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Tribunal
TJRS
Publicações identificadas
2 publicações
Período
set/2026
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Ata de sessão
TJRS · 2ª Turma Recursal Cível · Ata de sessão de julgamento
EXTRATO DE ATA DA SESSÃO VIRTUAL ASSÍNCRONA DE 02/09/2026 A 04/09/2026
RECURSO INOMINADO CÍVEL Nº 5011653-95.2024.8.21.0038/RS
RELATOR: Juiz de Direito JOSE LUIZ LEAL VIEIRA
PRESIDENTE: Juiza de Direito ANA CLAUDIA CACHAPUZ SILVA RAABE
RECORRENTE: CARLOS ALBERTO BORGES DE SOUSA (AUTOR)
ADVOGADO(A): JOAO FERNANDO ANTUNES OSORIO (OAB RS070317)
ADVOGADO(A): CARLOS VIEIRA FERNANDES (OAB RS118569)
RECORRIDO: SIRLEI TERESINHA DE SOUSA CASTAGNA (RÉU)
ADVOGADO(A): ANIELLE VARASCHIN GEHM (OAB RS075773)
RECORRIDO: SIMONE DE FATIMA DE SOUSA FOSCARINI (RÉU)
ADVOGADO(A): ANIELLE VARASCHIN GEHM (OAB RS075773)
A 2ª TURMA RECURSAL CÍVEL DECIDIU, POR UNANIMIDADE, NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO INOMINADO.
RELATOR DO ACÓRDÃO: Juiz de Direito JOSE LUIZ LEAL VIEIRA
Votante: Juiz de Direito JOSE LUIZ LEAL VIEIRA
Votante: Juiza de Direito ANA CLAUDIA CACHAPUZ SILVA RAABE
Votante: Juiz de Direito ROBERTO BEHRENSDORF GOMES DA SILVA
RECURSO INOMINADO CÍVEL Nº 5011653-95.2024.8.21.0038/RS
TIPO DE AÇÃO: Indenização por dano moral
RELATOR: Juiz de Direito JOSE LUIZ LEAL VIEIRA
RECORRENTE: CARLOS ALBERTO BORGES DE SOUSA (AUTOR)
ADVOGADO(A): JOAO FERNANDO ANTUNES OSORIO (OAB RS070317)
ADVOGADO(A): CARLOS VIEIRA FERNANDES (OAB RS118569)
RECORRIDO: SIRLEI TERESINHA DE SOUSA CASTAGNA (RÉU)
ADVOGADO(A): ANIELLE VARASCHIN GEHM (OAB RS075773)
RECORRIDO: SIMONE DE FATIMA DE SOUSA FOSCARINI (RÉU)
ADVOGADO(A): ANIELLE VARASCHIN GEHM (OAB RS075773)
EMENTA
DIREITO CIVIL. RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. ALEGADA CAMPANHA DIFAMATÓRIA DE IRMÃOS COM ACUSAÇÃO DE MAUS-TRATOS CONTRA IDOSA, GENITORA DO AUTOR. INFORMAÇÕES QUE SE MOSTRAM VERDADEIRAS. EXERCÍCIO REGULAR DE DIREITO. DEVER DE PROTEÇÃO À PESSOA IDOSA. IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO. RECURSO DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME:
1. Recurso inominado interposto contra sentença que julgou improcedente o pedido de indenização por danos morais, formulado pelo autor contra suas irmãs, sob a alegação de que estas teriam propagado falsas acusações de maus-tratos contra a genitora idosa.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO:
1. Há duas questões em discussão: (i) se as declarações das rés sobre o comportamento do autor em relação à genitora configuram ato ilícito passível de reparação por danos morais; (ii) se as rés excederam os limites do exercício regular de direito ao divulgar as acusações.
III. RAZÕES DE DECIDIR:
1. O boletim de ocorrência e o laudo social indicam que as declarações das rés têm respaldo nos relatos da própria genitora, que afirmou ter sofrido maus-tratos por parte do autor.
2. As rés agiram dentro dos limites do exercício regular de direito, conforme o Estatuto do Idoso, ao relatar os fatos às autoridades, não havendo prova de que tenham inventado ou distorcido os relatos da mãe.
3. O abuso de direito não se configura, pois não há evidência de que as rés agiram com o propósito de prejudicar o autor, mas sim em defesa da genitora, em situação de vulnerabilidade.
4. A ausência de ilicitude na conduta das rés afasta o dever de indenizar, uma vez que o dano moral só gera obrigação de reparação quando decorrente de ato ilícito.
IV. DISPOSITIVO:
1. Recurso desprovido.
ACÓRDÃO
A 2ª Turma Recursal Cível decidiu, por unanimidade, NEGAR PROVIMENTO ao recurso inominado, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Porto Alegre, 04 de setembro de 2026.