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5018433-96.2026.8.24.0038

Comunicações públicas identificadas no Diário da Justiça Eletrônico Nacional. Esta página não informa resultado, situação processual nem partes envolvidas.

Tribunal
TJSC
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Período
set/2026

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  1. Intimação

    TJSC · 3ª Vara Cível da Comarca de Joinville · Ato ordinatório

    body{ padding: 10px; font-family: Times New Roman; font-size:13pt }; #divHeader{ line-height:25px; margin-bottom:30px }; #divBody{ max-width:90%; text-align:justify }DISSOLUÇÃO PARCIAL DE SOCIEDADE Nº 5018433-96.2026.8.24.0038/SCRELATOR: Rafael Osorio Cassiano AUTOR: GIOVANNA FIAMONCINI ADVOGADO(A): FABIANO NUNES DE OLIVEIRA (OAB SP413137) ATO ORDINATÓRIO Intimação realizada no sistema eproc. O ato refere-se ao seguinte evento: Evento 20 - 04/09/2026 - Juntada - Guia Gerada

  2. Intimação

    TJSC · 3ª Vara Cível da Comarca de Joinville · DESPACHO/DECISÃO

    Dissolu&ccedil;&atilde;o Parcial de Sociedade N&ordm; 5018433-96.2026.8.24.0038/SC AUTOR: GIOVANNA FIAMONCINI ADVOGADO(A): FABIANO NUNES DE OLIVEIRA (OAB SP413137) DESPACHO/DECIS&Atilde;O I. Inicialmente, quanto ao benef&iacute;cio da justi&ccedil;a gratuita, alega a parte autora n&atilde;o possuir condi&ccedil;&otilde;es de arcar com os honor&aacute;rios advocat&iacute;cios e as despesas processuais sem prejudicar o seu sustento. Verifica-se, contudo, que a documenta&ccedil;&atilde;o acostada aos autos n&atilde;o &eacute; suficiente para comprovar a alegada hipossufici&ecirc;ncia financeira. Embora intimada nos eventos 5 e 11 para apresentar documentos aptos a demonstrar sua situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e esclarecer as movimenta&ccedil;&otilde;es financeiras identificadas nos extratos banc&aacute;rios, a parte autora n&atilde;o trouxe aos autos arcabou&ccedil;o probat&oacute;rio suficiente para comprovar a insufici&ecirc;ncia de recursos alegada. Ademais, os extratos revelam movimenta&ccedil;&atilde;o financeira expressiva, inclusive com ingresso de R$ 37.000,00 decorrente da venda de ve&iacute;culo, circunst&acirc;ncia que afasta, no caso concreto, a presun&ccedil;&atilde;o decorrente da declara&ccedil;&atilde;o de hipossufici&ecirc;ncia. Dessarte, restou demonstrado nos autos que inexiste a alegada hipossufici&ecirc;ncia financeira, pelo que mister se faz o indeferimento da benesse pleiteada. Certo &eacute; que o instituto da gratuidade n&atilde;o vem cumprindo com seu papel fundamental: garantir o acesso &agrave; justi&ccedil;a aos mais carentes. Isso porque a concess&atilde;o despudorada dessa benesse sobrecarrega o sistema nacional de justi&ccedil;a, de modo que a solu&ccedil;&atilde;o das ang&uacute;stias dos mais necessitados perde-se no tempo; torna-se mais complexo o alcance da justi&ccedil;a por quem dela efetivamente necessita. Como se isso n&atilde;o bastasse, o custo das gratuidades indevidas &eacute; repassado aos demais, pagantes que s&atilde;o das taxas processuais. Um &ocirc;nus que n&atilde;o lhes cabe, definitivamente. Nesse sentido, colhe-se do corpo da decis&atilde;o exarada no Agravo de Instrumento n. 5033589-54.2020.8.24.0000: (...) O benepl&aacute;cito da gratuidade judici&aacute;ria constitui uma esp&eacute;cie de ren&uacute;ncia de receita tribut&aacute;ria, na modalidade &ldquo;concess&atilde;o de isen&ccedil;&atilde;o em car&aacute;ter n&atilde;o geral&rdquo; (art. 14, &sect; 1&ordm;, da Lei de Responsabilidade Fiscal). O deferimento, portanto, deve ser feito caso a caso, mediante o preenchimento dos diversos requisitos previstos em lei. Ora, uma vez que incumbe ao vencido, de acordo com a legisla&ccedil;&atilde;o processual civil, o pagamento das despesas processuais e honor&aacute;rios advocat&iacute;cios, o regime de custas deve ser relevante na utiliza&ccedil;&atilde;o racional do servi&ccedil;o judici&aacute;rio, que, como sabido, &eacute; bastante complexo e envolve muitas despesas. No Brasil, a exce&ccedil;&atilde;o (gratuidade judici&aacute;ria) est&aacute; virando regra geral: o Estado est&aacute; subsidiando grande parte das litig&acirc;ncias. (...) A concess&atilde;o exagerada do benef&iacute;cio da gratuidade judici&aacute;ria desestimula a busca pelos m&eacute;todos alternativos de solu&ccedil;&atilde;o de conflitos. Se tudo &eacute; &ldquo;de gra&ccedil;a&rdquo; (advogado, custas, per&iacute;cias, etc.) para que fazer acordo? Vamos para a briga. O procurador da parte advers&aacute;ria do benefici&aacute;rio da justi&ccedil;a gratuita &eacute; prejudicado na lide, pois n&atilde;o receber&aacute; honor&aacute;rios sucumbenciais mesmo que seu cliente sagre-se vencedor da demanda. (...) A racionalidade conferida pela legisla&ccedil;&atilde;o ao instituto da gratuidade da justi&ccedil;a tem sido usurpada, na medida em que &ldquo;[...] est&aacute; sendo utilizado mais para beneficiar alguns setores privilegiados do que realmente os carentes. [...] Estima-se que se gaste mais com assist&ecirc;ncia judici&aacute;ria gratuita do que com o programa Bolsa Fam&iacute;lia&rdquo; (MELO, Andr&eacute; Lu&iacute;s Alvez de. Juiz deve fixar custas na senten&ccedil;a na justi&ccedil;a gratuita. Dispon&iacute;vel em: <https://www.conjur.com.br/2013-fev-03/andre-melo-juiz-fixar-custas-sentenca-mesmo-justica-gratuita>). Impressiona a divulga&ccedil;&atilde;o do Conselho Nacional de Justi&ccedil;a acerca do custo do Judici&aacute;rio Catarinense para os habitantes do Estado: em 2017, cada cidad&atilde;o arcou com a quantia de R$304,60 para custear o funcionamento da Justi&ccedil;a estadual, de acordo com os dados do relat&oacute;rio "Justi&ccedil;a em N&uacute;meros". Ent&atilde;o, uma fam&iacute;lia de tr&ecirc;s pessoas "contribuiu" por ano com quase R$1.000,00 para o funcionamento do Poder Judici&aacute;rio estadual. Por certo que o deferimento desmedido do benef&iacute;cio em quest&atilde;o aumenta em muito o custo dos processos para aqueles que pagam. (TJSC, Agravo de Instrumento n. 5033589-54.2020.8.24.0000, Rel. Des. Raulino Jaco Bruning, Primeira C&acirc;mara de Direito Civil, j. 22/11/2020). II. Sendo assim, INDEFIRO o pedido de gratuidade formulado pela parte autora, com base no art. 98, caput, do CPC. III. INTIME-SE-A para que proceda ao recolhimento das custas processuais, em 15 (quinze) dias, sob pena de cancelamento da distribui&ccedil;&atilde;o, nos moldes do art. 290 do C&oacute;digo de Processo Civil. IV. Sobrevindo aos autos o comprovante de pagamento da primeira presta&ccedil;&atilde;o, retornem conclusos para an&aacute;lise. Intime-se.

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