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Tribunal
TJMG
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Período
ago/2026 a set/2026
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Ata de sessão
TJMG · 19ª CÂMARA CÍVEL · Ata de sessão de julgamento
EXTRATO DE ATA DA SESSÃO ORDINÁRIA PRESENCIAL DE 03/09/2026
MANDADO DE SEGURANÇA CÍVEL Nº 2800715-30.2026.8.13.0000/MG
RELATOR: Desembargador CARLOS HENRIQUE PERPETUO BRAGA
PRESIDENTE: Desembargador PEDRO CARLOS BITENCOURT MARCONDES
IMPETRANTE: JULIO CESAR FERREIRA
ADVOGADO(A): ALEXANDRE DE OLIVEIRA LISBOA (OAB MG231689)
IMPETRADO: SECRETÁRIO DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE MINAS GERAIS - ESTADO DE MINAS GERAIS
A 19ª CÂMARA CÍVEL DECIDIU, POR UNANIMIDADE, REJEITAR A PRELIMINAR E DENEGAR A SEGURANÇA.
RELATOR DO ACÓRDÃO: Desembargador CARLOS HENRIQUE PERPETUO BRAGA
Votante: Desembargador CARLOS HENRIQUE PERPETUO BRAGA
Votante: Desembargador WAGNER WILSON FERREIRA
Votante: Desembargador PEDRO CARLOS BITENCOURT MARCONDES
Votante: Juiz de Direito MARCUS VINICIUS MENDES DO VALLE
Votante: Desembargador SAULO VERSIANI PENNA
Mandado de Segurança Cível Nº 2800715-30.2026.8.13.0000/MG
TIPO DE AÇÃO: Legitimidade - Autoridade Coatora
RELATOR: Desembargador CARLOS HENRIQUE PERPETUO BRAGA
IMPETRANTE: JULIO CESAR FERREIRA
ADVOGADO(A): ALEXANDRE DE OLIVEIRA LISBOA (OAB MG231689)
INTERESSADO: CONSULPLAN CONSULTORIA E PLANEJAMENTO EM ADMINISTRACAO PUBLICA LTDA
EMENTA
EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. ANALISTA PEDAGÓGICO E PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA. EDITAL SEPLAG/SEE N° 01/2025. PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA DO SECRETÁRIO DE ESTADO DE EDUCAÇÃO. REJEIÇÃO. INSCRIÇÃO PARA VAGA DESTINADA À AMPLA CONCORRÊNCIA. DIAGNÓSTICO POSTERIOR DE TEA. RECLASSIFICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.
I. CASO EM EXAME
1. Mandado de segurança impetrado contra ato do Secretário de Estado de Educação de Minas Gerais e da CONSUPLAN, que indeferiram a inclusão do candidato na lista de portadores de deficiência. O certame tinha como objeto o provimento dos cargos de Especialista em Educação Básica – Analista Educacional e Professor da Educação Básica e foi regido pelo Edital SEPLAG/SEE n° 01/2025.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. Discutem-se: (i) a legitimidade passiva do Secretário de Estado de Educação; e (ii) se é possível a reclassificação de candidato em concluso público, em razão de diagnóstico de transtorno do expectro do autismo posterior à realização das provas.
III. RAZÕES DE DECIDIR
3. Considera-se autoridade coatora aquele que tenha praticado o ato impugnado ou da qual emane a ordem para a sua prática.
4. Não havendo delegação específica à banca examinadora para decidir sobre o deferimento de inscrição de candidatos, o Secretário de Estado que promoveu o certame possui legitimidade para figurar no polo passivo do mandamus.
5. A reclassificação de candidato com PcD após a inscrição e realização das provas viola os princípios da legalidade, impessoalidade e isonomia, ainda que o diagnóstico seja posterior.
IV. DISPOSITIVO
6. Rejeitar a preliminar e denegar a segurança.
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DISPOSITIVO RELEVANTE CITADO: LEI FEDERAL N° 9.784/99.
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, a Egrégia 19ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais decidiu, por unanimidade, REJEITAR A PRELIMINAR E DENEGAR A SEGURANÇA, nos termos do relatório, votos e notas de julgamento que integram o presente julgado.
Belo Horizonte, 03 de setembro de 2026.