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TRF4 · 6ª Vara Federal de Maringá · Ato ordinatório
PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL Nº 5012023-07.2025.4.04.7003/PR AUTOR: ISRAEL MOLINA ADVOGADO(A): DIEGO DE CAMPOS SILVA (OAB PR117392) ADVOGADO(A): LIRA DE OLIVEIRA CABRAL ROMANINI (OAB PR103102) ATO ORDINATÓRIO De ordem do juiz federal, abro vista às partes para cientificação, no prazo de 5 dias, acerca da SÍNTESE DA DEGRAVAÇÃO dos vídeos apresentados, produzidos pela própria parte e/ou em audiência, cujo conteúdo segue abaixo, medida esta adotada com o intuito de aprimorar e conferir maior celeridade à instrução processual. A síntese da degravação foi executada por meio do uso de inteligência artificial. SÍNTESE DA DEGRAVAÇÃO: RESUMO DA AUDIÊNCIA Depoimento do Autor O autor, Israel Molina, relatou que nasceu e trabalhou na propriedade de sua família, denominada Sítio Nova Esperança (também referida como Chácara Nova Esperança), desde a infância até os 18 ou 19 anos de idade, correspondendo ao período de aproximadamente 1971 até os anos de 1990 ou 1991. Esclareceu que a atividade rural era exercida exclusivamente sob o regime de economia familiar, sem a contratação de funcionários ou terceiros na chácara. Toda a sua família participava do labor rústico: os pais e os cinco irmãos, sendo o autor o caçula da família. A mãe dividia o tempo cuidando dos afazeres domésticos e preparando a alimentação para aqueles que trabalhavam na lida. Desde os 6 ou 7 anos de idade, o autor já auxiliava nas tarefas rurais diárias, tais como tratar porcos, conduzir o gado, tirar leite e alimentar as galinhas. Suas atividades principais no sítio paterno incluíam o plantio de amendoim, mandioca, cultivo de algodão, trato de gado e, posteriormente, a criação de bicho-da-seda. Paralelamente ao trabalho na propriedade do pai, o autor realizava dupla jornada para auxiliar o tio em sua respectiva chácara, auxiliando na lida com gado, vacinação, corte de amora, arado da terra com tração animal (burro) e trato do bicho-da-seda, em troca de diárias. Após a venda da propriedade paterna por volta de 1990 ou 1991, o autor trabalhou de forma direta e contínua apenas na chácara do tio até completar cerca de 22 anos, correspondendo a meados de 1993 ou 1994. O trabalho rural era caracterizado por técnicas rudimentares e braçais, sem maquinário complexo, utilizando ferramentas manuais para corte de amora e arado de burro para preparar o solo. Posteriormente, o autor passou a exercer atividades na cidade, inicialmente trabalhando em uma venda e auxiliando na chácara nos finais de semana, até ingressar de forma exclusiva no meio urbano. Depoimento dos Informantes e Testemunhas O depoente Jesus Molina de Oliveira (1. Identificação) foi admitido nos autos sob o status de informante (2. Status Jurídico) em razão do seu parentesco com a parte autora, com quem possui vínculo de tio e amigo (3. Vínculo). Com relação à contemporaneidade (4. Contemporaneidade), o informante presenciou e acompanhou diretamente o labor do autor de 1983 a 1991 ou 1992, período no qual o autor prestou serviços contínuos em sua propriedade de três alqueires localizada na Estrada Pedreira, próxima a Nova Esperança. Afirmou que o autor cuidava das atividades rurais essenciais na sua chácara, incluindo o trato do gado, plantio de milho, verduras, trato de porcos, confecção de cercas e cultivo de bicho-da-seda. Jesus explicou que, por exercer atividade profissional no cartório local, necessitava que o sobrinho tomasse conta da propriedade, pois não contava com caseiro fixo no local nos primeiros anos. Confirmou ainda contemporaneamente que a família do autor morava em uma chácara de 2,25 alqueires, situada nas proximidades da saída para Barão de Lucena, onde todos, incluindo os irmãos e o próprio autor, exerciam o labor agrícola sob regime de subsistência, estudando na cidade no período correspondente. Esclareceu que, embora outros irmãos trabalhassem mais ativamente com o pai, o autor dividia o tempo auxiliando tanto a propriedade paterna quanto a sua chácara, sendo o principal auxiliador de sua lida rural. A testemunha Devair Galani (1. Identificação) prestou seu depoimento sob o status jurídico de testemunha compromissada (2. Status Jurídico), prestando o compromisso legal de dizer a verdade sob pena de falso testemunho. Possui vínculo de conhecido e antigo vizinho de sítio com o autor (3. Vínculo), tendo sua propriedade localizada no lado oposto do rio. No que tange à contemporaneidade (4. Contemporaneidade), a testemunha relatou ter presenciado o labor rural do autor de forma contínua desde quando este tinha entre 10 e 12 anos de idade até completar aproximadamente 20 ou 21 anos, momento em que o autor migrou para a cidade. A testemunha detalhou que era rotina comum na região que as crianças trabalhassem com suas famílias após retornarem da escola, especificando que o autor desempenhava tarefas cotidianas como cuidar do café, tratar porcos, lidar com o gado, colher amendoim e, posteriormente, atuar na colheita de casulos de bicho-da-seda junto com toda a família. Confirmou que a propriedade paterna era de pequeno porte, medindo entre três e cinco alqueires, e que a atividade produtiva de toda a vizinhança era baseada unicamente no trabalho manual e braçal da própria família, sem auxílio de maquinários ou diaristas contratados.
TRF4 · 6ª Vara Federal de Maringá · Ato ordinatório
PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL Nº 5012023-07.2025.4.04.7003/PR AUTOR: ISRAEL MOLINA ADVOGADO(A): DIEGO DE CAMPOS SILVA (OAB PR117392) ADVOGADO(A): LIRA DE OLIVEIRA CABRAL ROMANINI (OAB PR103102) ATO ORDINATÓRIO De ordem do juiz federal, abro vista às partes para cientificação, no prazo de 5 dias, acerca da degravação dos vídeos apresentados, produzidos pela própria parte e/ou em audiência, cujo conteúdo segue abaixo, medida esta adotada com o intuito de aprimorar e conferir maior celeridade à instrução processual. A degravação foi executada por meio do uso de inteligência artificial, seguindo de forma rigorosa a literalidade dos áudios que foram apresentados. CONTEÚDO DA DEGRAVAÇÃO: DEGRAVAÇÃO DA AUDIÊNCIA DEPOIMENTO DA PARTE AUTORA INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Bom dia, senhor Israel. Estamos aqui para fazer a colheita do seu testemunho com relação ao pedido de aposentadoria por tempo de contribuição com reconhecimento de período rural remoto em que foi feito que tramita na justiça federal do senhor. Me diga seu nome completo e data de nascimento. PARTE AUTORA: Eh, Israel Molina, 18/01 de 1971. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): OK, senhor Israel. Peço que o senhor diga as verdades dos fatos, embora seja colheito do seu próprio testemunho do seu depoimento. O senhor não tem o dever legal de dizer a verdade, mas a gente pede para dizer a verdade para esclarecer o máximo ao juío do processo. Tá bom? PARTE AUTORA: Tudo bem, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): seu Israel, explica para nós certinho se você já trabalhou na área rural, que período que foi, aonde que era os locais. Esclarece bem certinho essas questões para nós. PARTE AUTORA: Doutora, eu nasci, na realidade, eu nasci nesse sítio nosso, na na chácara Nova Esperança, sítio Nova Esperança. E desde quando eu nasci até 18, 19 anos. Eu trabalhei lá, bem com meu pai prontando mandioca, amendoim, cuidando de gado, fazendo todo quant tipo de de serviço de roça, colhendo algodão e no nesse período mesmo junto com o meu pai ajudava meu tio na chácara dele, saía de uma chácara para outra. Sempre trabalhamos a família inteira na na rural. Até meu pai era um taxista, mas a família ficava no sítio trabalhando, fazendo serviço rural. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. A família toda trabalhava, o senhor fala assim: "Só o senhor, o senhor Tem irmãos. A mãe trabalhava lá no sítio. Quem que trabalhava lá? Que que fazia? PARTE AUTORA: Ah, na realidade, no sítio todo mundo trabalhava, né? A mãe trabalhava um pouco, mas ia embora para casa para fazer as coisas de casa, marmita, comida, essas coisas e voltava. Todo mundo trabalhava no sítio. Antigamente ninguém ficava parado, sempre tinha alguma coisa para fazer. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Senhor, o senhor é em quantos irmãos, senhor Israel? PARTE AUTORA: Nós éramos em cinco, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): certo? Aí todos os cinco trabalhavam ou tem algum tinha algum menor que só foi incluído depois? quando cresceu? PARTE AUTORA: Não, todos trabalhavam. Eu sou o caçula da família. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Ah, entendi. O senhor começou a trabalhar no sítio mesmo, ajudar o pai a fazer as coisas? O senhor tinha quantos anos, senhor Israel? PARTE AUTORA: Olha, doutora, eu já com 6 7 anos eu já ia para lida, porque quem nasce num sítio não não tem esse tinha o privilégio de ficar em casa igual hoje um uma criança, um menor tem sempre tinha alguma coisa fazer, ia tratar de porco, ia tocar o gado para pra mangueira, ajudar a tirar leite e Tá igual diz aquele jogar milos pra galinha, sempre trabalhando. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. O senhor falou que até ali quando o senhor fez uns 18, 19 anos, o senhor trabalhou no sítio? PARTE AUTORA: Sim, PARTE AUTORA: até uns anos 90, mais ou menos. Então, PARTE AUTORA: 90, 91, coisa assim. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. No sítio nosso. Aí eu fui trabalhar com o meu tio na chácara dele. PARTE AUTORA: E aí, meu pai vendeu essa ch— E aí eu fui pra chácara do meu tio, porque naquele tempo serviço na cidade fácil, né? PARTE AUTORA: Aí eu trabalhei até uns 22 anos com meu tio. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Até 92, 93, mais ou menos. PARTE AUTORA: Por aí, 93. Por aí. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Quando o sítio, o tio comprou o sítio, você trabalhava no pai, depois ia lá ajudar ele. Como que ficou essa situação? Como que era? PARTE AUTORA: Sim, porque a família sempre foi unida, né? Meu tio sempre foi uma pessoa muito boa, então tinha, ele queria fazer alguma coisa no sítio, não tinha, tinha um que era de idade, não conseguia fazer e a gente ia lá separar gado, vacilar gado, a parte da mangueira, passar aquele tempo falava ará, arará a terra no meio da mandioca, ar no meio da amora, eh cortar galinha de amora, tratar de bicho da ceda, a gente ia para lá, ganhava aquele tempo, como se diz o outro, ganhava a diária dele, né? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Aí o senhor até até quando o seu pai vendeu o sítio, eh, fazia fazia essa dupla jornada para ajudar o tio, trabalhava no pai e depois ia pro sítio. Aí depois que seu pai vendeu o sítio. Aí você ia só no tio até 9, até o ano 93, mais ou menos. PARTE AUTORA: Isso, até o ano 93, 94, que aí meu tio, a gente vai ficando um pouco mais velho, ficando rapazinho, a gente se quer arrumar alguma coisa na cidade aí, onde é que eu fui procurar alguma coisa na cidade para fazer? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Aí a partir dessa época o senhor trabalhou só na cidade? PARTE AUTORA: É, a partir dessa época eu ainda trabalhava um pouco na cidade, que é aquele tempo eu trabalhava numa venda, né, que era moleque, mas trabalhava numa venda. Fim de ser semana ia para esse sítio do meu tio e ajudava assinagado enquanto podia trabalhar no sítio. Aquela história, eu saí do sítio, mas o sítio não tinha saído de mim. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Entendi. Se seu Israel, mas assim, exclusivo rural até um 92 93 de 12 anos de idade, antes a gente fala, né? Uns 8 anos de idade até 92, 93, o senhor trabalhou só rural. Depois dessa época ficou mais rapaz que aí foi pra cidade. PARTE AUTORA: Isso até os eu acho que até os 94. Eu trabalhei no sítio, só no sítio, saía cedo, só voltava de noite para casa, trabalhava no sítio. Aí depois vinha pra cidade, arrumei o servizinho na cidade, mas sempre ajudando alguma coisa no sítio. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Eh, o senhor lembra o tamanho da propriedade do seu pai e do seu tio? PARTE AUTORA: Olha, eu não lembro esse negócio aquele falava hectares. Eu não, nunca não vou te falar para você que eu lembro. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Fusando até hoje com esse negócio de hectare alqueira, né? Tem lugar que é alqueira, tem lugar que é— PARTE AUTORA: não, mas não tem problema não. Mas Era propriedade pequena, média, grande, PARTE AUTORA: era propriedade pequena. Aquele tempo existia só muito mais propriedade pequena, né? Aonde é que você fazia variedades de plantil para aproveitar bem um maquinário que era utilizado nas propriedades ou era só mesmo serviço braçal? PARTE AUTORA: Olha, aquele tempo nosso era mais serviço braçal, até plantava com máquina de plantar milho. PARTE AUTORA: Arat terra era arado no burro, um animal. Cortava mora, cortava com ferrinho mesmo, limpava barracão no braço, na raça. Era desse— INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Nem nem a chácara do seu pai, nem a do seu tio tinha funcionário ou era funcionário registrado. Era só vocês mesmo que que auxiliava ali. PARTE AUTORA: Só a família. Não tinha ninguém que trabalhava só que tinha que dar conta. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Entendi. Então tá joia, seu Israel. Muito obrigada pelo depoimento do senhor, tá? PARTE AUTORA: Eu que agradeço, doutora. Muito obrigado. DEPOIMENTO DO INFORMANTE (JESUS MOLINA DE OLIVEIRA) INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Bom dia. Estamos fazendo a gravação de testemunha com relação à aposentadoria por tempo de contribuição com reconhecimento de período rural remoto do senhor Israel Molina. Senhor, como testemunha, pode me falar seu nome completo? INFORMANTE (Jesus Molina de Oliveira): Meu nome é Jesus Molina de Oliveira. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Senhor Jesus, eu vou est fazendo a gravação do senhor, tá? O senhor tem algum parentesco? É parente, amigo ou inimigo do senhor Israel? INFORMANTE (Jesus Molina de Oliveira): Não, ele é Meu, ele é meu amigo e meu sobrinho. Meu sobrinho. Tá, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): entendi. Vou est fazendo a gravação do senhor, então, juntar no processo. O senhor como informante não tem o mesmo peso que uma testemunha em razão do parentesco. Mas eu peço que o senhor diga a verdade dos fatos para esclarecer o máximo o juízo que for necessário, tá? INFORMANTE (Jesus Molina de Oliveira): É certo. Pois não. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Eh, o senor o senhor Israel, como como é sobrinho, não adianta eu falar, o senhor conhece ele desde quando? Desde que nasceu também. Desde nascimento. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Mas vamos lá. Con relação a período de trabalho. Ural. O senhor sabe quando ele começou a trabalhar, onde ele trabalhava? Explica um pouquinho isso para nós. INFORMANTE (Jesus Molina de Oliveira): Veja bem, antes deu, antes dele trabalhar comigo, eu comprei uma chácara em 83, um citinho, três alqueires, aqui perto na estrada pedreira, aqui perto de Nova Esperança. E desde então eu usei ele para trabalhar comigo lá, para ajudar a limpar chácara, que ela tava suja, ela abandonada, tava suja. Então ele me me ajudou lá desde 83 e tava sempre trabalhando comigo, mexia com gado, plantação de milho e e um pouquinho de bicho da seda que eu tinha. As coisinhas que eu fazia lá, eu precisava de pagar para alguém. Então eu tinha ele comigo lá, pagava alguma coisinha para ele, que era sobrinho, tava comigo. Então ele me ajudou lá desde 83 até 91, 92, INFORMANTE (Jesus Molina de Oliveira): que não tem exatamente, mas e eu vendi essa chácara de 2005 até. 2005 eu tive a escritura e meu nome, aí eu passei para— INFORMANTE (Jesus Molina de Oliveira): a gente desde então— INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): entendi, mas lá até 91 92 ele ficou com o senhor de 83 que foi quando o senhor comprou até 91 92 nesse período ele ajudava só o senhor lá ou tinha sítio de pai de alguém que ele também fazia parte assim ajudava INFORMANTE (Jesus Molina de Oliveira): nesta época o pai dele ainda continuava com a chácara que é hoje o conjunto da nossa esperança saindo pro barão de Luciena e eles trabalhavam também com o pai dele. Mas outros dois irmãos dele trabalhavam com o pai. entende naquilo que precisava, criava um pouco, mexia com gado e, enfim, fazia vida rural lá dentro da chácara e na medida do possível ele trabalhava o necessário, o mais necessário comigo de 2 de 83 a 92, mas ele ajudava alguma coisa o pai dele também lá. Eles moravam lá no sítio, eles moravam lá e muito tempo depois que eles venderam a chácara, aí eles ficaram na cidade. Eh, mas ele comigo, ele trabalhou, na verdade, ele sempre esteve atento de 83 mais ou menos para 84 até 91 92 sempre lá na INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. INFORMANTE (Jesus Molina de Oliveira): ajudando com gato, com com as coisas miúdas que a gente fazia lá, ele me ajudava direto, porque eu trabalhava no cartório na época, yo não tinha tempo, eu deixava ele lá às vezes porque— INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): entendi— INFORMANTE (Jesus Molina de Oliveira): nem caseiro não tinha direito ainda, então ele ficava lá para mim há alguns anos ele me deu uma força lá, depois veio caseiro, ele ajudando, mas sempre teve lá. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Entendi. Com relação ao sítio do pai dele. O senhor lembra o tamanho que era? INFORMANTE (Jesus Molina de Oliveira): É, era uma chácara. É uma chácara assim. Eh, era tão, era tão cháara que era dentro da cidade ela. Eles, eles moravam lá e eles estudavam na cidade e parece que era 2 ao 15:25. 2:25. E a minha cha a minha e aí era assim, eles mexiam muito com INFORMANTE (Jesus Molina de Oliveira): com pegar carroça. Com carroça, pegar eh Eh, comida para porco e buscar na cidade e levar e carpa, no aquele meio daí ele mais certo mesmo. Ele mais outro irmão dele e eles faziam lá e eu usava ele na minha chácara a maior parte. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Na chácara do senhor, depois que ele saía da chácara do pai, ia lá para para cuidar pro senhor, era só ele que ia ou algum dos outros irmãos dele ia? INFORMANTE (Jesus Molina de Oliveira): Não. O que me deu uma mão mesmo lá foi ele. Foi ele. É o que tava mais disponível. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Aí os demais ficava mais exclusivo lá no no do pai. Ele dava uma ajuda num período e depois ia para para cuidar o do senhor. INFORMANTE (Jesus Molina de Oliveira): Exatamente. Exatamente. INFORMANTE (Jesus Molina de Oliveira): Então a minha chácara a minha, perdão, a minha chácara tinha três alqueles, certo? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. INFORMANTE (Jesus Molina de Oliveira): Diversifiquei alguma coisa lá dentro da chácara, milho, eh, verdura, porco e nós mexíamos com tudo isso lá. Cerca, nós faziam cerca. Ele me dava a mão porque eu tinha meu horário para cumprir o cartório. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Hum. Entendi. INFORMANTE (Jesus Molina de Oliveira): Entendeu? Era era ele era direto comigo. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Aí dava dava prestava os cuidados principal lá para chácaro pro senhor. INFORMANTE (Jesus Molina de Oliveira): Sim, sim, sim, sim. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Então, seu Molina, muito obrigado pelo depoimento do senhor. Tá bom. Espero ter ajudado o juízo para esclarecer todas as dúvidas com relação ao período, tá? INFORMANTE (Jesus Molina de Oliveira): Eu tô à disposição. Se precisar mais alguma coisa, você manda, pode me procurar que eu tá— INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): OK. INFORMANTE (Jesus Molina de Oliveira): Po, pode falar. Se algcer alguma coisa, eu tô aqui à disposição, tá? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): OK. DEPOIMENTO DA TESTEMUNHA (DEVAIR GALANI) INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Então desligar o meu também. Vai acompanha no silencioso aí. Só como é que toca aí você. Bom dia. Estamos aqui para fazer a gravação da testemunha com relação à aposentadoria por tempo de contribuição e reconhecimento de período rural remoto do senor Israel Molina. Como que é o nome do senhor? TESTEMUNHA (Devair Galani): Devair Galani. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Senhor seu Devair. Eh, o senhor é amigo íntimo, inimigo ou é algum parente do senhor Israel? TESTEMUNHA (Devair Galani): conhecido, né? A gente eh tinha um sítio, eles do lado do eh do rio, do lado de lá, saia na outra estrada e a gente conhece a família deles e de de sempre, né, que tiveram aí, né? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Mas não é frequentador da casa dele, de sempre na casa dele não, TESTEMUNHA (Devair Galani): não. A gente não, a gente se via quando a gente ia pescar no fundo do rio, a gente sempre se via. Então a gente já conhece eles. Conheci o irmão dele no tempo da escola. A família toda a gente conheceu. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Vou fazer a gravação do senhor, então. Como testemunha, tá? O senhor tem o dever de dizer a verdade sobre pena de correr no crime de falso testemunho. OK. TESTEMUNHA (Devair Galani): Pode. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Então, tá joia. O senhor conhece o senhor Israel desde quando seu Devair? TESTEMUNHA (Devair Galani): É, desde quando ele era criança. Conhecia a família inteira, né? Porque eu sou um pouco mais velho que ele, né? Então, na época que eles tinham um sítio do outro lado do rio que saía na outra estrada. Então, eu, e a gente tinha do lado de cá. E aí a gente quando ia pescar ou jogar futebol na região lá, a gente se encontrava. Então eu conheço ele desde quando ele tinha 10, 12 anos pra frente. Então ele já começou casa, a gente já conhecia. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Entendi. Eh, o senhor ele morava em sítio, o senhor falou, correto? TESTEMUNHA (Devair Galani): Sim, no sítio Nova Esperança, que fazia na eh na outra estrada oposto da minha, da onde eu morava. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Era sítio da família dele ou era rendado? Como o senhor o senhor sabe como que era? TESTEMUNHA (Devair Galani): Não, famí dele. Eu conheci o pai dele. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Era do pai dele o sítio. Então tá joia. Trabalhava toda a família lá. Como que era? Que que eles plantavam? Ou era gado, era leite? O senhor lembra que que era? TESTEMUNHA (Devair Galani): Na época nossa era comum as crianças trabalhar na roça, né? Então todos os chegavam da escola tinha que ir por café, tratar porco, eh mexendo com gado, se tinha ranca de amenduí, eh tempo de colheta. Depois teve um período do da seda que toda a família tinha que trabalhar porque é um serviço leve, mas a família toda tinha que colher o casulo. Em isso era um trabalho que a família inteira trabalhava. Então desde o pequeno até o mais velho trabalhava, então ele sempre trabalhou lá. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. O senhor falou que TESTEMUNHA (Devair Galani): nós trabalhamos na época, né? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Até que ano mais ou menos o senhor lembra que ele ficou lá no sítio dos pais ou até que ano que o pai dele teve o sítio, que ele ficou lá trabalhando? O senhor consegue se lembrar? TESTEMUNHA (Devair Galani): Ah, eu não lembro a data não. que que que eles saíram de lá. Não INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): entendi. Eh, ele o senhor sabe até quando ele trabalhou na roça? TESTEMUNHA (Devair Galani): Aí eu eu tenho assim uma lembrança que que ele ficou lá e eu ele já era rapazão, né? Eu acho que devia ter uns 20 anos paraa frente, eu acho, né? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Uns 21 anos, mais ou menos. Então ficou ali dos 12, mais ou menos. A gente fala 12, mas quando é família que tem sítio sempre começa antes, né? idade já. Já tá sinto, desde o pequeno até o maior, o mais velho. Vou, o bisavô, todo mundo trabalha. TESTEMUNHA (Devair Galani): Sim. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Então, o senhor acredita que ele ficou lá no Sítio do Pai até uns 21 anos, mais ou menos ali auxiliando. Depois dali, o senhor sabe para onde ele foi trabalhar ou não sabe? TESTEMUNHA (Devair Galani): Ah, eu não sei porque aí ele foi pra cidade, né? Aí na cidade INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): entendi. TESTEMUNHA (Devair Galani): Quer dizer, a gente via ele, né? Mas a gente não sabe o que a família tod— INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): não via trabalhando, né? TESTEMUNHA (Devair Galani): Até esse período o senhor via ele trabalhando no sentido do pai, mas até lá não. E a essa época a gente tinha mais contato, né, que a gente, eu também morava lá no sítio, né, depois também acabei mudando. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. No sítio do pai dele, o senhor lembra o tamanho da propriedade? Se era muito grande, o senhor se recorda mais ou menos? TESTEMUNHA (Devair Galani): Não, era pequena. Eu não lembro assim se era três, se era cinco, mas era pequena. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Ela entre três a cinco alqueira. Então fica nessa média aí, mais ou menos. Quantos alqueir? Eu não lembro. TESTEMUNHA (Devair Galani): Entendi. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Eles tinham maquinário, alguma coisa ou era só serviço braçal que eles faziam lá? TESTEMUNHA (Devair Galani): Aquela época não tinha maquinário não. Nós todos era, era tudo para sal. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Você sabe se ele contratava alguém por diário para trabalhar ou era sua família que trabalhava na propriedade? TESTEMUNHA (Devair Galani): Não, naquela época é sua família. Não tinha como, não tinha diarista naquele tempo, né? E a nossa todas elas assim, toda eh eu não lembro tanto de alguien, mas todas elas eram pequenas. Na região nossa não tem fazenda, não tem sítio grande, não. Todos eles eram pequenos. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Pequen— TESTEMUNHA (Devair Galani): trabalhava. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): seria só isso mesmo, tá? Muito obrigado pelo testemunho do senhor, tá? TESTEMUNHA (Devair Galani): Eu que agradeço. Obrigado.
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