheço ele. Eu era fiscal também. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Tá. O o senhor trabalhou na roça até com TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): Eu trabalhei, vamos, deixa eu basear mais ou menos aqui, porque eu sou eletricista, eu fui e voltei, né? Eu trabalhei mais ou menos até uns 94, depois eu entrei no produtivo, depois saí, mas aí eu fiquei de eletrica nunca mais. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá? E então, mas explica para mim, então, desse período aí de 87 até 94, o senhor foi boia fria, né? TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): Boia fria. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. Em 87, o senhor falou que mudou para Colorado, né? Pro8. TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): Eu vim de Bentópolis. Bentópolis. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Em Bentópolis o senhor morava na na área urbana ou morava na área rural? TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): Não, Fazenda Barrinha, região de Bentópolis, ali em Guaraci. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Quando o senhor chegou em 87 ali no Jardim Cairi, o Daí trabalhava com o quê? TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): Ah, rapaz, vendo o que que o Dail que eu lembro que o Dari quando eu cheguei Ele ele trabalhava registrado, mas eu não lembro mais de quem porque eu conheci o da assim já trabalhando na roça, né? Perido da roça, que quando eu vim eu vim comecei a trabalhar de boia fria. Não lembro quando em que firma que o da trabalhava, mas 92, 94 eu sei que é de boi a 92 até 93 ali. TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): E os irmãos dele também trabalhou junto com com nós, né? Certo? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E foi nesse trabalho aí de tá, então aí durante esse período aí que ele trabal tá e durante esse último período aí de 94, o senhor falou que que ele trabalhou como boia fria, né? Por quanto tempo que ele trabalhou de boia fria? TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): Ah, rapaz, ele trabalhou esse tempo aí de 92, 93. Ah, ele trabalhou bastante, porque nós ia nós um dia tava num lugar trabalhando, um dia tava no outro. Ele trabalhou todos dois anos aí que eu conheço. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E o sen tá. E o senhor sempre trabalhava na mesma turma que ele ou acontecia de cada um ir para um canto? TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): Não, acontecia às vezes, muitas vezes a gente tá um um dia tá num lugar, um dia tá no outro, que o boia fria não tem endereço, né? Tem muito endereço, não. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E aonde que era o lugar que vocês tinham? Algum ponto que pegavam para ir trabalhar? TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): Sim. Aí, esse ponto era ponto de referência, é o bar do Nelo. Bar do Nelo, na rua Aracaju. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. É um ponto de referência nosso. E tá e e nesse ponto, quando as pessoas iam para lá, ia todo mundo que ia para lá ia pro mesmo local ou acontecia de ali pegar ali concentrava, mas ia cada um para um canto? TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): É, sim. Concentrava sempre ali que era o ponto, mas geralmente tinha um para um lado, outro para outro, não ia trabalhar no mandioca, outro ia pro café, geralmente sempre saía. Mas eu sempre eu sempre vi assim ele trabalhando e já trabalhei com ele também, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): tá? E já aconteceu do senor ir para um canto e encontrar ele no ponto, o senhor ir para um canto e ele ir para outro. TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): Já aconteceu ele da gente ir para um ponto, ele trabalhar para um ponto, ele trabalhar para outro. Que geralmente às vezes nunca dá certo o cara ir no mesmo lugar, porque geralmente ele vai em carp, eu ia ia arrancar mandioca, então nunca batia assim junto, mas sempre ele trabalhou junto, junto com a gente ali sempre foi o sofrimento, coitado. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Certo. Tá bom, eu agradeço as informações. Um bom dia, tá? TESTEMUNHA (EZEQUIEL BRAGA DE OLIVEIRA): Bom dia, doutor. Muito obrigado. Uma só chamar.

  2. Intimação

    TRF4 · 6ª Vara Federal de Maringá · Ato ordinatório

    PROCEDIMENTO COMUM Nº 5020062-90.2025.4.04.7003/PR AUTOR: DAIL LUDUGERIO DA SILVA ADVOGADO(A): DANILO CRISTINO DE OLIVEIRA (OAB PR034288) ADVOGADO(A): CAMILA MARIA TREVISAN DE OLIVEIRA (OAB PR036511) ATO ORDINATÓRIO De ordem do juiz federal, abro vista às partes para cientificação, no prazo de 5 dias, acerca da SÍNTESE DA DEGRAVAÇÃO dos vídeos apresentados, produzidos pela própria parte e/ou em audiência, cujo conteúdo segue abaixo, medida esta adotada com o intuito de aprimorar e conferir maior celeridade à instrução processual. A síntese da degravação foi executada por meio do uso de inteligência artificial. SÍNTESE DA DEGRAVAÇÃO: Depoimento do Autor: O autor, nascido em 1974 [4] em ambiente rural (sítio) [1], pleiteia o reconhecimento de sua atividade rural. Ele relatou que começou a trabalhar na lavoura de café com idade entre 8 e 9 anos [2]. Seus pais eram empregados (colonos porcenteiros) de Rafael Torres [2] e residiam na própria fazenda, uma propriedade de cerca de cinco alqueires, contendo aproximadamente 5.000 pés de café, localizada no município de Colorado [2, 7, 10]. Além do café, que cobria mais da metade da área [7], a família cultivava, em meio às ruas de café, milho e feijão estritamente para consumo próprio [3, 7]. Mantinham ainda uma vaca leiteira, que produzia cerca de 8 a 10 litros diários, um cavalo com carrinho de tração, porcos e galinhas, todos destinados ao sustento doméstico [7, 8, 9, 10]. O trabalho era executado exclusivamente pela própria família, sem auxílio de terceiros ou integração em cooperativas, e não havia a utilização de insumos químicos (adubos ou venenos) [8, 9]. O autor cursou até a 6ª série completa (7ª incompleta) [1], frequentando escola rural até a 4ª série e escola urbana a partir da 5ª série, dividindo o seu tempo de forma que trabalhava no sítio e estudava no período remanescente (à tarde, utilizando transporte escolar por ônibus após a transição para a escola da cidade) [1, 6]. Em 1986, a família mudou-se para a cidade de Colorado [10], mas o autor continuou a trabalhar no meio rural como trabalhador volante ("boia fria") [10]. Enquanto morava no sítio de Rafael Torres, realizava diárias esporádicas no algodão para a vizinha família Vidoto [11, 12, 13]. Após a mudança para a zona urbana, passou a laborar na capina e colheita de algodão para "Paulinho da Avanço" e "Zezinho da Avanço" [13, 14], tendo Paulo Vidoto como intermediador ("gato") do transporte [10, 13]. O autor registrou seu primeiro emprego urbano em 1989 como lavador de canal na empresa Rio Claro Transporte Rodoviário, onde permaneceu registrado até meados de 1991 [3, 14]. Após este contrato, voltou a atuar na roça como boia fria na cultura de algodão para os Avanço até 1994, quando obteve seu primeiro registro formal como motorista e mudou-se para Teodoro Sampaio [4, 14, 15]. No final de 1994 e início de 1995, retornou a Colorado, alternando o labor rural informal com períodos de inatividade, até ser contratado formalmente como motorista pela Usina Santa Teresinha (em Paraná City) em 1995 [15, 16], profissão que manteve de forma registrada contínua desde então [16]. Ele declarou que sua primeira esposa (casamento em 1995) trabalhava como do lar, e que contraiu seu segundo matrimônio em 2007 [4, 5, 16]. Atualmente, o autor possui um carro Ônix e não tem empresas em seu nome ou de familiares [5]. Depoimento das Testemunhas/Informantes: Depoimento da Testemunha Expedit Souza: Identificação: Expedit Souza (ou Expedito Souza) [17]. Status Jurídico: O depoente prestou o compromisso legal de dizer a verdade, sendo qualificado e aceito pelo magistrado sob a advertência das penas por falso testemunho, inexistindo qualquer dispensa ou contradita que alterasse sua condição de testemunha compromissada [17]. Vínculo: Era vizinho da propriedade de Rafael Torres, morando no Sítio do Vidoto, e também colega de trabalho rural, pois trabalhavam juntos como trabalhadores volantes ("boia fria") colhendo algodão [18, 22, 23]. Contemporaneidade: O depoente presenciou o labor e a moradia do autor e de sua família entre os anos de 1981 e 1986 [18, 24, 25]. Ele explicou que residiu no Sítio do Vidoto de 1979 até 1991 [23], distante cerca de 700 a 800 metros da gleba de Rafael Torres [19]. Afirmou ter conhecido o autor e seus familiares (os pais Vicente e Margarida, e os irmãos Domingos, Deda, Priá/Pre, Maltude e Lourdes) em 1981, quando estes chegaram à região [18, 19, 20]. Viu reiteradas vezes o autor trabalhando no cultivo de café e outras culturas no sítio de Rafael Torres [20, 22], bem como laborando em conjunto na colheita de algodão no Sítio do Vidoto nos finais de semana [22, 23]. Confirmou que a família do autor se retirou daquela propriedade rural no ano de 1986, migrando para o Jardim Cairi, na cidade de Colorado [23, 24]. Depoimento da Testemunha Sidney de Freitas: Identificação: Sidney de Freitas [27]. Status Jurídico: O depoente prestou o compromisso legal de dizer a verdade, sendo devidamente alertado sobre as sanções de falso testemunho e admitido como testemunha compromissada, sem óbices ou dispensa de compromisso [28]. Vínculo: Vizinho residencial do autor no Jardim Cairi (na cidade de Colorado) [27, 28, 29] e colega de trabalho rural volante ("boia fria") [29, 30]. Contemporaneidade: Presenciou as atividades do autor entre os anos de 1990 e 1994 [29, 31]. Informou que nasceu em 1975 e conheceu o autor e sua família em Colorado quando tinha aproximadamente 15 anos de idade (por volta de 1990) [28, 29]. Declarou que trabalharam juntos de forma contínua em todas as etapas das plantações de algodão (ralear, carpir e realizar a colheita) nas terras de Reinaldo (conhecido como "Galinha") e de Cláudio Árdico [30, 31]. Explicou que o ponto de embarque diário dos caminhões de boia fria ocorria em frente ao "Bar do Nelo", de onde eram conduzidos por intermediários ("gatos") como "Toninho" ou "Mirão Gaúcho" [32]. Além do algodão, relatou que também realizavam serviços rurais informais diários na colheita de feijão e no plantio de mandioca [32]. Confirmou que os irmãos do autor também trabalhavam na roça, exceto um irmão que possuía deficiência física [33, 34], e relatou que a atividade preponderante do autor era o labor rural, realizando de forma esporádica apenas pequenos bicos como pedreiro [34]. Depoimento da Testemunha Ezequiel Braga de Oliveira: Identificação: Ezequiel Braga de Oliveira [36]. Status Jurídico: O depoente prestou o compromisso legal de dizer a verdade, sendo devidamente compromissado e advertido quanto à proibição de falso testemunho pelo magistrado, sem que restasse configurada hipótese de dispensa legal [36]. Vínculo: Vizinho do autor no Jardim Cairi, morando a cerca de duas esquinas de distância da casa de sua família, e colega de trabalho rural nas frentes de boia fria [36, 38]. Contemporaneidade: Presenciou o trabalho e a rotina do autor de forma geral entre 1987 e 1994, com atuação conjunta comprovada especialmente de 1992 a 1993 [37, 40, 41, 42]. Relatou que mudou-se de Bentópolis para Colorado no período de 1987/1988 [37, 40] e encontrou o autor já residindo na cidade com seu pai [37, 38]. Informou que trabalharam juntos como boia fria em frentes agrícolas diversificadas, incluindo colheita de feijão, algodão, capina de mandioca e lavouras de café na Fazenda São João, pertencente a Cláudio [38]. Explicou que embarcavam juntos no "Bar do Nelo", na Rua Aracaju, ponto de referência que reunia os trabalhadores [43]. O transporte era gerenciado por empreiteiros ("gatos") como "Toni Pelaz" e "Raimundo", sob coordenação geral de Sidney Árdico ("Boca de Nei Árdico") [39]. Indicou que, embora o autor tenha tido vínculos registrados alternados, ele trabalhou de forma direta e ininterrupta como boia fria com o depoente durante os anos de 1992 e 1993 [37, 41, 42].

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