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TRF1 · 13ª Vara Federal de Juizado Especial Cível da SJGO · Sentença Tipo A
PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária de Goiás 13ª Vara Federal de Juizado Especial Cível da SJGO SENTENÇA TIPO "A" PROCESSO: 1020277-20.2026.4.01.3500 CLASSE: PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL (436) POLO ATIVO: MARIA TARCILIA NAZARIO REPRESENTANTES POLO ATIVO: MICHEL HENRIQUE SILVA GUIMARÃES - GO51992 POLO PASSIVO: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS SENTENÇA Dispensado o relatório (art. 38 da Lei 9.099/95). Cuida-se de ação previdenciária por meio da qual Maria Tarcilia Nazario postula a concessão de aposentadoria rural por idade, na qualidade de segurada especial, bem como requer o pagamento das parcelas vencidas a partir da data do requerimento administrativo do benefício, solicitado em 24/07/2025. O benefício em questão encontra-se instituído pelo art. 48, caput e § 1.º, da Lei 8.213/91, fazendo-se necessária para a sua concessão a comprovação das seguintes condições: a) idade, que é de 60 anos para homem e 55 para mulher; b) condição de trabalhadora rural que se enquadre no art. 11, inciso VII, da Lei 8.213/91; c) exercício da atividade rural pelo número de meses igual ao do período de carência. Na espécie, como a autora nasceu em 14/06/1970, foi completada a idade exigida como requisito para concessão do benefício em 2025 e, por conseguinte, o período de atividade rural que deve ser comprovado é de 180 (cento e oitenta) meses, nos termos do art. 142 da Lei n° 8.213/91 (com redação dada pela Lei n° 9.032/95). Como é sabido, a demonstração do tempo de serviço, para fins previdenciários, pressupõe início razoável de prova material, complementada por prova testemunhal idônea (art. 55, § 3º, da Lei 8.213/91; súmula 149 do STJ). Ressalte-se, nos termos do enunciado constante da súmula 6 da TNU, que as provas referentes ao labor desenvolvido pelo esposo são extensíveis à autora. No caso, não há início de prova material em nome da autora razoável a respaldar o tempo de serviço rural alegado. Os documentos juntados aos autos comprovam que o marido da autora possui vínculos empregatícios no período 2006 a 2017 como empregado rural e urbano. Assim, ainda que tenham morado em zona rural e tivessem que lidar com o quotidiano típico do campo, essas circunstâncias não afastam o fato de que a subsistência da família advir do salário do marido, decorrente da prestação de serviços como empregado, não da agricultura de subsistência. Não existindo, assim, início de prova material é desnecessária a apreciação da prova oral colhida em audiência instrutória (súmula 149 do STJ). Por essas razões julgo improcedente o pedido da parte autora (art. 487, I, do CPC). Sem custas e honorários advocatícios (art. 55 da Lei 9.099/95). Defiro o pedido de gratuidade da justiça. Havendo recurso, intime-se a parte recorrida para apresentar contrarrazões no prazo legal. Após o prazo, com ou sem contrarrazões, subam os autos à Turma Recursal, nos termos do art. 1.010, § 3º, do CPC. P.R.I. GOIÂNIA, 8 de setembro de 2026.
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