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5002822-85.2026.4.04.7122

Comunicações públicas identificadas no Diário da Justiça Eletrônico Nacional. Esta página não informa resultado, situação processual nem partes envolvidas.

Tribunal
TRF4
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Período
set/2026

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  1. Intimação

    TRF4 · 2ª Vara Federal de Gravataí · DESPACHO/DECISÃO

    PROCEDIMENTO COMUM N&ordm; 5002822-85.2026.4.04.7122/RS AUTOR: TELMO KRAUSE ADVOGADO(A): ALEXANDRA LONGONI PFEIL (OAB RS075297) ADVOGADO(A): ANILDO IVO DA SILVA DESPACHO/DECIS&Atilde;O Vistos em decis&atilde;o de saneamento e organiza&ccedil;&atilde;o. Cuida-se de a&ccedil;&atilde;o de natureza previdenci&aacute;ria em que a parte autora busca a tutela jurisdicional para a revis&atilde;o de benef&iacute;cio de aposentadoria. Forte nos arts. 10 e 357 do CPC, imp&otilde;e-se delimitar algumas quest&otilde;es de fato e de direito com repercuss&atilde;o na atividade probat&oacute;ria, adotando-se, preliminarmente - e sujeito &agrave; retifica&ccedil;&atilde;o/complementa&ccedil;&atilde;o superveniente, de of&iacute;cio ou por provoca&ccedil;&atilde;o das partes -, as premissas a seguir. 1. Do tempo especial. Analisando os autos, sumariamente, verifica-se que a parte autora postula o reconhecimento de per&iacute;odos de labor especial, indicando ter desempenhado suas fun&ccedil;&otilde;es em contato com agentes nocivos. Ressalta-se que &eacute; dever da parte autora trazer aos autos as provas que entender necess&aacute;rias &agrave; comprova&ccedil;&atilde;o da especialidade pretendida. Havendo per&iacute;odos comuns n&atilde;o reconhecidos pelo INSS, estes tamb&eacute;m dever&atilde;o ser indicados. Esclarece-se, desde j&aacute;, que o eventual pedido de requerimento de expedi&ccedil;&atilde;o de of&iacute;cios &agrave;s empresas ativas onde prestado o labor especial apenas ser&aacute; deferido na hip&oacute;tese de comprova&ccedil;&atilde;o da negativa da empresa em fornecer os documentos ou da demora injustificada no atendimento da solicita&ccedil;&atilde;o, porquanto &eacute; &ocirc;nus das partes trazerem ao feito as provas dos fatos alegados. Destaque-se que as empresas t&ecirc;m o dever de fornecer a documenta&ccedil;&atilde;o referente aos per&iacute;odos em que o(a) autor(a) nelas trabalhou, cabendo-lhe, por sua vez, a apresenta&ccedil;&atilde;o destes documentos em ju&iacute;zo. Salienta-se, ainda, que o mero encaminhamento de mensagem eletr&ocirc;nica (e-mail), sem resposta ou comprova&ccedil;&atilde;o de leitura pelo destinat&aacute;rio/respons&aacute;vel, por parte da empresa, n&atilde;o comprova sua negativa no atendimento &agrave; solicita&ccedil;&atilde;o de envio de documentos, porquanto n&atilde;o h&aacute; certeza de que a empresa tenha recebido a mensagem eletr&ocirc;nica encaminhada. Deve ser comprovada, ainda, a reitera&ccedil;&atilde;o das tentativas de obten&ccedil;&atilde;o dos documentos perante as empresas (mediante o envio de e-mail com a comprova&ccedil;&atilde;o de leitura pelo destinat&aacute;rio, sendo insuficiente, para tanto, a mera demonstra&ccedil;&atilde;o de que expediu carta pelos correios com comprovante de entrega), sob pena de indeferimento de eventual pedido de oficiamento e julgamento do processo no estado em que se encontra. Estando a(s) empresa(s) inativa(s), essa condi&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ser comprovada mediante juntada, de forma cumulativa, da (i) Consulta P&uacute;blica ao Cadastro Geral de Contribuintes de Tributos Estaduais RS relativa ao CNPJ da MATRIZ da empresa, bem como comprovar que o aludido CNPJ diz respeito &agrave; MATRIZ da empresa, mediante juntada (ii) de Comprovante de Inscri&ccedil;&atilde;o e de Situa&ccedil;&atilde;o Cadastral da Receita Federal. Obs. 1: A juntada apenas do comprovante/extrato da Receita Estadual &eacute; insuficiente, j&aacute; que n&atilde;o indica se o n&uacute;mero do CNPJ a que se refere diz respeito &agrave; matriz ou filial da empresa (por essa raz&atilde;o a necessidade da juntada do Comprovante de Inscri&ccedil;&atilde;o e de Situa&ccedil;&atilde;o Cadastral da Receita Federal). Obs. 2: A juntada apenas de Certid&atilde;o de Baixa da Receita Federal &eacute; insuficiente, j&aacute; que n&atilde;o indica se o CNPJ a que se refere diz respeito &agrave; matriz ou filial da empresa. Obs. 3: N&atilde;o ser&aacute; considerada empresa inativa quando n&atilde;o for comprovada a baixa da respectiva matriz e/ou caracterizada a sucess&atilde;o empresarial (ex: transforma&ccedil;&atilde;o, fus&atilde;o, cis&atilde;o, incorpora&ccedil;&atilde;o), pois a empresa sucessora &eacute; respons&aacute;vel pelas obriga&ccedil;&otilde;es trabalhistas dos empregados da empresa sucedida, nos termos dos art. 10, 448 e 448-A da CLT. Obs. 4: Caso n&atilde;o haja respeito integral &agrave; forma acima estipulada, por ser &ocirc;nus da parte autora a comprova&ccedil;&atilde;o de tentativa de obten&ccedil;&atilde;o do referido comprovante e tratar-se de documenta&ccedil;&atilde;o indispens&aacute;vel ao conhecimento da causa (servi&ccedil;os gratuitos oferecidos nos links: <https://solucoes.receita.fazenda.gov.br/servicos/cnpjreva/cnpjreva_solicitacao.asp> e <https://www.sefaz.rs.gov.br/consultas/contribuinte>, ser&aacute; julgado o processo no estado em que se encontra quanto ao pedido de reconhecimento da especialidade do labor referente ao(s) correspondente(s) per&iacute;odo(s). Verificada tal circunst&acirc;ncia, ser&aacute; poss&iacute;vel, ent&atilde;o, a utiliza&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do do laudo de condi&ccedil;&otilde;es ambientais de trabalho referente &agrave; empresa baixada e, na sua falta, relativo &agrave; empresa similar, cuja c&oacute;pia integral (portanto, com todas as respectivas p&aacute;ginas) dever&aacute; ser, necessariamente, trazida ao feito pela parte autora, desde que contenha a mesma fun&ccedil;&atilde;o desempenhada pela parte autora na empresa extinta, contendo informa&ccedil;&otilde;es acerca do setor em que trabalhava e/ou o equipamento manuseado pelo segurado, de modo a propiciar a verifica&ccedil;&atilde;o da correla&ccedil;&atilde;o entre a sua profiss&atilde;o, cargo ou especialidade e a atividade avaliada pela empresa similar. Destaca-se que a similaridade das empresas deve ser tanto em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s atividades, como ao porte dos empreendimentos e &agrave; fun&ccedil;&atilde;o do empregado. Dever&aacute; a parte autora, ainda, indicar a localiza&ccedil;&atilde;o precisa no laudo (evento, nome do arquivo e as p&aacute;ginas) da(s) avalia&ccedil;&atilde;o(&otilde;es) do(s) agente(s) nocivo(s). Frisa-se que a busca da prova por similaridade dever&aacute; ser efetuada pela parte autora, inclusive junto ao banco de laudos da Justi&ccedil;a Federal (pesquisa atrav&eacute;s do site: https://www2.jfrs.jus.br/laudos-periciais/), do sistema Eproc (busca pelo advogado no Menu do Eproc, pelo caminho Laudos T&eacute;cnicos > Consultar Laudos T&eacute;cnicos), ou mediante pr&eacute;vio cadastramento e consulta ao JusPrev (https://www.jfrs.jus.br/ex/cax/jusprev/), uma vez que se trata de &ocirc;nus da parte a juntada das provas que entender cab&iacute;veis, as quais ser&atilde;o avaliadas t&atilde;o somente no momento da realiza&ccedil;&atilde;o da senten&ccedil;a, j&aacute; que n&atilde;o cabe a este Ju&iacute;zo instruir o processo em favor de quaisquer das partes, sob pena de comprometimento do princ&iacute;pio da imparcialidade. Registre-se, no ponto, a inaptid&atilde;o para fins de prova pericial por similaridade de laudos periciais produzidos em a&ccedil;&otilde;es previdenci&aacute;rias pret&eacute;ritas visto que n&atilde;o raro padecem de defici&ecirc;ncias e lacunas de ordem formal - sua produ&ccedil;&atilde;o n&atilde;o conta com a participa&ccedil;&atilde;o ativa da empresa periciada, por meio da formula&ccedil;&atilde;o de quesitos e indica&ccedil;&atilde;o de assistente t&eacute;cnico, nem permite a impugna&ccedil;&atilde;o de seu resultado de forma diferida, em viola&ccedil;&atilde;o ao contradit&oacute;rio - e material - a avalia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o reflete a complexidade da tarefa de aferir as condi&ccedil;&otilde;es ambientais de trabalho, o que envolve, al&eacute;m da an&aacute;lise do ambiente laboral pela t&eacute;cnicas adequadas de engenharia e seguran&ccedil;a do trabalho, o exame dos registros ambientais e outros documentos da empresa, sob pena de inidoneidade do resultado (obtido a partir de medi&ccedil;&otilde;es pontuais e orientadas apenas pela palavra do segurado), com desprest&iacute;gio da for&ccedil;a probante. Al&eacute;m disso, caso a parte autora tenha (i) exercido cargo gen&eacute;rico em empresa inativa, tais como servi&ccedil;os gerais, ajudante, servente, auxiliar; e (ii) inexista nos autos formul&aacute;rio com a descri&ccedil;&atilde;o das atividades e dos setores em que foi exercido o labor, dever&aacute; complementar a prova, preenchendo a declara&ccedil;&atilde;o que segue anexa &agrave; presente decis&atilde;o (link abaixo), sob pena de julgamento do feito no estado em que se encontra,a qual dever&aacute; ser impressa e preenchida: (a) pela parte autora; e (b) por at&eacute; tr&ecirc;s pessoas que tenham trabalhado nos mesmos per&iacute;odos e empresa(s), devendo ser a juntada a CTPS da pessoa declarante para comprovar esses fatos. Seguem abaixo instru&ccedil;&otilde;es de preenchimento: a) O(a) respons&aacute;vel deve ficar ciente de que a falsa declara&ccedil;&atilde;o pode acarretar implica&ccedil;&otilde;es criminais, assim como de que pode ser chamado(a) a Ju&iacute;zo para responder sobre o que l&aacute; consta; b) O(a) declarante deve preencher apenas o que souber, podendo responder parcialmente alguma indaga&ccedil;&atilde;o ou at&eacute; deixar em branco (ou at&eacute; afirmar que n&atilde;o sabe ou n&atilde;o lembra); c) A declara&ccedil;&atilde;o deve ser preenchida, preferencialmente, de pr&oacute;prio punho, com letra leg&iacute;vel, a partir da impress&atilde;o dispon&iacute;vel no seguinte link: https://bit.ly/tempespecial Caso preenchida por outra pessoa, dever&aacute; esta assinar no campo destacado e informar expressamente qual o seu v&iacute;nculo com o(a) declarante ou a parte autora. Desta forma, somente ultrapassadas todas essas fases e n&atilde;o sendo poss&iacute;vel a juntada de provas da especialidade &eacute; que poder&atilde;o ser analisados eventuais pedidos de realiza&ccedil;&atilde;o de per&iacute;cia t&eacute;cnica, as quais ter&atilde;o natureza excepcional. A excepcionalidade da realiza&ccedil;&atilde;o de per&iacute;cias t&eacute;cnicas deve-se ao fato de que a per&iacute;cia direta, a se realizar em tempos atuais, n&atilde;o possuiria condi&ccedil;&otilde;es de mensurar os agentes nocivos presentes h&aacute; distantes anos junto ao ambiente de trabalho, considerando a substitui&ccedil;&atilde;o de m&aacute;quinas, envelhecimento das m&aacute;quinas, mudan&ccedil;as de disposi&ccedil;&atilde;o, mudan&ccedil;as de layout e mudan&ccedil;a de processos produtivos. Se n&atilde;o h&aacute; raz&otilde;es para designa&ccedil;&atilde;o de per&iacute;cia direta, menos ainda haveria para designa&ccedil;&atilde;o de per&iacute;cia indireta, uma vez que, nesse caso, al&eacute;m do longo lapso transcorrido, tem-se um ambiente completamente diferente, com diferentes agentes, diferente maquin&aacute;rio - quantitativa e qualitativamente - e diferentes processos produtivos. Assim, havendo necessidade de prova por similaridade, o meio mais fidedigno poss&iacute;vel &eacute; pela apresenta&ccedil;&atilde;o de laudos t&eacute;cnicos de empresas similares contempor&acirc;neos &agrave; presta&ccedil;&atilde;o do labor cuja especialidade se quer ver reconhecida. Destaca-se que eventuais impugna&ccedil;&otilde;es ao conte&uacute;do dos PPPs e aos demais laudos de condi&ccedil;&otilde;es ambientais das empresas somente ser&atilde;o analisadas se devidamente acompanhadas de clara comprova&ccedil;&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia de equ&iacute;voco/omiss&atilde;o no seu conte&uacute;do, ou seja, somente se restar efetivamente provada a sujei&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o do autor a agentes agressivos. Meras alega&ccedil;&otilde;es de discord&acirc;ncia com o teor daqueles documentos implicar&atilde;o, desde j&aacute;, em indeferimento dos pedidos de per&iacute;cia t&eacute;cnica, uma vez que tais documentos gozam de presun&ccedil;&atilde;o relativa de veracidade. Por fim, em caso de equ&iacute;voco/omiss&atilde;o no preenchimento completo dos campos do PPP (principalmente nos campos 2, 4, 13 e seguintes at&eacute; o final do formul&aacute;rio), registro que (i) incumbe a parte autora averiguar previamente tal situa&ccedil;&atilde;o e (ii) comprovar que solicitou diretamente para a empresa/entidade a retifica&ccedil;&atilde;o de eventuais informa&ccedil;&otilde;es que estejam em desacordo com a realidade do ambiente de trabalho (mediante o envio de e-mail com a comprova&ccedil;&atilde;o de leitura pelo destinat&aacute;rio, sendo insuficiente, para tanto, a mera demonstra&ccedil;&atilde;o de que expediu carta pelos correios com comprovante de entrega), sob pena de indeferimento de eventual pedido de oficiamento e julgamento do processo no estado em que se encontra. Assim, fica a parte autora intimada, inclusive, de que, no prazo de 15 (quinze) dias, poder&aacute; anexar aos autos as provas que entender cab&iacute;veis, destacando-se que a avalia&ccedil;&atilde;o das provas ser&aacute; realizada apenas por ocasi&atilde;o da senten&ccedil;a, uma vez que &eacute; &ocirc;nus da parte a comprova&ccedil;&atilde;o do direito alegado. Caso exista pedido de reafirma&ccedil;&atilde;o da DER, dever&aacute; juntar o CNIS atualizado at&eacute; o t&eacute;rmino do prazo sobredito, sob pena de julgamento no estado em que se encontra, ou seja, com base nos elementos que se encontrarem nos autos at&eacute; o momento da conclus&atilde;o para senten&ccedil;a. Advirta-se a parte autora, no sentido de que dever&aacute; evitar a juntada de documentos em duplicidade, limitando-se a anexar aos autos elementos probat&oacute;rios que j&aacute; n&atilde;o estejam no processo administrativo ou em anexo &agrave; peti&ccedil;&atilde;o inicial. As declara&ccedil;&otilde;es por escrito dever&atilde;o ser assinadas pelas testemunhas e acompanhadas de foto na qual apare&ccedil;am portando seu documento de identidade e o documento produzido, a fim de certificar a sua autenticidade. Quando a parte autora ou alguma das testemunhas n&atilde;o souber ler ou escrever, dever&aacute; o depoimento ser prestado por escritura p&uacute;blica. Caso n&atilde;o atendidas ou atendidas apenas de forma parcial as determina&ccedil;&otilde;es supra, bem como se decorrido o prazo sem pedido de dila&ccedil;&atilde;o devidamente justificado, o feito ser&aacute; julgado no estado em que se encontra, observadas as regras referentes &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o do &ocirc;nus probat&oacute;rio entre as partes. 2. Juntada a documenta&ccedil;&atilde;o, d&ecirc;-se vista ao INSS, pelo prazo de 15 (quinze) dias. 3. Em seguida, retornem os autos conclusos.

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