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Processo 5004145-65.2024.4.04.7003

Comunicações públicas identificadas no Diário da Justiça Eletrônico Nacional. Esta página não informa resultado ou situação processual.

Tribunal
TRF4
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2
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2026-08-27 a 2026-09-16

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2026-09-16 · TRF4

PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL Nº 5004145-65.2024.4.04.7003/PRAUTOR: MARIA APARECIDA QUINELATO LUCIANO ADVOGADO(A): PRICILA POSSIDONIO FRANCISCO (OAB PR097956) ADVOGADO(A): EDSON LOPES DE DEUS (OAB PR047792) SENTENÇA Diante do exposto, JULGO EXTINTO o processo sem resolução de mérito, nos termos do inciso VI do artigo 485 do CPC, com relação ao(s) pedido(s) de averbação dos períodos abaixo indicados, conforme fundamentação no item 1: Atividade rural 02/05/1990 a 17/05/1995 Segurada obrigatória - 01/06/2001 a 23/02/2004 - 01/04/2004 a 31/07/2005 - 03/01/2005 a 30/07/2005 Empregado doméstico: - 01/02/2006 a 31/07/2008 - 01/02/2006 a 30/08/2008 - 01/05/2009 a 30/09/2010 - 01/05/2009 a 30/10/2010 Facultativo - mediante complementação de recolhimentos: - 01/01/2013 a 30/06/2013 - 01/09/2013 a 30/11/2013 - 01/01/2014 a 31/01/2014 - 01/03/2014 a 31/03/2014 - 01/05/2014 a 31/05/2014 - 01/07/2014 a 31/07/2014 Contribuinte individual - mediante complementação de recolhimentos: - 01/11/2014 a 28/02/2022 - 01/01/2023 a 30/11/2023 (DER 24/07/2023) Tempo em benefício: 19/12/2002 a 04/01/2003 JULGO IMPROCEDENTES os demais pedidos formulados na inicial, resolvendo o mérito, nos termos do art. 487, I, do Código de Processo Civil.

2026-08-27 · TRF4

PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL Nº 5004145-65.2024.4.04.7003/PR AUTOR: MARIA APARECIDA QUINELATO LUCIANO ADVOGADO(A): PRICILA POSSIDONIO FRANCISCO (OAB PR097956) ADVOGADO(A): EDSON LOPES DE DEUS (OAB PR047792) ATO ORDINATÓRIO De ordem do juiz federal, abro vista às partes para cientificação, no prazo de 5 dias, acerca da degravação dos vídeos apresentados, produzidos pela própria parte e/ou em audiência, cujo conteúdo segue abaixo, medida esta adotada com o intuito de aprimorar e conferir maior celeridade à instrução processual. A degravação foi executada por meio do uso de inteligência artificial, seguindo de forma rigorosa a literalidade dos áudios que foram apresentados. CONTEÚDO DA DEGRAVAÇÃO: DEPOIMENTO DA PARTE AUTORA INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Dona Maria Aparecida Quinelato Luciano, né? PARTE AUTORA: Sim. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Eh, dona Maria Aparecida, a gente tá aqui num processo, né? Dentro desse processo, a senhora pede aqui um período de atividade rural. Então, eu queria saber se a senhora trabalhou em atividade rural, quando que a senhora começou e onde foi. PARTE AUTORA: Eu comecei a trabalhar com meu pai, no sítio do meu pai, eu tinha 7 anos no município lá de no sítio Nova Aliança, município de Ariranha. Hoje é Nova Aliança. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E essa propriedade do seu pai tinha quantos alqueiros? PARTE AUTORA: Dois alqueiros. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E plantava o que lá? PARTE AUTORA: Plantava arroz, café, mamona, feijão, algodão, milho. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Quantas pessoas tinha na família da senhora? PARTE AUTORA: E eu sou a mais velha, tinha sete irmãos. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Sete irmãos. E a senhora começou a trabalhar lá com que idade? PARTE AUTORA: Ah, eu comecei a trabalhar, eu tinha uns 7 anos. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): 7 anos. E o que que a senhora fazia com 7 anos lá? PARTE AUTORA: Com 7 anos eu já arrancava feijão, já limpava tronco de café, às vezes eu dava até bater arroz, colia mamona. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E a senhora ia pra escola? Não, PARTE AUTORA: eu estudava a parte da manhã e trabalhava parte da tarde. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Essa escola era perto ou era longe? PARTE AUTORA: Uns 2 km, 3 km. da minha casa pra escola a pé. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): A pé ia sozinha? PARTE AUTORA: Sim. Tinha os colega que ia junto, né? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. Essa propriedade do seu pai tinha mais gente na vizinhança ali que ia junto pra escola pra senhora. PARTE AUTORA: Sim, sim. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E a senhora ficou lá nessa propriedade até quando? PARTE AUTORA: Eu morei nessa propriedade até os 20 anos, até eu casar. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E quando a senhora cas— PARTE AUTORA: Sou fui morar no sítio do meu sogro. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E o seu sogro, ele tinha uma propriedade? Como que era essa propriedade? Senhor pode relatar pra gente PARTE AUTORA: essa propriedade do meu sogra no Rio Azul. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E tinha quantos alqueiros? PARTE AUTORA: Eu acho que oito alqueiros para mim, se não me engano. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): La fora do quê? PARTE AUTORA: Café, arroz, milho, algodão. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E a senhora ficou morando nessa propriedade do seu sogro até quando? PARTE AUTORA: Eu acho que eu fiquei nessa propriedade até o ano 90. Depois eu vim pra Jandaia. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Daí em Jandaia a senhora foi pra cidade? PARTE AUTORA: É. Daí eu tô na cidade até hoje que é Jandaia. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Ah, na propriedade do seu né? O que que a senhora fazia lá? PARTE AUTORA: Mesma coisa. Mesma coisa com liodão. Limpava troco de café, colhia café, arrancava feijão, batia feijão. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E o Quem na sua família ou na família lá do seu marido? Trabalhava na cidade? PARTE AUTORA: Se trabalhava na cidade? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Não entendi. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Trabalhava na cidade? Alguém trabalhava na cidade? PARTE AUTORA: Na cidade? Mas depois que nós viemos pra cidade, que nós começou a trabalhar na cidade, que é o meu marido que veio pra cidade antes. Não, não. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Ah, tinha gente que trabalhava para vocês boia fria, essas coisas ou não? PARTE AUTORA: Não, senhor. Era só nós. mesmo que trabalhava só com a família mesmo. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): A senhora disse que a senhora era mais velha, né? Os seus irmãos mais novos PARTE AUTORA: não trabalhavos de vez em quando eles iam também ajudar, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): tá? Mas a partir dos 6 anos de idade, 7 anos. PARTE AUTORA: 7 anos. A partir dos 7 anos. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá, entendi. OK. Vamos, vamos ver as testemunhas. V. DEPOIMENTO DA TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO) INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Boa tarde, seu José. Tudo bem com o senhor? TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): Boa tarde. Tudo bem com você? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tudo certo, seu José. O senhor pode falar o nome completo do senhor, por favor? TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): José Carlos Marinho. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Se José, eh, o senhor é parente da dona Maria Aparecida Quinelato Luciano? TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): Não. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Nós vamos fazer perguntas pro senhor. O senhor não pode mentir. Sou pena cometer crime de falso testemunho. Eu tenho que alertar o senhor. Então, a partir de agora o senhor tá sobromisso. TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): É verdade. Tá bom. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): O quê? Quanto que o senhor conheceu a dona Maria Aparecida? Faz tempo? TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): Faz a gente morava no sítio lá em Nova Aliança. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Aí esse sítio, eh, ele ficava uma estrada, como que era? É, é lá no município de Nova Aliança, mas em que localidade lá? TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): Então, eh hoje Nova Aliança é município de Ariranha, né? Ariranha é é o município e a estrada que tinha lá é A gente passava para ir no nosso sítio em frente aos sítios deles. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Ah, você lembra o nome da estrada ou não? TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): Não, ela não tinha. Era, tinha assim, eh, a estante que vinha de Ariranha, a Nova Aliança não tinha. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Ah, era patrimônio, né? TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): É. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E na propriedade deles lá, o que que tinha que cultivava lá? TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): Não, na época era café, milho, arroz, feijão, algodão, mamona. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. O senhor disse que eles tinham um sítio, né? Quantas pessoas tinhaam na a família deles. TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): Então, era o casal e mais sete filhos, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): tá? Os filhos, né? Eles trabalhavam também ou não? TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): Pois é. Eh, trabalhava, mas quem quem trabalhava mais era que nem a a Sida era mais a mais velha, né, na época, né? Daí ela que ajudava mais na na lavrura. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. Aí com que idade que ela começou a trabalhar? Senhor sabe? TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): 7 anos. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): 7 anos. E com 7 anos ela ela fazia o que lá? Qual que é a atividade dela? Onde TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): Era era arrancar feijão, eh, limpar tronco de café, quebrar milho, essas coisas da roça assim, né? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Ela estudava ou não? TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): Estudava sim. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E estudava de manhã, à tarde? TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): De manhã na Nova Aliança. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Senhor ia pra escola. TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): O nome da escola não lembro. Não lembro, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): tá? E ela ia pra escola de manhã, então ela só trabalhava no período da tarde, correto? TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): Chegava da escola e ia pr pra roça. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Nem. E essa escola era perto ou era longe? TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): Lá era dava 2 km um pouquinho da da casa dela. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E a pé TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): a pé. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E na família dela alguém trabalhava na cidade? TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): Não. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Ela ficou morando lá nessa propriedade até quando? TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): Até o casamento dela. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Isso. Que ano que ela casou? Você lembra? Mais ou menos? TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): Não, não, não lembro porque em 83 eu vim embora de da região lá. Sa vim para INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. Aí o senhor o senhor não teve mais contato com a família? TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): Não. Sim, a gente tinha contato sim de conhecimento, né? Assim, mas assim já não morava perto mais. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Tá. O senhor não sabe depois que ela casou a propriedade rural que ela foi morar, o senhor não sabe. TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): É, ela foi morar com o sogro dela na na no mesmo município lá. Mas aí assim a gente já tinha mais menos, né? Só se encontrava quando ia para lá assim, entendeu? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Entendi. Doutora, alguma pergunta? ADVOGADO(A) DA PARTE AUTORA: Não. Sim. Eh, obrigado, Silêncio. Eh, seu José O senhor se recorda eh ali de presenciar a dona Maria trabalhando na atividade rural com os pais? TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): Sim. ADVOGADO(A) DA PARTE AUTORA: Tá. Eh, o senhor comentou que ela depois que casou ela foi pro Sítio do Sogro. O senhor se recorda o nome do sítio do O nome do sogro, na verdade TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): sogro era João Antônio Luciano, sogro dela. ADVOGADO(A) DA PARTE AUTORA: Isso. E onde ficava esse sítio? TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): No Rio Azul. ADVOGADO(A) DA PARTE AUTORA: No Rio Azul. TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): É isso. ADVOGADO(A) DA PARTE AUTORA: Eh, ali nesse sítio ela residia com quem? TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): Tanto é ela e o marido e aí morava o sogro dela e a sogra e mais dois dois filhos que era solteiro do do so É, filha do sogro dela, né? Sobrada. ADVOGADO(A) DA PARTE AUTORA: E ali, qual que era o cultivo de lavoura, senhor? TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): Era o mesmo. Arroz, feijão, milho, café. ADVOGADO(A) DA PARTE AUTORA: Uhum. E assim, o senhor comentou que o senhor tinha conhecimento porque iria a visitava a cidade ali onde ela residia. TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): Correto. É. ADVOGADO(A) DA PARTE AUTORA: E o senhor tem conhecimento até quando que ela ficou nessa cidade? TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): Eu não tenho conhecimento. ADVOGADO(A) DA PARTE AUTORA: E depois que desse sítio, o senhor sabe para onde ela foi? Depois do sítio do sogro. TESTEMUNHA (JOSÉ CARLOS MARINHO): Ela veio pr Jandaia. ADVOGADO(A) DA PARTE AUTORA: Veio pr Jandaia. Perfeito. Sem mais perguntas, silêncio. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Ok, DEPOIMENTO DA TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE) INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Boa tarde. Tudo bem com a senhora? TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): Tudo bem. Boa tarde. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Eh, a senhora pode falar o nome completo da senhora? TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): Maria Madalena Catânio Pilone. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Dona Maria Madalena, eh, a senhora é parente da dona Maria Aparecida Quinelato, Luciano. TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): Não, a gente conheceu ela há muito tempo, mas não sou parente não. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Ah, tá. Então nós vamos fazer perguntas pra senhora. A senhora não pode mentir sobre pena cometer crime. de falso testemunho. A senhora tá compromissada a dizer a verdade. Tá bom. TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): Tá bom. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tudo bem. Senhor entendeu, né? TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): Uhum. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Eh, senhor disse que conheceu ela há muito tempo. Onde se deu esse conhecimento? TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): A gente se conheceu. Eu conheci ela desde pequena, né? Lá em no distrito de Ariranha, na Nova Aliança. O sítio do pai dela era lá. Nova Aliança. A gente conheceu eles lá. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Essa propriedade do pai dela era grande, era pequena, como que era? Dois é o quê? INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E o que que tinha no na propriedade deles lá? TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): Tinha arroz, feijão, milho, plantava mamona, plantava algodão, café. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E a família dela era grande ou não? TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): Ah, era o pai, a mãe e mais seis irmãos. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. Ela ela era a filha mais nova, mais velha? TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): É a mais velha. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Mais velha. E quando que ela começou a trabalhar lá, senhora, Sara? TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): Ah, ela começou a trabalhar desde 7, 8 anos, né, que aquele tempo trabalhava novinha, né, na INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E o que que ela fazia com 7, 8 anos de idade? TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): É, ela trabalhava, limpava tronco, ajudava o pai na na colheita, limpava tronco de café, ajudava a colher algodão, dobrar milho, quebrar milho. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E ela estudava ou não estudava? TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): [inaudível] INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E ela estudava numa escola perto, longe, na cidade, onde era? TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): Ah, era no patrimônio da 2,m5 K 3 INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E ela ia como sozinha a pé. Ia TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): Ia a pé. Ia a pé. Sempre tinha os coleguinha, né, que ia junto. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. Na família dela alguém trabalhava nessa nesse patrimônio na cidade ou não? TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): Não. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Pai dela só vivia daquilo que ele obtinha lá no sítio. TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): Sim. O que tinha no sítio. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E eles contratavam terceiros para ajudar lá ou não? TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): Não. Não, não, não. Era só eles mesmos. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E até quando a família dela permaneceu nesse sítio? TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): Eles permanecem lá até hoje. Ela ela ela ficou nesse sítio até casar, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): tá? E ela casou e foi para onde? TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): Ela foi morar no sítio do sogro dela. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E a senhora conhece o sogro dela? Tudo? TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): Eu conheci o sogro dela. Era seu João Luciano. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Tá. E a senhora foi lá na propriedade? deles. TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): É, a gente passava por perto também, INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): tá? E a propriedade deles tinha o quê? Que tipo de cultivo eles tinham lá? TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): Tinha a mesma coisa. Tinha arroz, eles plantavam arroz, feijão, tinha umas vaquinhas lá para tirar um leitinho do do gasto e e tinha café também. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E na propriedade do sogro dela tinha quantos alqueiros? TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): Oito alqueires. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Oito alqueiros. Tinha mais famílias morando lá ou era só o sogro e a E a dona Maria E a dona Maria Aparecida. TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): Não, era eles, né? E o sogro, a sogra e mais dois cunhado solteiro que morava dentro assim na na casa enquanto. Não tinha assim porcenteiro lá, não tinha não. Não, não. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Eles também não contratavam gente para trabalhar lá TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): também não. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): E a a dona Maria Aparecida, ela ficou morando lá na propriedade do sogro até quando? TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): Até em 90. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): A em 90 ela foi para onde? TESTEMUNHA (MARIA MADALENA CATÂNIO PILONE): Ela veio paraa Jandaia. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Jandaia do Sul. INQUIRIDOR (JUIZ(A) FEDERAL / CONCILIADOR / ADVOGADO): Doutora, alguma pergunta? ADVOGADO(A) DA PARTE AUTORA: Sem perguntas, excelência.

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