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Tribunal
TJRS
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2 publicações
Período
set/2026
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Ata de sessão
TJRS · 2ª Turma Recursal Cível · Ata de sessão de julgamento
EXTRATO DE ATA DA SESSÃO VIRTUAL ASSÍNCRONA DE 02/09/2026 A 04/09/2026
MANDADO DE SEGURANÇA TR Nº 5007934-20.2026.8.21.9000/RS
INCIDENTE: AGRAVO INTERNO
RELATOR: Juiz de Direito ROBERTO BEHRENSDORF GOMES DA SILVA
PRESIDENTE: Juiza de Direito ANA CLAUDIA CACHAPUZ SILVA RAABE
IMPETRANTE: RAQUEL LEAES DIAS
ADVOGADO(A): BRUNA CAROLINA PALUDO (OAB RS127467)
IMPETRADO: JUÍZO DO 5º JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DO FORO CENTRAL DA COMARCA DE PORTO ALEGRE
A 2ª TURMA RECURSAL CÍVEL DECIDIU, POR UNANIMIDADE, NEGAR PROVIMENTO AO AGRAVO INTERNO.
RELATOR DO ACÓRDÃO: Juiz de Direito ROBERTO BEHRENSDORF GOMES DA SILVA
Votante: Juiz de Direito ROBERTO BEHRENSDORF GOMES DA SILVA
Votante: Juiz de Direito JOSE LUIZ LEAL VIEIRA
Votante: Juiza de Direito ANA CLAUDIA CACHAPUZ SILVA RAABE
MANDADO DE SEGURANÇA TR Nº 5007934-20.2026.8.21.9000/RS
TIPO DE AÇÃO: Prestação de serviços
RELATOR: Juiz de Direito ROBERTO BEHRENSDORF GOMES DA SILVA
IMPETRANTE: RAQUEL LEAES DIAS
ADVOGADO(A): BRUNA CAROLINA PALUDO (OAB RS127467)
INTERESSADO: SR UNIVERSITARIO PRE-VESTIBULAR CENTRO HISTORICO LTDA
ADVOGADO(A): FELIPE MIGUEL MENDONCA FERREIRA
ADVOGADO(A): VANDRE TORRES
ADVOGADO(A): Vinicius Dornelles Batista
EMENTA
AGRAVO INTERNO. INDEFERIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA. IMPOSSIBILIDADE DE USO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. RECURSO DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME:
Agravo interno interposto contra decisão monocrática que indeferiu a petição inicial do mandado de segurança impetrado pela agravante, sob o argumento de que o mandado de segurança não é cabível como sucedâneo recursal no rito dos Juizados Especiais.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO:
A questão em discussão consiste em verificar a possibilidade de impetração de mandado de segurança contra decisão interlocutória no âmbito dos Juizados Especiais, considerando a existência de recurso inominado como meio adequado de impugnação.
III. RAZÕES DE DECIDIR:
1. O mandado de segurança não é cabível contra decisão interlocutória, pois existe recurso próprio para impugnação desta decisão, conforme art. 5º, II, da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 267 do STF.
2. A decisão atacada é passível de recurso inominado, nos termos do art. 42, caput, da Lei n. 9.099/95, o que inviabiliza o uso do mandado de segurança como sucedâneo recursal.
3. A alegação de direito líquido e certo não se sustenta, pois a fungibilidade dos recursos na conta corrente impede a comprovação da natureza salarial dos valores bloqueados.
IV. DISPOSITIVO:
Recurso desprovido.
ACÓRDÃO
A 2ª Turma Recursal Cível decidiu, por unanimidade, NEGAR PROVIMENTO ao agravo interno, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Porto Alegre, 04 de setembro de 2026.