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2026-09-16 · TJRR
ESCLARECIMENTOS PERICIAIS COMPLEMENTARES
Processo nº 0828505-48.2025.8.23.0010 | Página 1
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RORAIMA
3ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE BOA VISTA
ESCLARECIMENTOS COMPLEMENTARES
ENGENHARIA MECÂNICA — PERÍCIA VEICULAR
Processo
0828505-48.2025.8.23.0010
Autor
EDGAR OLIVEIRA CAMPOS
Ré
LOCALIZA RENT A CAR S.A.
Objeto
Avaliação de alegadas anomalias em veículo Peugeot 208
Perito
RODRIGO KANAZAWA PUERTAS BRITO — Engenheiro Mecânico – CREA SP
5069509455
Boa Vista/RR — setembro de 2026
ESCLARECIMENTOS PERICIAIS COMPLEMENTARES
Processo nº 0828505-48.2025.8.23.0010 | Página 2
1. ESCLARECIMENTOS PERICIAIS COMPLEMENTARES
RODRIGO KANAZAWA PUERTAS BRITO, Perito Judicial nomeado nos autos, apresenta
esclarecimentos à manifestação da parte autora do EP 104.1, em confronto com o Laudo Pericial do
EP 97.1, a petição inicial e o plano de manutenção Peugeot para veículos de passeio com motor 1.6
16V Flex, constante das páginas impressas 16 a 19, reproduzidas nas páginas 11 a 14 deste
documento compilado.
Mantém-se a conclusão de que a anomalia mecânica demonstrada nos sistemas controvertidos se
localiza no pivô da suspensão dianteira direita. Os esclarecimentos abaixo explicitam a justificativa
dos testes, o alcance do diagnóstico diferencial e a relevância do histórico de manutenção, sem
alterar a indeterminação da causa e da data de início da folga.
2. CONDIÇÕES DE SEGURANÇA E ALCANCE DA METODOLOGIA
Primeiramente, o veículo não apresentava condições tecnicamente recomendáveis de rodagem
regular, em razão da folga livre, unilateral e funcionalmente relevante no pivô dianteiro direito. Essa
condição está expressamente descrita nos itens 7.5 e 8.2, na resposta ao quarto ponto controvertido
e na conclusão IV do Laudo. A possibilidade de deslocamento do veículo não equivale à segurança
para sua utilização continuada.
Consequentemente, a extensão dos testes não poderia ser definida apenas pela pretensão de
reproduzir toda e qualquer hipótese de falha sob temperatura, carga ou velocidade mais elevadas. A
condição efetivamente constatada na suspensão impedia recomendar percursos prolongados antes
de sua correção, pelo risco de progressão da folga e comprometimento do posicionamento da roda
e do controle direcional.
Foram realizados dois percursos controlados, de aproximadamente 1,6 km e 3,4 km, associados à
inspeção estática, à leitura eletrônica e ao exame mecânico em elevador. O segundo percurso, após
a remontagem, teve finalidade confirmatória, em baixa velocidade e predominantemente em
pavimento regular, conforme item 7.8. Sua realização não constituiu liberação para circulação regular
nem demonstra que seria prudente ampliar o percurso, a carga ou a velocidade.
Esclarece-se adicionalmente que, durante a diligência, este Perito questionou o autor sobre a
percepção de trancos, solavancos ou patinamento ao dirigir, explicando este último como elevação
do giro do motor sem resposta proporcional do veículo. O autor negou perceber tais manifestações.
A negativa relatada convergiu com a ausência de anomalias nas transições de marcha durante os
percursos, a ausência de DTCs no módulo da transmissão e a inexistência de diagnóstico
documental individualizado de defeito interno desse conjunto. Nenhum desses elementos,
isoladamente, exclui todas as falhas possíveis; em conjunto, sustentam a conclusão adotada de
ausência de falha manifesta da transmissão nas condições do exame.
O item 7.8 não contém certificação irrestrita de funcionamento em quaisquer condições. A
impossibilidade de excluir defeito hipotético intermitente foi declarada, e não omitida. Essa
delimitação é compatível com a metodologia e não transforma a possibilidade abstrata de falha em
constatação de defeito.
3. IDENTIFICAÇÃO DO COMPONENTE DEFEITUOSO
A expressão “caixa de marcha/direção”, utilizada no quesito complementar, reúne componentes
distintos. A caixa de direção integra o comando de orientação das rodas; a transmissão automática
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transmite e adapta torque e rotação do motor; e o pivô integra a articulação da suspensão. A
identificação documental de um desses componentes não autoriza imputar defeito aos demais.
No EP 1.5, a anotação de 20/03/2025 refere-se à caixa de direção. A conversa de 17/02/2025
transcrita na própria inicial também menciona caixa de direção, assim como os relatórios dos EPs
26.9 e 26.10 e a NF-e nº 3.685, de 25/02/2025, do EP 26.31. Portanto, a narrativa que associa tais
elementos a defeito na caixa de transmissão não encontra correspondência na identificação técnica
documental, conforme já explicado nos itens 5.1, 7.6 e 8.1 do Laudo.
A mobilização do conjunto roda/pneu pode revelar movimento anormal sem, por si só, individualizar
sua origem. Como direção e suspensão se conectam ao conjunto da roda, é necessário observar em
qual interface ocorre o deslocamento relativo. Se a inspeção se limitar ao movimento global, sem
localização da folga, pode haver atribuição equivocada à caixa de direção de uma anomalia situada
no pivô ou em outra articulação.
No caso examinado, a retirada das rodas permitiu acesso e inspeção individualizada para diferenciar
eventual folga na direção, no pivô ou em ambos. O achado principal foi o deslocamento relativo livre
entre o pino esférico e seu alojamento, observado com a articulação ainda montada, conforme item
7.5.
Assim, atribuir à caixa de direção a folga objetivamente localizada no pivô direito constituiria erro de
localização diagnóstica. A inspeção pericial evitou essa confusão ao examinar separadamente os
componentes.
O resultado permanece firme: a folga demonstrada foi localizada no pivô dianteiro direito, sem
constatação de folga funcionalmente relevante na caixa de direção. Isso não significa exclusão de
toda falha intermitente possível nem comprovação de que todos os ruídos históricos provinham
exclusivamente do mesmo pivô. A confirmação exclusiva da origem dos sintomas pelo
desaparecimento após o reparo continua sendo a etapa de verificação indicada no item 8.1.
4. HISTÓRICO DOCUMENTADO E PLANO DE MANUTENÇÃO
PEUGEOT
4.1. Cronologia e intervalo entre os registros
Data
Hodômetro
Registro e alcance
12/11/2024
50.512 km
Aquisição do veículo, conforme quadro contratual reproduzido na
inicial.
05/12/2024
51.215 km
EP 26.8: aprovação de óleo, filtro e mão de obra, vinculada à SS
2NKUWG/10. É posterior à aquisição e não comprova,
isoladamente, revisão completa executada.
Janeiro e
fevereiro de
2025
Sem marco único
adotado
Registros de atendimento, autorizações e faturamentos relativos à
suspensão e à direção. Não equivalem, por si sós, à execução
integral de revisão periódica.
03/03/2026
59.907 km
NFS-e nº 38, OS 5092, Anexo II do Laudo: serviço descrito como
revisão preventiva com troca de óleo e filtros, no valor de R$
130,00.
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Data
Hodômetro
Registro e alcance
17/06/2026
61.677 a 61.682
km
Exames periciais; leitura eletrônica aos 61.678,6 km.
Entre os registros de 05/12/2024 e 03/03/2026 decorreram 453 dias, equivalentes a 1 ano, 2 meses
e 26 dias, com acréscimo de 8.692 km. Entre a aquisição e o término da perícia transcorreram 1 ano,
7 meses e 5 dias, com acréscimo de 11.170 km. São marcos distintos e não devem ser confundidos
com a rodagem contada a partir da reclamação de suspensão de janeiro de 2025.
A página 16 do manual determina, para o motor 1.6 16V Flex, revisões a cada 10.000 km, com
tolerância quilométrica de ±1.000 km, ou um ano, o que ocorrer primeiro. Esclarece, ainda, que a
revisão deve ser anual quando a quilometragem não for atingida. A tolerância expressa em
quilômetros não dispensa o critério temporal.
Mesmo adotando, favoravelmente à hipótese de manutenção, 05/12/2024 como marco de serviço
efetivamente executado, embora o EP 26.8 documente aprovação, o próximo marco anual seria
05/12/2025. A nota fiscal de 03/03/2026 é posterior em 88 dias. A sequência apresentada, portanto,
não demonstra revisão anual tempestiva, ainda que a rodagem entre aqueles dois registros seja
inferior a 10.000 km.
Isso não autoriza afirmar que o veículo ficou sem qualquer atendimento: os serviços de garantia de
2025 estão expressamente reconhecidos. O que não está demonstrado é a continuidade e a
integralidade da manutenção periódica prevista pelo fabricante.
4.2. Operações previstas pelo fabricante
O plano Peugeot não se resume à troca de óleo e filtros. As páginas 16 a 19 do Manual de
Manutenção e Garantia estabelecem operações regulares e substituições com periodicidades
próprias. A relação abaixo sintetiza os itens para veículos de passeio, observada a aplicação ao
motor 1.6 16V Flex e aos equipamentos efetivamente instalados.
Operação ou conjunto de operações
Periodicidade ou condição
indicada
Controle do nível e estado do líquido de arrefecimento; completar
se necessário
Operação regular das revisões, p.
16.
Controle dos níveis de fluido de freio e do reservatório do lavador
de vidros; completar se necessário
Operações regulares, pp. 16 e 17.
Controle de mangueiras, rótulas e buchas
10.000 km, p. 17.
Controle visual de transmissões, terminais de direção, rótulas,
coifas e lacres antiviolação
10.000 km, p. 17.
Controle e ajuste dos mecanismos de abertura, fechaduras e
telecomando
Operação regular e ajuste a cada
10.000 km, pp. 16 e 17.
Controle do estado da correia de distribuição
Operação regular; substituir se
necessário, p. 16.
Substituição do óleo do motor, anel do bujão e filtro de óleo
10.000 km ou um ano, p. 18.
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Operação ou conjunto de operações
Periodicidade ou condição
indicada
Controle de estanqueidade e estado do cárter do motor e do
câmbio
10.000 km, p. 18.
Controle do sistema de exaustão, incluindo coletor, juntas,
catalisador, silencioso e ponteira
10.000 km, p. 18.
Controle do desgaste das pastilhas de freio
10.000 km, conforme
equipamento, p. 18.
Controle e limpeza das lonas do freio traseiro
20.000 km, conforme
equipamento, p. 18.
Verificação dos limpadores e lavadores de vidros, ar-
condicionado, vidros e retrovisores
10.000 km, p. 18.
Verificação dos faróis, sinalização e iluminação
10.000 km, p. 18.
Verificação do estado, perfil e pressão dos pneus, incluindo
estepe; rodízio
10.000 km, p. 19.
Inspeção geral da carroceria, corrosão, ferrugem e bolhas de
pintura
10.000 km, p. 19.
Ensaio de rodagem e preenchimento dos registros de revisão
10.000 km, p. 19.
Substituição dos filtros de combustível e de ar; controle do filtro
de habitáculo
20.000 km, p. 17.
Controle dos protetores de borracha
30.000 km ou dois anos, p. 17.
Controle do estado e de vazamentos dos amortecedores
40.000 km, p. 17.
Substituição das velas de ignição
40.000 km ou quatro anos, p. 17.
Substituição do líquido de arrefecimento
80.000 km ou três anos, o que
ocorrer primeiro, p. 17.
Substituição do fluido de freio
A cada dois anos, p. 17.
Substituição dos kits de correias de acessórios e de distribuição,
com tensionadores
Para 1.6 16V Flex: 80.000 km ou
quatro anos, o que ocorrer
primeiro, pp. 18 e 19.
Verificação de estanqueidade e estado da bomba d'água
80.000 km, p. 18.
A NFS-e nº 38 documenta apenas o serviço descrito de troca de óleo e filtros, no valor de R$ 130,00.
Não individualiza inspeção do arrefecimento, verificação das articulações, controle de estanqueidade
do câmbio ou os demais controles acima. O valor cobrado não é critério de qualidade técnica; a
insuficiência probatória decorre do conteúdo e da ausência de registro detalhado das operações.
Também não se presume que verificações não discriminadas na nota necessariamente deixaram de
ocorrer.
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4.3. Manutenção e investigação causal
O baixo nível e a turbidez do líquido de arrefecimento foram constatados e fotografados na perícia,
conforme item 7.7 e Figura 8. O manual demonstra que a verificação de nível e estado integra as
operações regulares. A troca de óleo e filtros, isoladamente, não comprova que esse controle tenha
sido realizado nem que o sistema de arrefecimento estivesse adequadamente conservado na data
do exame.
Em termos gerais, a transmissão automática depende de controle térmico adequado. Nos sistemas
que transferem calor do fluido da transmissão para o líquido de arrefecimento por meio de trocador,
deficiência de circulação ou de dissipação térmica pode prejudicar o resfriamento, favorecer
superaquecimento e comprometer o funcionamento. Trata-se de possibilidade mecânica coerente
com a função dos resfriadores de transmissão, descrita na literatura técnica [1], e não de constatação
de que essa sequência ocorreu neste veículo.
A folga mecânica constatada no pivô da suspensão dianteira direita não se confunde com esse
mecanismo térmico. Isso não torna tais sistemas dispensados de manutenção: o próprio plano inclui
terminais, rótulas, coifas e buchas. A intervenção pretérita documentada na direção deve ser
considerada no histórico, sem que constitua certificação de sua condição futura ou de revisão
completa do veículo.
Mesmo se uma falha da transmissão viesse a ser constatada posteriormente, sua existência, por si
só, não demonstraria nexo causal com a ré. Seria necessário caracterizar o componente e o
mecanismo da falha, estabelecer sua cronologia e confrontar hipóteses preexistentes e
supervenientes, inclusive as condições de uso e manutenção. A lacuna documental de revisão e o
achado no arrefecimento impedem pressupor conservação integralmente comprovada, mas não
demonstram culpa do autor nem rompimento automático de nexo.
Por fim, o vencimento anual tomado como referência em dezembro de 2025 é posterior às
reclamações de janeiro e março de 2025. Não seria cronologicamente válido utilizar esse atraso
posterior como causa demonstrada dos sintomas anteriores. Os esclarecimentos de manutenção
reforçam a necessidade de investigação causal individualizada, sem modificar a conclusão original
de causa indeterminada.
5. Respostas aos quesitos complementares do EP 104.1
Quesito 1
Considerando que os testes dinâmicos realizados somaram apenas cerca de 5,0 km, em baixa
velocidade e sob condições controladas, é tecnicamente possível excluir, com o grau de certeza
necessário, a existência de anomalia intermitente ou dependente de temperatura/carga na caixa
de direção ou no sistema de transmissão, que não se manifestaria em testes de curta duração?
Não é possível excluir absolutamente uma falha que não se manifeste nas condições avaliadas. O
Laudo não formulou tal exclusão, mas concluiu pela ausência de falha manifesta da transmissão e
de folga funcionalmente relevante na caixa de direção, com localização positiva da folga no pivô
direito.
Os percursos foram limitados pela condição de segurança constatada na suspensão. A negativa do
autor quanto a trancos, solavancos e patinamento, ora explicitada, complementa a ausência de
anomalias nas transições de marcha, de DTCs pertinentes e de diagnóstico documental específico
da transmissão. A conclusão é proporcional a esse conjunto. Eventual ensaio ampliado dependeria,
primeiramente, da correção da condição insegura e da definição de hipótese diagnóstica e
parâmetros de teste, se tecnicamente necessário e determinado pelo Juízo. A limitação conhecida
não constitui evidência positiva de um defeito não observado.
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Quesito 2
Havendo divergência entre o diagnóstico técnico apresentado pela oficina Revemar
(concessionária autorizada Peugeot), mencionado na petição inicial, no sentido de que a caixa de
marcha/direção apresentava folga e que o reparo anterior fora meramente paliativo, e a conclusão
do Laudo Pericial de ausência de folga funcionalmente relevante nesses sistemas na data da
perícia, tal divergência pode ser explicada pelo decurso de aproximadamente 16 (dezesseis)
meses e de 11.170 km rodados entre os fatos narrados na inicial e a realização da perícia?
A divergência não pode ser justificada exclusivamente pelo decurso do tempo ou pela quilometragem
percorrida. O exame pericial identificou diretamente que a folga funcionalmente relevante estava
restrita ao pivô da suspensão dianteira direita, sem constatação de folga funcionalmente relevante
na caixa de direção. Portanto, atribuir à caixa de direção a folga efetivamente localizada no pivô
constitui erro de localização diagnóstica.
Essa conclusão decorre do diagnóstico diferencial realizado com elevação do veículo, movimentação
controlada do conjunto roda/pneu, retirada das rodas e inspeção individualizada dos componentes.
Constatou-se deslocamento relativo livre entre o pino esférico e seu alojamento no pivô direito. A
simples percepção de movimento ou ruído no conjunto, sem identificação direta da articulação
responsável, pode conduzir à atribuição equivocada da anomalia à caixa de direção. A inspeção
individualizada permitiu distinguir essas possibilidades e localizar a origem da folga, conforme
descrito no Laudo.
O diagnóstico pretérito apresentado não demonstra procedimento de isolamento, medição ou outro
elemento técnico que justifique atribuir à caixa de direção a folga identificada pela perícia no pivô.
Ademais, o mero transcurso do tempo e a utilização do veículo não constituem mecanismos de
eliminação espontânea de folga decorrente de desgaste. Não há, portanto, fundamento técnico para
considerar o diagnóstico anterior correto apenas em razão do intervalo transcorrido. Ressalta-se,
ainda, que a documentação referida individualiza a caixa de direção, e não a caixa de transmissão.
Os marcos indicados no quesito também exigem correção. Entre a anotação de 20/03/2025 e a
perícia de 17/06/2026 decorreram 1 ano, 2 meses e 28 dias, aproximadamente 15 meses. Os 11.170
km correspondem à diferença entre a quilometragem da compra, de 50.512 km, e aquela registrada
ao término da perícia, de 61.682 km. Considerando a leitura de 52.293 km referida para o diagnóstico
de março de 2025, a diferença até o encerramento da perícia corresponde a 9.389 km, já incluídos
os 5 km dos testes periciais. Assim, os 11.170 km não representam a rodagem entre aquele
diagnóstico e a perícia.
Quesito 3
A anotação manuscrita datada de 20/03/2025 (EP 1.5), que registra a constatação de folga interna
na caixa de direção e menciona expressamente a existência de “reparo anterior na articulação”,
é compatível com a hipótese de que a intervenção documentada na NF-e de 25/02/2025 (EP
26.31) não tenha sanado integralmente o vício, tendo sido, então, meramente paliativa?
Sim, a anotação é compatível com a hipótese de persistência de anomalia após uma intervenção
anterior; não é, contudo, prova suficiente de reparo meramente paliativo. O registro foi considerado
no item 8.1 do Laudo e não foi desqualificado por sua natureza manuscrita.
Faltam identificação precisa da articulação anteriormente reparada, descrição do procedimento,
medição de folga e demonstração de correspondência entre o reparo mencionado e a peça faturada
na NF-e nº 3.685. Esta nota comprova faturamento de caixa de direção, mas não a integralidade da
instalação ou a condição da peça removida. A coifa fixada por abraçadeira não original corrobora
intervenção pretérita, sem comprovar seu resultado. Logo, admite-se a compatibilidade da hipótese,
sem converter a descrição documental em conclusão causal ou em defeito atual da transmissão.
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Quesito 4
É possível afirmar, com a documentação disponível, que o vício hoje constatado no pivô da
suspensão dianteira direita já se manifestava, ainda que em grau incipiente, no período
compreendido entre a aquisição do veículo (12/11/2024) e o encerramento da garantia contratual
(12/02/2025), considerando a reclamação formal do Autor relativa a esse mesmo lado,
apresentada em 04/01/2025, portanto dentro do prazo de garantia?
Não é possível afirmar a identidade material entre a folga examinada em 2026 e a anomalia que
motivou a reclamação de 04/01/2025. A coincidência do lado direito, a proximidade da reclamação
com a compra e a ausência de documento específico de substituição do pivô direito aumentam a
compatibilidade histórica, como reconhecido nos itens 8.3 e 12, VII, do Laudo. Essa evidência
favorece a hipótese de continuidade, mas não individualiza o componente então defeituoso.
A própria inicial também relata ruído percebido à esquerda após a entrega de 05/02/2025, o que
impede tratar toda a sequência sintomática como registro invariável da mesma articulação. Não há
exame contemporâneo que localize a folga no pivô direito, nem acompanhamento de sua evolução.
A rodagem posterior e o histórico incompleto de manutenção limitam a reconstrução, sem provar
origem superveniente. Permanece indeterminada a data de início, inclusive quanto a eventual estágio
incipiente no período indicado.
Quesito 5
A ausência de documentos técnicos de encerramento de serviço, testes de entrega e identificação
de peças removidas relativos às intervenções realizadas pela Ré permite concluir, com segurança
técnica, que os reparos então executados foram suficientes e adequados para sanar
definitivamente o vício relatado pelo Autor?
Não. Autorizações, registros administrativos e notas fiscais não bastam para certificar integralmente
o diagnóstico, a execução e a suficiência definitiva dos reparos. Essa impossibilidade já consta dos
itens 6.3 e 8.4 e das respostas aos quesitos 16 e 23 da ré.
A ausência desses registros também não demonstra, isoladamente, que todos os serviços foram
inadequados ou que a folga atual necessariamente existia e deixou de ser reparada em 2025. São
questões diferentes: falta comprovação integral da suficiência dos serviços pretéritos; há
comprovação material de uma folga atual no pivô direito; e não há elementos suficientes para afirmar
identidade causal entre ambas. O mesmo critério documental é aplicado à NFS-e de manutenção
apresentada pelo autor, que não comprova revisão integral somente por utilizar a expressão “revisão
preventiva”.
Quesito 6
Considerando a resposta ao quesito anterior, na ausência de tais documentos técnicos, a quem
deveria ser atribuído o ônus da comprovação da correta e completa execução do serviço de
garantia: ao prestador do serviço (Ré) ou ao consumidor (Autor)?
A distribuição do ônus da prova compete ao Juízo, não ao Perito Judicial. A Engenharia Mecânica
permite explicitar quais registros seriam tecnicamente úteis para verificar a execução e o resultado
dos serviços, mas não definir a parte que deve suportar as consequências processuais de sua
ausência.
6. Ratificação das conclusões
Os esclarecimentos não alteram a localização da anomalia no pivô dianteiro direito, sua relevância
para a segurança nem a adequação da limitação dos testes às condições encontradas. A distinção
entre caixa de direção e transmissão é confirmada pelos documentos, e a ausência de falha
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manifesta da transmissão permanece apoiada nos exames, complementados pelo histórico funcional
ora explicitado.
O manual Peugeot reforça que troca de óleo e filtros não equivale, por si só, à comprovação de
revisão completa e que a periodicidade também é temporal. A documentação não demonstra
cumprimento integral e tempestivo desse plano. Isso não autoriza imputar ao autor causa específica
de defeito, assim como não autoriza atribuir à ré uma falha hipotética da transmissão sem
demonstração do mecanismo e do nexo temporal.
Mantém-se, integralmente, a solução técnica de referência e o custo orçado de R$ 1.350,00 para
bandeja dianteira direita completa com pivô, mão de obra e alinhamento, conforme orçamento nº
28160. A alternativa bilateral de R$ 2.090,00 permanece preventiva. Não há achado técnico novo
que fundamente substituição da caixa de direção ou da transmissão, nem majoração do reparo por
defeito apenas hipotético. Esses valores são estimativas de reparo, não definição do montante
indenizatório.
Permanecem indeterminadas a causa exclusiva e a data de início da folga. A caracterização do
mecanismo como não aparente ao consumidor não equivale a demonstração automática de
preexistência na venda ou de responsabilidade civil. As questões de enquadramento jurídico, ônus
probatório e indenização competem ao Juízo.
Boa Vista/RR, 11 de setembro de 2026.
Rodrigo Kanazawa Puertas Brito
Eng. Mecânico e Eng. de Segurança do Trabalho
Perito Judicial
Referências técnicas complementares
Peugeot. Guia de Utilização e Manutenção do Novo Peugeot 208. Seção Manutenção e Garantia, veículos de passeio,
páginas impressas 16 a 19. Fonte dos intervalos e operações de manutenção apresentados nesta manifestação
(versão resumida).
[1] HELLA Tech World. EC Automatic Transmission Oil Coolers, seção How does it work. Referência geral sobre
dissipação do calor do fluido de transmissão por ar ou líquido de arrefecimento; não diagnóstico do veículo periciado.
Disponível em: HELLA - resfriadores de transmissão. Consulta em 11/09/2026.
NOVO PEUGEOT 208
GUIA DE UTILIZAÇÃO E MANUTENÇÃO
16
Manutenção e Garantia
Revisões PEUGEOT - Veículos de Passeio
As revisões PEUGEOT são constituidas por operações sistemáticas e operações complementares, a efetuar conforme o veículo, o destino, sua
quilometragem e idade.
São consideradas operações regulares os seguintes itens:
Controle do nível e estado do líquido de arrefecimento (completar se necessário)
Controle do nível do fluído de freio (completar se necessário)
Controle do nível do reservatório do limpador de vidro (completar se necessário)
Controle do estado das mangueiras, rótulas e buchas
Controle visual das transmissões, terminais de direção, rótulas, coifas e lacres anti-violação.
Controle do funcionamento dos mecanismos de abertura (capô, portas, vidros, telecomando, fechaduras, tampa do tanque e porta malas)
Controle do estado da correia de distribuição – substituir se necessário
Controle da estanqueidade e estado do cárter do motor e câmbio
Controle do estado do sistema de exaustão (coletor, juntas, catalisador, silencioso e ponteira)
Controle, estado e funcionamento dos limpadores dos vidros dianteiro/traseiro e dos lavadores
Funcionamento do ar condicionado
Funcionamento dos faróis, sinalização e iluminação
Estado, perfil e pressão dos pneus (incluindo roda sobressalente)
Aspecto geral da carroceria do veículo
MOTOR
CONDIÇÕES DE REVISÃO
1.2 12V FLEX
10.000 km (Tolerância: + ou - 1.000 km ) ou 1 ano
(O que ocorrer primeiro)
1.6 16V FLEX
1.6 THP 16 V GASOLINA E FLEX
Se o veículo não atingir as quilometragens acima durante um ano de uso, o plano de manutenção deverá ser realizado anualmente.
.
17
Manutenção e Garantia
Conteúdo das revisões PEUGEOT
MOTORES
1.2 12V FLEX
1.6 THP 16V GASOLINA / FLEX
1.6 16V FLEX
OPERAÇÕES DE CONTROLE COMUNS ENTRE OS MODELOS
CADA
Substituição do filtro de combustível
Substituição do filtro do ar
Controle do estado do filtro de habitáculo
Substituição das velas de ignição
40 000 km ou 4 anos
Substituição do líquido de arrefecimento / radiador
80 000 km ou 3 anos (O que ocorrer primeiro)
Substituição do fluído de freio
A cada 2 anos
Nível do fluído de direção assistida hidráulica (se equipado)
Verificar*
Controle de nível do reservatório do limpador de vidro
Verificar*
Controle do estado das mangueiras, rótulas e buchas
Controle do estado dos protetores de borracha
30 000 km ou 2 anos
Controle visual das transmissões, terminais de direção, rótulas, coifas
e lacres anti-violação
Ajuste dos mecanismos de abertura (capô, portas, vidros, telecomando,
fechaduras, tampa do tanque e porta malas)
Controle do estado e vazamento dos amortecedores
40 000 km
Controle do curso da embreagem
20 000 km**
20 000 km**
(*) Verificar e completar o nível em cada revisão, se necessário.
(**) Conforme versão.
18
Manutenção e Garantia
Conteúdo das revisões PEUGEOT
MOTORES
1.2 12V FLEX
1.6 THP 16V GASOLINA / FLEX
1.6 16V FLEX
OPERAÇÕES
CADA
MOTOR
Substituição do óleo do motor e anel do bujão do cárter do motor
10 000 km ou 1 ano
Substituição do filtro de óleo
10 000 km ou 1 ano
Controle da estanqueidade e estado do cárter do motor e câmbio
Controle do estado do sistema de exaustão (Coletor, juntas, catalizador,
silencioso e ponteira)
10 000 km
Kit correia de acessórios (Correia + tensionador)
80 000 km ou 4 anos (O que ocorrer primeiro)
Kit correia de distribuição (Correia + tensionador)
Verificar informações complementares na página seguinte
80 000 km ou 4 anos - 1.6 16V
80 000 km ou 6 anos - 1.2 12V
(O que ocorrer primeiro)
Não se aplica
Verificação da estanqueidade e estado da bomba d'água
80 000 km
Correia elástica da bomba d’água (Somente motor 1.2 12V FLEX)
80 000 km ou 4 anos
(O que ocorrer primeiro)
Não se aplica
FREIOS
Controle do desgaste das pastilhas de freio dianteira e traseira
Controle do desgaste e limpeza das lonas do freio traseiro
Não se aplica
EQUIPAMENTOS
Estado e funcionamento dos limpadores dos vidros diant/tras. e dos
lavadores.
Funcionamento do ar condicionado, vidros e retrovisores
Funcionamento dos faróis, sinalização e iluminação
.
19
Manutenção e Garantia
Conteúdo das revisões PEUGEOT
MOTORES
1.2 12V FLEX
1.6 THP 16V GASOLINA / FLEX
1.6 16V FLEX
OPERAÇÕES
CADA
PNEUS E RODAS
Estado, perfil e pressão (incluindo roda sobressalente)
Efetuar o rodízio dos pneus
CARROCERIA
Aspecto geral da carroceria do veículo. Presença de perfurações devido
a corrosão, pontos de ferrugem e bolhas na pintura
GERAL
Ensaio de rodagem
Preencher os campos relativos a revisão
MOTOR
TODAS AS CONDIÇÕES DE
UTILIZAÇÃO
1.2 12V FLEX
80.000 km ou 6 anos
(O que ocorrer primeiro)
1.6 16V FLEX
80.000 km ou 4 anos
(O que ocorrer primeiro)
*A utilização do veículo em atmosfera excessivamente empoeirada, poluída com partículas metálicas (minério de ferro, por exemplo) ou com alta taxa
de salinidade (maresia) pode ocasionar a degradação prematura da correia de distribuição e do pinhão do virabrequim, podendo inclusive provocar a
soltura dos dentes da correia de distribuição. Ver capítulo «Utilização Severa do Veículo» na página 24.
Operações complementares - Correia de distribuição*
Substituição da correia de distribuição
A correia de distribuição é solicitada desde o arranque do motor até à sua parada
completa, como tal, é normal desgastar-se em função de sua utilização.
Uma correia de distribuição desgastada pode causar avarias nos componentes móveis do
motor ocasionando sua parada.
Esta deve ser substituída de acordo com a periodicidade indicada pela marca PEUGEOT,
em função do motor que equipa o seu veículo. A peridiocidade para substituição não
poderá exceder a quilometragem indicada na tabela ao lado.
20
Manutenção e Garantia
Revisões PEUGEOT - Veículos Utilitários
As revisões PEUGEOT são constituidas por operações sistemáticas e operações complementares, a efetuar conforme o veículo, o destino, sua
quilometragem e idade.
São consideradas operações regulares os seguintes itens:
Controle do nível e estado do líquido de arrefecimento (completar se necessário)
Controle do nível do fluído de freio (completar se necessário)
Controle do nível do reservatório do limpador de vidro (completar se necessário)
Controle do estado das mangueiras, rótulas e buchas
Controle visual das transmissões, terminais de direção, rótulas, coifas e lacres anti-violação
Controle do funcionamento dos mecanismos de abertura (capô, portas, vidros, telecomando, fechaduras, tampa do tanque e porta malas)
Controle do estado da correia de distribuição - substituir se necessário
Controle da estanqueidade e estado do cárter do motor e câmbio
Controle do estado do sistema de exaustão (coletor, juntas, catalisador, silencioso e ponteira)
Controle, estado e funcionamento dos limpadores dos vidros dianteiro/traseiro e dos lavadores
Funcionamento do ar condicionado
Funcionamento dos faróis, sinalização e iluminação
Estado, perfil e pressão dos pneus (incluindo roda sobressalente)
Aspecto geral da carroceria do veículo
MOTOR
CONDIÇÕES DE REVISÃO
1.6 16V FLEX
10.000 km (Tolerância: + ou - 1.000 km ) ou 1 ano
(O que ocorrer primeiro)
1.6 BlueHDi 115 Diesel
20.000 km (Tolerância: + ou - 1.000 km ) ou 1 ano
(O que ocorrer primeiro)
2.0 BlueHDi 130 Diesel
Se o veículo não atingir as quilometragens acima durante um ano de uso, o plano de manutenção deverá ser realizado anualmente.
.
21
Manutenção e Garantia
Conteúdo das revisões PEUGEOT
MOTORES
1.6 16V FLEX
1.6 BlueHDi 115
2.0 BlueHDi 130
OPERAÇÕES DE CONTROLE COMUNS ENTRE OS MODELOS
CADA
Substituição do filtro de combustível
20 000 km ou 1 ano
Substituição do filtro do ar
20 000 km ou 1 ano
Controle do estado do filtro de habitáculo
20 000 km ou 1 ano
Substituição das velas de ignição
40 000 km ou 4 anos
Não se aplica
Substituição do líquido de arrefecimento / radiador
80 000 km ou 3 anos (O que ocorrer primeiro)
Substituição do fluído de freio
A cada 2 anos
Nível do fluído de direção assistida hidráulica (se equipado)
Verificar*
Controle de nível do reservatório do limpador de vidro
Verificar*
Controle do estado das mangueiras, rótulas e buchas
Controle do estado dos protetores de borracha
30 000 km ou 2 anos
Controle visual das transmissões, terminais de direção, rótulas, coifas
e lacres anti-violação
Ajuste dos mecanismos de abertura (capô, portas, vidros, telecomando,
fechaduras, tampa do tanque e porta malas)
Controle do estado e vazamento dos amortecedores
40 000 km
Controle do curso da embreagem
20 000 km**
Não se aplica
(*) Verificar e completar o nível em cada revisão, se necessário.
(**) Conforme versão.
22
Manutenção e Garantia
Conteúdo das revisões PEUGEOT
MOTORES
1.6 16V FLEX
1.6 BlueHDi 115
2.0 BlueHDi 130
OPERAÇÕES
CADA
MOTOR
Substituição do óleo do motor
10 000 km ou 1 ano
20 000 km ou 1 ano
Substituição do filtro de óleo e anel do bujão do
cárter do motor
10 000 km ou 1 ano
20 000 km ou 1 ano
Controle da estanqueidade e estado do cárter do
motor e câmbio
Controle do estado do sistema de exaustão
(Coletor, juntas, catalizador, silencioso e ponteira)
10 000 km
Correia de distribuição*
80 000 km ou 4 anos
60 000 km ou 4 anos
80 000 km ou 4 anos
Kit correia de acessórios (Correia + tensionador)
80 000 km ou 4 anos
120 000 km ou 4 anos
Kit correia de distribuição (Correia + tensionador)*
80 000 km ou 4 anos
120 000 km ou 8 anos
160 000 km ou 8 anos
Verificação da estanqueidade e estado da bomba
d'água
80 000 km
Não se aplica
Substituição da bomba d’água
Não se aplica
120 000 km
160 000 km
FREIOS
Controle do desgaste das pastilhas de freio
dianteira e traseira
Controle do desgaste e limpeza das lonas do freio
traseiro
*A utilização do veículo em atmosfera excessivamente empoeirada, poluída com partículas metálicas (minério de ferro, por exemplo) ou com alta taxa
de salinidade (maresia) pode ocasionar a degradação prematura da correia de distribuição e do pinhão do virabrequim, podendo inclusive provocar a
soltura dos dentes da correia de distribuição. Ver capítulo «Utilização Severa do Veículo» na página 24.
.
23
Manutenção e Garantia
Conteúdo das revisões PEUGEOT
MOTORES
1.6 16V FLEX
1.6 BlueHDi 115
2.0 BlueHDi 130
OPERAÇÕES
CADA
EQUIPAMENTOS
Estado e funcionamento dos limpadores dos vidros diant/tras. e dos
lavadores.
Funcionamento do ar condicionado, vidros e retrovisores
Funcionamento dos faróis, sinalização e iluminação
PNEUS E RODAS
Estado, perfil e pressão (incluindo roda sobressalente)
Efetuar o rodízio dos pneus
CARROCERIA
Aspecto geral da carroceria do veículo. Presença de perfurações devido
a corrosão, pontos de ferrugem e bolhas na pintura
GERAL
Ensaio de rodagem
Preencher os campos relativos a revisão
Operações complementares - Substituição da correia
de distribuição
MOTOR
TODAS AS CONDIÇÕES DE
UTILIZAÇÃO
1.6 16V FLEX
80.000 km ou 4 anos
(O que ocorrer primeiro)
1.6 BlueHDi 115
60.000 km ou 4 anos
(O que ocorrer primeiro)
2.0 BlueHDi 130
80.000 km ou 4 anos
(O que ocorrer primeiro)
A correia de distribuição é solicitada desde o arranque do motor até à sua parada
completa, como tal, é normal desgastar-se em função de sua utilização.
Uma correia de distribuição desgastada pode causar avarias nos componentes
móveis do motor ocasionando sua parada.
Esta deve ser substituída de acordo com a periodicidade indicada pela marca
PEUGEOT, em função do motor que equipa o seu veículo. A peridiocidade para
substituição não poderá exceder a quilometragem indicada na tabela ao lado.
24
Manutenção e Garantia
Utilização severa do veículo (Utilitários e Passeio)
Caso o veículo seja utilizado predominantemente numa das seguintes condições:
-
Reboque atrelado.
-
Estradas poeirentas, arenosas ou lamacentas, ou com partículas metálicas (minério de ferro, por exemplo).
-
Percusos breves (menos de 10 km/dia) e repetidos e/ou com temperaturas baixas.
-
Motor que funciona frequentemente em marcha lenta ou longos percursos a baixa velocidade ou em caso de longa inatividade.
-
É necessário efetuar as seguintes verificações com metade da frequência do que a indicada no Plano de Manutenção Programada:
-
Controle das condições e desgaste das pastilhas dos freios dianteiros.
-
Controle do estado e limpeza das fechaduras do capô do motor, da porta lateral e das portas traseiras; limpeza e lubrificação das alavancas.
-
Controle visual das condições: motor, caixa de câmbio, transmissão, segmentos rígidos e flexíveis das tubulações (escape/alimentação de
combustível/freios) elementos de borracha (coifas/mangas/casquilhos, etc.).
-
Controle do estado de carga e nível do líquido da bateria (eletrólito).
-
Controle visual das condições das correias, rolamentos tensores e das polias dos conjuntos da distribuição e de comando dos acessórios (substituir,
se necessário).
-
Controle e eventual substituição do óleo do motor e do filtro do óleo.
-
Controle e eventual substituição do filtro antipólen.
-
Controle e eventual substituição do filtro do ar.
2026-09-16 · TJRR
ESCLARECIMENTOS PERICIAIS COMPLEMENTARES
Processo nº 0828505-48.2025.8.23.0010 | Página 1
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RORAIMA
3ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE BOA VISTA
ESCLARECIMENTOS COMPLEMENTARES
ENGENHARIA MECÂNICA — PERÍCIA VEICULAR
Processo
0828505-48.2025.8.23.0010
Autor
EDGAR OLIVEIRA CAMPOS
Ré
LOCALIZA RENT A CAR S.A.
Objeto
Avaliação de alegadas anomalias em veículo Peugeot 208
Perito
RODRIGO KANAZAWA PUERTAS BRITO — Engenheiro Mecânico – CREA SP
5069509455
Boa Vista/RR — setembro de 2026
ESCLARECIMENTOS PERICIAIS COMPLEMENTARES
Processo nº 0828505-48.2025.8.23.0010 | Página 2
1. ESCLARECIMENTOS PERICIAIS COMPLEMENTARES
RODRIGO KANAZAWA PUERTAS BRITO, Perito Judicial nomeado nos autos, apresenta
esclarecimentos à manifestação da parte autora do EP 104.1, em confronto com o Laudo Pericial do
EP 97.1, a petição inicial e o plano de manutenção Peugeot para veículos de passeio com motor 1.6
16V Flex, constante das páginas impressas 16 a 19, reproduzidas nas páginas 11 a 14 deste
documento compilado.
Mantém-se a conclusão de que a anomalia mecânica demonstrada nos sistemas controvertidos se
localiza no pivô da suspensão dianteira direita. Os esclarecimentos abaixo explicitam a justificativa
dos testes, o alcance do diagnóstico diferencial e a relevância do histórico de manutenção, sem
alterar a indeterminação da causa e da data de início da folga.
2. CONDIÇÕES DE SEGURANÇA E ALCANCE DA METODOLOGIA
Primeiramente, o veículo não apresentava condições tecnicamente recomendáveis de rodagem
regular, em razão da folga livre, unilateral e funcionalmente relevante no pivô dianteiro direito. Essa
condição está expressamente descrita nos itens 7.5 e 8.2, na resposta ao quarto ponto controvertido
e na conclusão IV do Laudo. A possibilidade de deslocamento do veículo não equivale à segurança
para sua utilização continuada.
Consequentemente, a extensão dos testes não poderia ser definida apenas pela pretensão de
reproduzir toda e qualquer hipótese de falha sob temperatura, carga ou velocidade mais elevadas. A
condição efetivamente constatada na suspensão impedia recomendar percursos prolongados antes
de sua correção, pelo risco de progressão da folga e comprometimento do posicionamento da roda
e do controle direcional.
Foram realizados dois percursos controlados, de aproximadamente 1,6 km e 3,4 km, associados à
inspeção estática, à leitura eletrônica e ao exame mecânico em elevador. O segundo percurso, após
a remontagem, teve finalidade confirmatória, em baixa velocidade e predominantemente em
pavimento regular, conforme item 7.8. Sua realização não constituiu liberação para circulação regular
nem demonstra que seria prudente ampliar o percurso, a carga ou a velocidade.
Esclarece-se adicionalmente que, durante a diligência, este Perito questionou o autor sobre a
percepção de trancos, solavancos ou patinamento ao dirigir, explicando este último como elevação
do giro do motor sem resposta proporcional do veículo. O autor negou perceber tais manifestações.
A negativa relatada convergiu com a ausência de anomalias nas transições de marcha durante os
percursos, a ausência de DTCs no módulo da transmissão e a inexistência de diagnóstico
documental individualizado de defeito interno desse conjunto. Nenhum desses elementos,
isoladamente, exclui todas as falhas possíveis; em conjunto, sustentam a conclusão adotada de
ausência de falha manifesta da transmissão nas condições do exame.
O item 7.8 não contém certificação irrestrita de funcionamento em quaisquer condições. A
impossibilidade de excluir defeito hipotético intermitente foi declarada, e não omitida. Essa
delimitação é compatível com a metodologia e não transforma a possibilidade abstrata de falha em
constatação de defeito.
3. IDENTIFICAÇÃO DO COMPONENTE DEFEITUOSO
A expressão “caixa de marcha/direção”, utilizada no quesito complementar, reúne componentes
distintos. A caixa de direção integra o comando de orientação das rodas; a transmissão automática
ESCLARECIMENTOS PERICIAIS COMPLEMENTARES
Processo nº 0828505-48.2025.8.23.0010 | Página 3
transmite e adapta torque e rotação do motor; e o pivô integra a articulação da suspensão. A
identificação documental de um desses componentes não autoriza imputar defeito aos demais.
No EP 1.5, a anotação de 20/03/2025 refere-se à caixa de direção. A conversa de 17/02/2025
transcrita na própria inicial também menciona caixa de direção, assim como os relatórios dos EPs
26.9 e 26.10 e a NF-e nº 3.685, de 25/02/2025, do EP 26.31. Portanto, a narrativa que associa tais
elementos a defeito na caixa de transmissão não encontra correspondência na identificação técnica
documental, conforme já explicado nos itens 5.1, 7.6 e 8.1 do Laudo.
A mobilização do conjunto roda/pneu pode revelar movimento anormal sem, por si só, individualizar
sua origem. Como direção e suspensão se conectam ao conjunto da roda, é necessário observar em
qual interface ocorre o deslocamento relativo. Se a inspeção se limitar ao movimento global, sem
localização da folga, pode haver atribuição equivocada à caixa de direção de uma anomalia situada
no pivô ou em outra articulação.
No caso examinado, a retirada das rodas permitiu acesso e inspeção individualizada para diferenciar
eventual folga na direção, no pivô ou em ambos. O achado principal foi o deslocamento relativo livre
entre o pino esférico e seu alojamento, observado com a articulação ainda montada, conforme item
7.5.
Assim, atribuir à caixa de direção a folga objetivamente localizada no pivô direito constituiria erro de
localização diagnóstica. A inspeção pericial evitou essa confusão ao examinar separadamente os
componentes.
O resultado permanece firme: a folga demonstrada foi localizada no pivô dianteiro direito, sem
constatação de folga funcionalmente relevante na caixa de direção. Isso não significa exclusão de
toda falha intermitente possível nem comprovação de que todos os ruídos históricos provinham
exclusivamente do mesmo pivô. A confirmação exclusiva da origem dos sintomas pelo
desaparecimento após o reparo continua sendo a etapa de verificação indicada no item 8.1.
4. HISTÓRICO DOCUMENTADO E PLANO DE MANUTENÇÃO
PEUGEOT
4.1. Cronologia e intervalo entre os registros
Data
Hodômetro
Registro e alcance
12/11/2024
50.512 km
Aquisição do veículo, conforme quadro contratual reproduzido na
inicial.
05/12/2024
51.215 km
EP 26.8: aprovação de óleo, filtro e mão de obra, vinculada à SS
2NKUWG/10. É posterior à aquisição e não comprova,
isoladamente, revisão completa executada.
Janeiro e
fevereiro de
2025
Sem marco único
adotado
Registros de atendimento, autorizações e faturamentos relativos à
suspensão e à direção. Não equivalem, por si sós, à execução
integral de revisão periódica.
03/03/2026
59.907 km
NFS-e nº 38, OS 5092, Anexo II do Laudo: serviço descrito como
revisão preventiva com troca de óleo e filtros, no valor de R$
130,00.
ESCLARECIMENTOS PERICIAIS COMPLEMENTARES
Processo nº 0828505-48.2025.8.23.0010 | Página 4
Data
Hodômetro
Registro e alcance
17/06/2026
61.677 a 61.682
km
Exames periciais; leitura eletrônica aos 61.678,6 km.
Entre os registros de 05/12/2024 e 03/03/2026 decorreram 453 dias, equivalentes a 1 ano, 2 meses
e 26 dias, com acréscimo de 8.692 km. Entre a aquisição e o término da perícia transcorreram 1 ano,
7 meses e 5 dias, com acréscimo de 11.170 km. São marcos distintos e não devem ser confundidos
com a rodagem contada a partir da reclamação de suspensão de janeiro de 2025.
A página 16 do manual determina, para o motor 1.6 16V Flex, revisões a cada 10.000 km, com
tolerância quilométrica de ±1.000 km, ou um ano, o que ocorrer primeiro. Esclarece, ainda, que a
revisão deve ser anual quando a quilometragem não for atingida. A tolerância expressa em
quilômetros não dispensa o critério temporal.
Mesmo adotando, favoravelmente à hipótese de manutenção, 05/12/2024 como marco de serviço
efetivamente executado, embora o EP 26.8 documente aprovação, o próximo marco anual seria
05/12/2025. A nota fiscal de 03/03/2026 é posterior em 88 dias. A sequência apresentada, portanto,
não demonstra revisão anual tempestiva, ainda que a rodagem entre aqueles dois registros seja
inferior a 10.000 km.
Isso não autoriza afirmar que o veículo ficou sem qualquer atendimento: os serviços de garantia de
2025 estão expressamente reconhecidos. O que não está demonstrado é a continuidade e a
integralidade da manutenção periódica prevista pelo fabricante.
4.2. Operações previstas pelo fabricante
O plano Peugeot não se resume à troca de óleo e filtros. As páginas 16 a 19 do Manual de
Manutenção e Garantia estabelecem operações regulares e substituições com periodicidades
próprias. A relação abaixo sintetiza os itens para veículos de passeio, observada a aplicação ao
motor 1.6 16V Flex e aos equipamentos efetivamente instalados.
Operação ou conjunto de operações
Periodicidade ou condição
indicada
Controle do nível e estado do líquido de arrefecimento; completar
se necessário
Operação regular das revisões, p.
16.
Controle dos níveis de fluido de freio e do reservatório do lavador
de vidros; completar se necessário
Operações regulares, pp. 16 e 17.
Controle de mangueiras, rótulas e buchas
10.000 km, p. 17.
Controle visual de transmissões, terminais de direção, rótulas,
coifas e lacres antiviolação
10.000 km, p. 17.
Controle e ajuste dos mecanismos de abertura, fechaduras e
telecomando
Operação regular e ajuste a cada
10.000 km, pp. 16 e 17.
Controle do estado da correia de distribuição
Operação regular; substituir se
necessário, p. 16.
Substituição do óleo do motor, anel do bujão e filtro de óleo
10.000 km ou um ano, p. 18.
ESCLARECIMENTOS PERICIAIS COMPLEMENTARES
Processo nº 0828505-48.2025.8.23.0010 | Página 5
Operação ou conjunto de operações
Periodicidade ou condição
indicada
Controle de estanqueidade e estado do cárter do motor e do
câmbio
10.000 km, p. 18.
Controle do sistema de exaustão, incluindo coletor, juntas,
catalisador, silencioso e ponteira
10.000 km, p. 18.
Controle do desgaste das pastilhas de freio
10.000 km, conforme
equipamento, p. 18.
Controle e limpeza das lonas do freio traseiro
20.000 km, conforme
equipamento, p. 18.
Verificação dos limpadores e lavadores de vidros, ar-
condicionado, vidros e retrovisores
10.000 km, p. 18.
Verificação dos faróis, sinalização e iluminação
10.000 km, p. 18.
Verificação do estado, perfil e pressão dos pneus, incluindo
estepe; rodízio
10.000 km, p. 19.
Inspeção geral da carroceria, corrosão, ferrugem e bolhas de
pintura
10.000 km, p. 19.
Ensaio de rodagem e preenchimento dos registros de revisão
10.000 km, p. 19.
Substituição dos filtros de combustível e de ar; controle do filtro
de habitáculo
20.000 km, p. 17.
Controle dos protetores de borracha
30.000 km ou dois anos, p. 17.
Controle do estado e de vazamentos dos amortecedores
40.000 km, p. 17.
Substituição das velas de ignição
40.000 km ou quatro anos, p. 17.
Substituição do líquido de arrefecimento
80.000 km ou três anos, o que
ocorrer primeiro, p. 17.
Substituição do fluido de freio
A cada dois anos, p. 17.
Substituição dos kits de correias de acessórios e de distribuição,
com tensionadores
Para 1.6 16V Flex: 80.000 km ou
quatro anos, o que ocorrer
primeiro, pp. 18 e 19.
Verificação de estanqueidade e estado da bomba d'água
80.000 km, p. 18.
A NFS-e nº 38 documenta apenas o serviço descrito de troca de óleo e filtros, no valor de R$ 130,00.
Não individualiza inspeção do arrefecimento, verificação das articulações, controle de estanqueidade
do câmbio ou os demais controles acima. O valor cobrado não é critério de qualidade técnica; a
insuficiência probatória decorre do conteúdo e da ausência de registro detalhado das operações.
Também não se presume que verificações não discriminadas na nota necessariamente deixaram de
ocorrer.
ESCLARECIMENTOS PERICIAIS COMPLEMENTARES
Processo nº 0828505-48.2025.8.23.0010 | Página 6
4.3. Manutenção e investigação causal
O baixo nível e a turbidez do líquido de arrefecimento foram constatados e fotografados na perícia,
conforme item 7.7 e Figura 8. O manual demonstra que a verificação de nível e estado integra as
operações regulares. A troca de óleo e filtros, isoladamente, não comprova que esse controle tenha
sido realizado nem que o sistema de arrefecimento estivesse adequadamente conservado na data
do exame.
Em termos gerais, a transmissão automática depende de controle térmico adequado. Nos sistemas
que transferem calor do fluido da transmissão para o líquido de arrefecimento por meio de trocador,
deficiência de circulação ou de dissipação térmica pode prejudicar o resfriamento, favorecer
superaquecimento e comprometer o funcionamento. Trata-se de possibilidade mecânica coerente
com a função dos resfriadores de transmissão, descrita na literatura técnica [1], e não de constatação
de que essa sequência ocorreu neste veículo.
A folga mecânica constatada no pivô da suspensão dianteira direita não se confunde com esse
mecanismo térmico. Isso não torna tais sistemas dispensados de manutenção: o próprio plano inclui
terminais, rótulas, coifas e buchas. A intervenção pretérita documentada na direção deve ser
considerada no histórico, sem que constitua certificação de sua condição futura ou de revisão
completa do veículo.
Mesmo se uma falha da transmissão viesse a ser constatada posteriormente, sua existência, por si
só, não demonstraria nexo causal com a ré. Seria necessário caracterizar o componente e o
mecanismo da falha, estabelecer sua cronologia e confrontar hipóteses preexistentes e
supervenientes, inclusive as condições de uso e manutenção. A lacuna documental de revisão e o
achado no arrefecimento impedem pressupor conservação integralmente comprovada, mas não
demonstram culpa do autor nem rompimento automático de nexo.
Por fim, o vencimento anual tomado como referência em dezembro de 2025 é posterior às
reclamações de janeiro e março de 2025. Não seria cronologicamente válido utilizar esse atraso
posterior como causa demonstrada dos sintomas anteriores. Os esclarecimentos de manutenção
reforçam a necessidade de investigação causal individualizada, sem modificar a conclusão original
de causa indeterminada.
5. Respostas aos quesitos complementares do EP 104.1
Quesito 1
Considerando que os testes dinâmicos realizados somaram apenas cerca de 5,0 km, em baixa
velocidade e sob condições controladas, é tecnicamente possível excluir, com o grau de certeza
necessário, a existência de anomalia intermitente ou dependente de temperatura/carga na caixa
de direção ou no sistema de transmissão, que não se manifestaria em testes de curta duração?
Não é possível excluir absolutamente uma falha que não se manifeste nas condições avaliadas. O
Laudo não formulou tal exclusão, mas concluiu pela ausência de falha manifesta da transmissão e
de folga funcionalmente relevante na caixa de direção, com localização positiva da folga no pivô
direito.
Os percursos foram limitados pela condição de segurança constatada na suspensão. A negativa do
autor quanto a trancos, solavancos e patinamento, ora explicitada, complementa a ausência de
anomalias nas transições de marcha, de DTCs pertinentes e de diagnóstico documental específico
da transmissão. A conclusão é proporcional a esse conjunto. Eventual ensaio ampliado dependeria,
primeiramente, da correção da condição insegura e da definição de hipótese diagnóstica e
parâmetros de teste, se tecnicamente necessário e determinado pelo Juízo. A limitação conhecida
não constitui evidência positiva de um defeito não observado.
ESCLARECIMENTOS PERICIAIS COMPLEMENTARES
Processo nº 0828505-48.2025.8.23.0010 | Página 7
Quesito 2
Havendo divergência entre o diagnóstico técnico apresentado pela oficina Revemar
(concessionária autorizada Peugeot), mencionado na petição inicial, no sentido de que a caixa de
marcha/direção apresentava folga e que o reparo anterior fora meramente paliativo, e a conclusão
do Laudo Pericial de ausência de folga funcionalmente relevante nesses sistemas na data da
perícia, tal divergência pode ser explicada pelo decurso de aproximadamente 16 (dezesseis)
meses e de 11.170 km rodados entre os fatos narrados na inicial e a realização da perícia?
A divergência não pode ser justificada exclusivamente pelo decurso do tempo ou pela quilometragem
percorrida. O exame pericial identificou diretamente que a folga funcionalmente relevante estava
restrita ao pivô da suspensão dianteira direita, sem constatação de folga funcionalmente relevante
na caixa de direção. Portanto, atribuir à caixa de direção a folga efetivamente localizada no pivô
constitui erro de localização diagnóstica.
Essa conclusão decorre do diagnóstico diferencial realizado com elevação do veículo, movimentação
controlada do conjunto roda/pneu, retirada das rodas e inspeção individualizada dos componentes.
Constatou-se deslocamento relativo livre entre o pino esférico e seu alojamento no pivô direito. A
simples percepção de movimento ou ruído no conjunto, sem identificação direta da articulação
responsável, pode conduzir à atribuição equivocada da anomalia à caixa de direção. A inspeção
individualizada permitiu distinguir essas possibilidades e localizar a origem da folga, conforme
descrito no Laudo.
O diagnóstico pretérito apresentado não demonstra procedimento de isolamento, medição ou outro
elemento técnico que justifique atribuir à caixa de direção a folga identificada pela perícia no pivô.
Ademais, o mero transcurso do tempo e a utilização do veículo não constituem mecanismos de
eliminação espontânea de folga decorrente de desgaste. Não há, portanto, fundamento técnico para
considerar o diagnóstico anterior correto apenas em razão do intervalo transcorrido. Ressalta-se,
ainda, que a documentação referida individualiza a caixa de direção, e não a caixa de transmissão.
Os marcos indicados no quesito também exigem correção. Entre a anotação de 20/03/2025 e a
perícia de 17/06/2026 decorreram 1 ano, 2 meses e 28 dias, aproximadamente 15 meses. Os 11.170
km correspondem à diferença entre a quilometragem da compra, de 50.512 km, e aquela registrada
ao término da perícia, de 61.682 km. Considerando a leitura de 52.293 km referida para o diagnóstico
de março de 2025, a diferença até o encerramento da perícia corresponde a 9.389 km, já incluídos
os 5 km dos testes periciais. Assim, os 11.170 km não representam a rodagem entre aquele
diagnóstico e a perícia.
Quesito 3
A anotação manuscrita datada de 20/03/2025 (EP 1.5), que registra a constatação de folga interna
na caixa de direção e menciona expressamente a existência de “reparo anterior na articulação”,
é compatível com a hipótese de que a intervenção documentada na NF-e de 25/02/2025 (EP
26.31) não tenha sanado integralmente o vício, tendo sido, então, meramente paliativa?
Sim, a anotação é compatível com a hipótese de persistência de anomalia após uma intervenção
anterior; não é, contudo, prova suficiente de reparo meramente paliativo. O registro foi considerado
no item 8.1 do Laudo e não foi desqualificado por sua natureza manuscrita.
Faltam identificação precisa da articulação anteriormente reparada, descrição do procedimento,
medição de folga e demonstração de correspondência entre o reparo mencionado e a peça faturada
na NF-e nº 3.685. Esta nota comprova faturamento de caixa de direção, mas não a integralidade da
instalação ou a condição da peça removida. A coifa fixada por abraçadeira não original corrobora
intervenção pretérita, sem comprovar seu resultado. Logo, admite-se a compatibilidade da hipótese,
sem converter a descrição documental em conclusão causal ou em defeito atual da transmissão.
ESCLARECIMENTOS PERICIAIS COMPLEMENTARES
Processo nº 0828505-48.2025.8.23.0010 | Página 8
Quesito 4
É possível afirmar, com a documentação disponível, que o vício hoje constatado no pivô da
suspensão dianteira direita já se manifestava, ainda que em grau incipiente, no período
compreendido entre a aquisição do veículo (12/11/2024) e o encerramento da garantia contratual
(12/02/2025), considerando a reclamação formal do Autor relativa a esse mesmo lado,
apresentada em 04/01/2025, portanto dentro do prazo de garantia?
Não é possível afirmar a identidade material entre a folga examinada em 2026 e a anomalia que
motivou a reclamação de 04/01/2025. A coincidência do lado direito, a proximidade da reclamação
com a compra e a ausência de documento específico de substituição do pivô direito aumentam a
compatibilidade histórica, como reconhecido nos itens 8.3 e 12, VII, do Laudo. Essa evidência
favorece a hipótese de continuidade, mas não individualiza o componente então defeituoso.
A própria inicial também relata ruído percebido à esquerda após a entrega de 05/02/2025, o que
impede tratar toda a sequência sintomática como registro invariável da mesma articulação. Não há
exame contemporâneo que localize a folga no pivô direito, nem acompanhamento de sua evolução.
A rodagem posterior e o histórico incompleto de manutenção limitam a reconstrução, sem provar
origem superveniente. Permanece indeterminada a data de início, inclusive quanto a eventual estágio
incipiente no período indicado.
Quesito 5
A ausência de documentos técnicos de encerramento de serviço, testes de entrega e identificação
de peças removidas relativos às intervenções realizadas pela Ré permite concluir, com segurança
técnica, que os reparos então executados foram suficientes e adequados para sanar
definitivamente o vício relatado pelo Autor?
Não. Autorizações, registros administrativos e notas fiscais não bastam para certificar integralmente
o diagnóstico, a execução e a suficiência definitiva dos reparos. Essa impossibilidade já consta dos
itens 6.3 e 8.4 e das respostas aos quesitos 16 e 23 da ré.
A ausência desses registros também não demonstra, isoladamente, que todos os serviços foram
inadequados ou que a folga atual necessariamente existia e deixou de ser reparada em 2025. São
questões diferentes: falta comprovação integral da suficiência dos serviços pretéritos; há
comprovação material de uma folga atual no pivô direito; e não há elementos suficientes para afirmar
identidade causal entre ambas. O mesmo critério documental é aplicado à NFS-e de manutenção
apresentada pelo autor, que não comprova revisão integral somente por utilizar a expressão “revisão
preventiva”.
Quesito 6
Considerando a resposta ao quesito anterior, na ausência de tais documentos técnicos, a quem
deveria ser atribuído o ônus da comprovação da correta e completa execução do serviço de
garantia: ao prestador do serviço (Ré) ou ao consumidor (Autor)?
A distribuição do ônus da prova compete ao Juízo, não ao Perito Judicial. A Engenharia Mecânica
permite explicitar quais registros seriam tecnicamente úteis para verificar a execução e o resultado
dos serviços, mas não definir a parte que deve suportar as consequências processuais de sua
ausência.
6. Ratificação das conclusões
Os esclarecimentos não alteram a localização da anomalia no pivô dianteiro direito, sua relevância
para a segurança nem a adequação da limitação dos testes às condições encontradas. A distinção
entre caixa de direção e transmissão é confirmada pelos documentos, e a ausência de falha
ESCLARECIMENTOS PERICIAIS COMPLEMENTARES
Processo nº 0828505-48.2025.8.23.0010 | Página 9
manifesta da transmissão permanece apoiada nos exames, complementados pelo histórico funcional
ora explicitado.
O manual Peugeot reforça que troca de óleo e filtros não equivale, por si só, à comprovação de
revisão completa e que a periodicidade também é temporal. A documentação não demonstra
cumprimento integral e tempestivo desse plano. Isso não autoriza imputar ao autor causa específica
de defeito, assim como não autoriza atribuir à ré uma falha hipotética da transmissão sem
demonstração do mecanismo e do nexo temporal.
Mantém-se, integralmente, a solução técnica de referência e o custo orçado de R$ 1.350,00 para
bandeja dianteira direita completa com pivô, mão de obra e alinhamento, conforme orçamento nº
28160. A alternativa bilateral de R$ 2.090,00 permanece preventiva. Não há achado técnico novo
que fundamente substituição da caixa de direção ou da transmissão, nem majoração do reparo por
defeito apenas hipotético. Esses valores são estimativas de reparo, não definição do montante
indenizatório.
Permanecem indeterminadas a causa exclusiva e a data de início da folga. A caracterização do
mecanismo como não aparente ao consumidor não equivale a demonstração automática de
preexistência na venda ou de responsabilidade civil. As questões de enquadramento jurídico, ônus
probatório e indenização competem ao Juízo.
Boa Vista/RR, 11 de setembro de 2026.
Rodrigo Kanazawa Puertas Brito
Eng. Mecânico e Eng. de Segurança do Trabalho
Perito Judicial
Referências técnicas complementares
Peugeot. Guia de Utilização e Manutenção do Novo Peugeot 208. Seção Manutenção e Garantia, veículos de passeio,
páginas impressas 16 a 19. Fonte dos intervalos e operações de manutenção apresentados nesta manifestação
(versão resumida).
[1] HELLA Tech World. EC Automatic Transmission Oil Coolers, seção How does it work. Referência geral sobre
dissipação do calor do fluido de transmissão por ar ou líquido de arrefecimento; não diagnóstico do veículo periciado.
Disponível em: HELLA - resfriadores de transmissão. Consulta em 11/09/2026.
NOVO PEUGEOT 208
GUIA DE UTILIZAÇÃO E MANUTENÇÃO
16
Manutenção e Garantia
Revisões PEUGEOT - Veículos de Passeio
As revisões PEUGEOT são constituidas por operações sistemáticas e operações complementares, a efetuar conforme o veículo, o destino, sua
quilometragem e idade.
São consideradas operações regulares os seguintes itens:
Controle do nível e estado do líquido de arrefecimento (completar se necessário)
Controle do nível do fluído de freio (completar se necessário)
Controle do nível do reservatório do limpador de vidro (completar se necessário)
Controle do estado das mangueiras, rótulas e buchas
Controle visual das transmissões, terminais de direção, rótulas, coifas e lacres anti-violação.
Controle do funcionamento dos mecanismos de abertura (capô, portas, vidros, telecomando, fechaduras, tampa do tanque e porta malas)
Controle do estado da correia de distribuição – substituir se necessário
Controle da estanqueidade e estado do cárter do motor e câmbio
Controle do estado do sistema de exaustão (coletor, juntas, catalisador, silencioso e ponteira)
Controle, estado e funcionamento dos limpadores dos vidros dianteiro/traseiro e dos lavadores
Funcionamento do ar condicionado
Funcionamento dos faróis, sinalização e iluminação
Estado, perfil e pressão dos pneus (incluindo roda sobressalente)
Aspecto geral da carroceria do veículo
MOTOR
CONDIÇÕES DE REVISÃO
1.2 12V FLEX
10.000 km (Tolerância: + ou - 1.000 km ) ou 1 ano
(O que ocorrer primeiro)
1.6 16V FLEX
1.6 THP 16 V GASOLINA E FLEX
Se o veículo não atingir as quilometragens acima durante um ano de uso, o plano de manutenção deverá ser realizado anualmente.
.
17
Manutenção e Garantia
Conteúdo das revisões PEUGEOT
MOTORES
1.2 12V FLEX
1.6 THP 16V GASOLINA / FLEX
1.6 16V FLEX
OPERAÇÕES DE CONTROLE COMUNS ENTRE OS MODELOS
CADA
Substituição do filtro de combustível
Substituição do filtro do ar
Controle do estado do filtro de habitáculo
Substituição das velas de ignição
40 000 km ou 4 anos
Substituição do líquido de arrefecimento / radiador
80 000 km ou 3 anos (O que ocorrer primeiro)
Substituição do fluído de freio
A cada 2 anos
Nível do fluído de direção assistida hidráulica (se equipado)
Verificar*
Controle de nível do reservatório do limpador de vidro
Verificar*
Controle do estado das mangueiras, rótulas e buchas
Controle do estado dos protetores de borracha
30 000 km ou 2 anos
Controle visual das transmissões, terminais de direção, rótulas, coifas
e lacres anti-violação
Ajuste dos mecanismos de abertura (capô, portas, vidros, telecomando,
fechaduras, tampa do tanque e porta malas)
Controle do estado e vazamento dos amortecedores
40 000 km
Controle do curso da embreagem
20 000 km**
20 000 km**
(*) Verificar e completar o nível em cada revisão, se necessário.
(**) Conforme versão.
18
Manutenção e Garantia
Conteúdo das revisões PEUGEOT
MOTORES
1.2 12V FLEX
1.6 THP 16V GASOLINA / FLEX
1.6 16V FLEX
OPERAÇÕES
CADA
MOTOR
Substituição do óleo do motor e anel do bujão do cárter do motor
10 000 km ou 1 ano
Substituição do filtro de óleo
10 000 km ou 1 ano
Controle da estanqueidade e estado do cárter do motor e câmbio
Controle do estado do sistema de exaustão (Coletor, juntas, catalizador,
silencioso e ponteira)
10 000 km
Kit correia de acessórios (Correia + tensionador)
80 000 km ou 4 anos (O que ocorrer primeiro)
Kit correia de distribuição (Correia + tensionador)
Verificar informações complementares na página seguinte
80 000 km ou 4 anos - 1.6 16V
80 000 km ou 6 anos - 1.2 12V
(O que ocorrer primeiro)
Não se aplica
Verificação da estanqueidade e estado da bomba d'água
80 000 km
Correia elástica da bomba d’água (Somente motor 1.2 12V FLEX)
80 000 km ou 4 anos
(O que ocorrer primeiro)
Não se aplica
FREIOS
Controle do desgaste das pastilhas de freio dianteira e traseira
Controle do desgaste e limpeza das lonas do freio traseiro
Não se aplica
EQUIPAMENTOS
Estado e funcionamento dos limpadores dos vidros diant/tras. e dos
lavadores.
Funcionamento do ar condicionado, vidros e retrovisores
Funcionamento dos faróis, sinalização e iluminação
.
19
Manutenção e Garantia
Conteúdo das revisões PEUGEOT
MOTORES
1.2 12V FLEX
1.6 THP 16V GASOLINA / FLEX
1.6 16V FLEX
OPERAÇÕES
CADA
PNEUS E RODAS
Estado, perfil e pressão (incluindo roda sobressalente)
Efetuar o rodízio dos pneus
CARROCERIA
Aspecto geral da carroceria do veículo. Presença de perfurações devido
a corrosão, pontos de ferrugem e bolhas na pintura
GERAL
Ensaio de rodagem
Preencher os campos relativos a revisão
MOTOR
TODAS AS CONDIÇÕES DE
UTILIZAÇÃO
1.2 12V FLEX
80.000 km ou 6 anos
(O que ocorrer primeiro)
1.6 16V FLEX
80.000 km ou 4 anos
(O que ocorrer primeiro)
*A utilização do veículo em atmosfera excessivamente empoeirada, poluída com partículas metálicas (minério de ferro, por exemplo) ou com alta taxa
de salinidade (maresia) pode ocasionar a degradação prematura da correia de distribuição e do pinhão do virabrequim, podendo inclusive provocar a
soltura dos dentes da correia de distribuição. Ver capítulo «Utilização Severa do Veículo» na página 24.
Operações complementares - Correia de distribuição*
Substituição da correia de distribuição
A correia de distribuição é solicitada desde o arranque do motor até à sua parada
completa, como tal, é normal desgastar-se em função de sua utilização.
Uma correia de distribuição desgastada pode causar avarias nos componentes móveis do
motor ocasionando sua parada.
Esta deve ser substituída de acordo com a periodicidade indicada pela marca PEUGEOT,
em função do motor que equipa o seu veículo. A peridiocidade para substituição não
poderá exceder a quilometragem indicada na tabela ao lado.
20
Manutenção e Garantia
Revisões PEUGEOT - Veículos Utilitários
As revisões PEUGEOT são constituidas por operações sistemáticas e operações complementares, a efetuar conforme o veículo, o destino, sua
quilometragem e idade.
São consideradas operações regulares os seguintes itens:
Controle do nível e estado do líquido de arrefecimento (completar se necessário)
Controle do nível do fluído de freio (completar se necessário)
Controle do nível do reservatório do limpador de vidro (completar se necessário)
Controle do estado das mangueiras, rótulas e buchas
Controle visual das transmissões, terminais de direção, rótulas, coifas e lacres anti-violação
Controle do funcionamento dos mecanismos de abertura (capô, portas, vidros, telecomando, fechaduras, tampa do tanque e porta malas)
Controle do estado da correia de distribuição - substituir se necessário
Controle da estanqueidade e estado do cárter do motor e câmbio
Controle do estado do sistema de exaustão (coletor, juntas, catalisador, silencioso e ponteira)
Controle, estado e funcionamento dos limpadores dos vidros dianteiro/traseiro e dos lavadores
Funcionamento do ar condicionado
Funcionamento dos faróis, sinalização e iluminação
Estado, perfil e pressão dos pneus (incluindo roda sobressalente)
Aspecto geral da carroceria do veículo
MOTOR
CONDIÇÕES DE REVISÃO
1.6 16V FLEX
10.000 km (Tolerância: + ou - 1.000 km ) ou 1 ano
(O que ocorrer primeiro)
1.6 BlueHDi 115 Diesel
20.000 km (Tolerância: + ou - 1.000 km ) ou 1 ano
(O que ocorrer primeiro)
2.0 BlueHDi 130 Diesel
Se o veículo não atingir as quilometragens acima durante um ano de uso, o plano de manutenção deverá ser realizado anualmente.
.
21
Manutenção e Garantia
Conteúdo das revisões PEUGEOT
MOTORES
1.6 16V FLEX
1.6 BlueHDi 115
2.0 BlueHDi 130
OPERAÇÕES DE CONTROLE COMUNS ENTRE OS MODELOS
CADA
Substituição do filtro de combustível
20 000 km ou 1 ano
Substituição do filtro do ar
20 000 km ou 1 ano
Controle do estado do filtro de habitáculo
20 000 km ou 1 ano
Substituição das velas de ignição
40 000 km ou 4 anos
Não se aplica
Substituição do líquido de arrefecimento / radiador
80 000 km ou 3 anos (O que ocorrer primeiro)
Substituição do fluído de freio
A cada 2 anos
Nível do fluído de direção assistida hidráulica (se equipado)
Verificar*
Controle de nível do reservatório do limpador de vidro
Verificar*
Controle do estado das mangueiras, rótulas e buchas
Controle do estado dos protetores de borracha
30 000 km ou 2 anos
Controle visual das transmissões, terminais de direção, rótulas, coifas
e lacres anti-violação
Ajuste dos mecanismos de abertura (capô, portas, vidros, telecomando,
fechaduras, tampa do tanque e porta malas)
Controle do estado e vazamento dos amortecedores
40 000 km
Controle do curso da embreagem
20 000 km**
Não se aplica
(*) Verificar e completar o nível em cada revisão, se necessário.
(**) Conforme versão.
22
Manutenção e Garantia
Conteúdo das revisões PEUGEOT
MOTORES
1.6 16V FLEX
1.6 BlueHDi 115
2.0 BlueHDi 130
OPERAÇÕES
CADA
MOTOR
Substituição do óleo do motor
10 000 km ou 1 ano
20 000 km ou 1 ano
Substituição do filtro de óleo e anel do bujão do
cárter do motor
10 000 km ou 1 ano
20 000 km ou 1 ano
Controle da estanqueidade e estado do cárter do
motor e câmbio
Controle do estado do sistema de exaustão
(Coletor, juntas, catalizador, silencioso e ponteira)
10 000 km
Correia de distribuição*
80 000 km ou 4 anos
60 000 km ou 4 anos
80 000 km ou 4 anos
Kit correia de acessórios (Correia + tensionador)
80 000 km ou 4 anos
120 000 km ou 4 anos
Kit correia de distribuição (Correia + tensionador)*
80 000 km ou 4 anos
120 000 km ou 8 anos
160 000 km ou 8 anos
Verificação da estanqueidade e estado da bomba
d'água
80 000 km
Não se aplica
Substituição da bomba d’água
Não se aplica
120 000 km
160 000 km
FREIOS
Controle do desgaste das pastilhas de freio
dianteira e traseira
Controle do desgaste e limpeza das lonas do freio
traseiro
*A utilização do veículo em atmosfera excessivamente empoeirada, poluída com partículas metálicas (minério de ferro, por exemplo) ou com alta taxa
de salinidade (maresia) pode ocasionar a degradação prematura da correia de distribuição e do pinhão do virabrequim, podendo inclusive provocar a
soltura dos dentes da correia de distribuição. Ver capítulo «Utilização Severa do Veículo» na página 24.
.
23
Manutenção e Garantia
Conteúdo das revisões PEUGEOT
MOTORES
1.6 16V FLEX
1.6 BlueHDi 115
2.0 BlueHDi 130
OPERAÇÕES
CADA
EQUIPAMENTOS
Estado e funcionamento dos limpadores dos vidros diant/tras. e dos
lavadores.
Funcionamento do ar condicionado, vidros e retrovisores
Funcionamento dos faróis, sinalização e iluminação
PNEUS E RODAS
Estado, perfil e pressão (incluindo roda sobressalente)
Efetuar o rodízio dos pneus
CARROCERIA
Aspecto geral da carroceria do veículo. Presença de perfurações devido
a corrosão, pontos de ferrugem e bolhas na pintura
GERAL
Ensaio de rodagem
Preencher os campos relativos a revisão
Operações complementares - Substituição da correia
de distribuição
MOTOR
TODAS AS CONDIÇÕES DE
UTILIZAÇÃO
1.6 16V FLEX
80.000 km ou 4 anos
(O que ocorrer primeiro)
1.6 BlueHDi 115
60.000 km ou 4 anos
(O que ocorrer primeiro)
2.0 BlueHDi 130
80.000 km ou 4 anos
(O que ocorrer primeiro)
A correia de distribuição é solicitada desde o arranque do motor até à sua parada
completa, como tal, é normal desgastar-se em função de sua utilização.
Uma correia de distribuição desgastada pode causar avarias nos componentes
móveis do motor ocasionando sua parada.
Esta deve ser substituída de acordo com a periodicidade indicada pela marca
PEUGEOT, em função do motor que equipa o seu veículo. A peridiocidade para
substituição não poderá exceder a quilometragem indicada na tabela ao lado.
24
Manutenção e Garantia
Utilização severa do veículo (Utilitários e Passeio)
Caso o veículo seja utilizado predominantemente numa das seguintes condições:
-
Reboque atrelado.
-
Estradas poeirentas, arenosas ou lamacentas, ou com partículas metálicas (minério de ferro, por exemplo).
-
Percusos breves (menos de 10 km/dia) e repetidos e/ou com temperaturas baixas.
-
Motor que funciona frequentemente em marcha lenta ou longos percursos a baixa velocidade ou em caso de longa inatividade.
-
É necessário efetuar as seguintes verificações com metade da frequência do que a indicada no Plano de Manutenção Programada:
-
Controle das condições e desgaste das pastilhas dos freios dianteiros.
-
Controle do estado e limpeza das fechaduras do capô do motor, da porta lateral e das portas traseiras; limpeza e lubrificação das alavancas.
-
Controle visual das condições: motor, caixa de câmbio, transmissão, segmentos rígidos e flexíveis das tubulações (escape/alimentação de
combustível/freios) elementos de borracha (coifas/mangas/casquilhos, etc.).
-
Controle do estado de carga e nível do líquido da bateria (eletrólito).
-
Controle visual das condições das correias, rolamentos tensores e das polias dos conjuntos da distribuição e de comando dos acessórios (substituir,
se necessário).
-
Controle e eventual substituição do óleo do motor e do filtro do óleo.
-
Controle e eventual substituição do filtro antipólen.
-
Controle e eventual substituição do filtro do ar.