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Tribunal
TJRS
Publicações identificadas
2 publicações
Período
set/2026
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Ata de sessão
TJRS · 2ª Turma Recursal Cível · Ata de sessão de julgamento
EXTRATO DE ATA DA SESSÃO VIRTUAL ASSÍNCRONA DE 02/09/2026 A 04/09/2026
RECURSO INOMINADO CÍVEL Nº 5016000-12.2025.8.21.0015/RS
RELATORA: Juiza de Direito ANA CLAUDIA CACHAPUZ SILVA RAABE
PRESIDENTE: Juiza de Direito ANA CLAUDIA CACHAPUZ SILVA RAABE
RECORRENTE: TELEFONICA BRASIL S.A. (RÉU)
ADVOGADO(A): FELIPE ESBROGLIO DE BARROS LIMA (OAB SP310300)
RECORRIDO: CARDOSO & BUENO COMERCIO DE FERRAGENS EM GERAL LTDA (AUTOR)
ADVOGADO(A): JHENIFER MARTINS CARDOSO (OAB RS122301)
A 2ª TURMA RECURSAL CÍVEL DECIDIU, POR UNANIMIDADE, NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO INOMINADO.
RELATORA DO ACÓRDÃO: Juiza de Direito ANA CLAUDIA CACHAPUZ SILVA RAABE
Votante: Juiza de Direito ANA CLAUDIA CACHAPUZ SILVA RAABE
Votante: Juiz de Direito ROBERTO BEHRENSDORF GOMES DA SILVA
Votante: Juiz de Direito JOSE LUIZ LEAL VIEIRA
RECURSO INOMINADO CÍVEL Nº 5016000-12.2025.8.21.0015/RS
TIPO DE AÇÃO: Telefonia
RELATORA: Juiza de Direito ANA CLAUDIA CACHAPUZ SILVA RAABE
RECORRENTE: TELEFONICA BRASIL S.A. (RÉU)
ADVOGADO(A): FELIPE ESBROGLIO DE BARROS LIMA (OAB SP310300)
RECORRIDO: CARDOSO & BUENO COMERCIO DE FERRAGENS EM GERAL LTDA (AUTOR)
ADVOGADO(A): JHENIFER MARTINS CARDOSO (OAB RS122301)
EMENTA
RECURSO INOMINADO. DIREITO DO CONSUMIDOR. CONTRATO DE TELEFONIA. RENOVAÇÃO AUTOMÁTICA DE FIDELIZAÇÃO. ABUSIVIDADE. INEXIGIBILIDADE DE MULTA RESCISÓRIA. RECURSO DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME:
1. Recurso inominado interposto pela ré contra sentença que declarou a inexigibilidade do débito decorrente de suposta renovação automática do contrato de fidelidade e manteve a tutela de urgência para impedir a inscrição do nome da autora em cadastros de inadimplentes.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO:
1. A questão em discussão consiste na legalidade da cobrança de multa rescisória fundada em renovação automática de prazo de fidelização, sem anuência expressa da autora.
III. RAZÕES DE DECIDIR:
1. A renovação automática do contrato de fidelidade, sem anuência expressa do consumidor, configura prática abusiva, pois a cláusula de permanência somente é válida quando aceita mediante termo específico.
2. O dever de informação, previsto no art. 6º, inc. III, do CDC, exige que o fornecedor preste informações claras e precisas sobre os serviços ofertados, o que não foi observado pela ré.
3. A gravação da contratação revela que a informação sobre a renovação automática foi transmitida de forma breve e sem o devido destaque, não havendo comprovação de que a autora tenha anuído expressamente à cláusula.
4. A ausência de contrato assinado pela parte autora contendo a previsão de renovação automática e multa rescisória reforça a abusividade da cobrança.
IV. DISPOSITIVO E TESE:
1. RECURSO DESPROVIDO.
ACÓRDÃO
A 2ª Turma Recursal Cível decidiu, por unanimidade, NEGAR PROVIMENTO ao recurso inominado, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Porto Alegre, 04 de setembro de 2026.