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Tribunal
TJRS
Publicações identificadas
1 publicação
Período
set/2026
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Intimação
TJRS · 1ª Vara Cível do Foro Regional da Zona Sul da Comarca de Porto Alegre · DESPACHO/DECISÃO
IMISSÃO NA POSSE Nº 5006189-98.2025.8.21.4001/RS
AUTOR: CARLOS MIGUEL DUTRA DE AZAMBUJA
ADVOGADO(A): MICHELLE BAUMART BORGES (OAB RS095599)
RÉU: CARLA TATIANE SANTOS DE SOUZA
ADVOGADO(A): MARCIA LIZ UFLACKER LUTZ (OAB RS023555)
ADVOGADO(A): LINDA ELEM UFLACKER LUTZ (OAB RS036690)
ADVOGADO(A): ADRIANA PRASS DA SILVA (OAB RS109627)
RÉU: JADIR FAGUNDES DOS SANTOS
ADVOGADO(A): MARCIA LIZ UFLACKER LUTZ (OAB RS023555)
ADVOGADO(A): LINDA ELEM UFLACKER LUTZ (OAB RS036690)
ADVOGADO(A): ADRIANA PRASS DA SILVA (OAB RS109627)
DESPACHO/DECISÃO
Vistos.
CARLOS MIGUEL DUTRA DE AZAMBUJA opõe embargos de declaração em face da decisão do evento 59, que indeferiu o pedido de reconsideração da tutela de urgência e o pedido subsidiário de fixação de taxa de ocupação.
CARLOS MIGUEL DUTRA DE AZAMBUJA sustenta a existência de contradição na decisão embargada, ao argumento de que esta partiu do pressuposto equivocado de que o Tribunal de Justiça teria apreciado e rejeitado as novas alegações, quando, na verdade, apenas deixou de conhecê-las, por configurarem inovação recursal, remetendo sua análise ao Juízo de origem.
De fato, o acórdão deixou de examinar as alegações relativas ao contrato de locação e às oportunidades de trabalho frustadas por configurarem inovação recursal. Nesse ponto, a premissa adotada na decisão embargada merece reparo.
Contudo, a correção dessa premissa não conduz à modificação do resultado.
Ao rejeitar as teses remanescentes e manter a revogação da tutela de urgência, a Superior Instância firmou o entendimento de que estão ausentes os requisitos do art. 300 do Código de Processo Civil para a concessão da medida. Essa conclusão foi assentada na plausibilidade jurídica da tese de usucapião deduzida pelos Demandados, na posse exercida por mais de dezessete anos e na natureza existencial do dano que recairia sobre o núcleo familiar em caso de desocupação forçada.
Nesse contexto, ainda que se reconheça a impropriedade da premissa constante da decisão embargada, o resultado deve ser mantido. O argumento de que o contrato de locação e as alegadas oportunidades profissionais frustradas constituem fatos supervenientes aptos a justificar nova tutela de urgência não é suficiente, por si só, para superar o óbice fixado pelo Tribunal.
Por sua vez, o pedido subsidiário de fixação de taxa de ocupação também não comporta reconsideração. Conforme já consignado no evento 59, a pretensão pressupõe o reconhecimento provisório da injustiça da posse, questão que depende da instrução e do julgamento do mérito.
Destarte, provejo os embargos de declaração apenas para corrigir a premissa adotada, mantendo, contudo, inalterada a decisão, nos termos da fundamentação supra.
Intimem-se.
OSMAR DE AGUIAR PACHECO
Juiz de Direito